Joga-se em Alvalade confronto a feijões mas que a carga histórica impede de tornar aborrecido: Portugal e Espanha defrontam-se pela 36ª vez, numa caminhada onde a soberania hermana se sobrepõe ao espírito rebelde dos lusos – que, poder-se-á dizer, atravessam rara fase onde a qualidade individual se equipara à dos vizinhos, numa era onde Portugal compete olhos nos olhos com as grandes selecções, sem inibições ou complexos de inferioridade. Porém, continua o score negativo no histórico de confrontos, 13 vitórias contra oito, com vantagem para espanhóis, e 14 empates.

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Tudo começou em Dezembro de 1921, num dia chuvoso que encharcou por completo o Campo O’Donell, casa do Club Atlético de Madrid, onde dez mil espanhóis de guarda-chuva viram a sua selecção dominar o adversário e vencer por 3-1.

A selecção das Quinas, capitaneada por Cândido de Oliveira, aguentou-se como pode e perdeu por margem agradável dadas as circunstâncias – á época, enalteceu-se a perfomance do grupo e a comitiva foi recebida como campeões no Rossio, numa demonstração clara do alívio de um País á espera de vexame, já que os Espanhóis tinham ganho pouco tempo antes á campeã olímpica Bélgica, por 2-0, e um futebol muito mais desenvolvido que o de cá: onde a Federação não passava ainda de uma… União, sem qualquer comunicação com as associações regionais e nem competição oficial existia para descobrir o campeão nacional.

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Para ser mais perceptível a dimensão da distância qualitativa e organizacional: Portugal venceu pela primeira vez o dérbi ibérico em… 1937, ao décimo jogo entre os conjuntos.

O mundo mudou muito em 99 anos, e em 2020 Portugal é o campeão europeu em título. A Liga das Nações foi outro título conquistado, e este encontro servirá sobretudo para preparar os embates com França e Suécia da próxima semana, jogos a contar para a recente competição na qual Fernando Santos pretende revalidar a conquista.

O seleccionador chamou alguns nomes que, por uma razão ou outra, nunca se estrearam: Rui Silva, Rúben Semedo, Podence ou Nuno Sequeira – chamado á última da hora em substituição de Mário Rui, que foi impedido de viajar pelas autoridades italianas, restrições de pandemia – deverão ir a campo e exibir-se num José Alvalade que servirá também como local de outro tipo de teste: a DGS autorizou o preenchimento de 5% da lotação máxima, o que representa 2600 lugares sentados que serão, na sua totalidade, ocupados por convidados da FPF, já que a venda ao público em geral não foi sequer equacionada. Desleixo ou capricho?

 

COMO JOGARÁ PORTUGAL?

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A prioridade é a Liga das Nações e o jogo de Domingo contra a França, em Paris, razão mais que suficiente para existirem muitas poupanças e rotatividade. Os nomes já mencionados poderão fazer estreia, até como titulares na maioria dos casos – o mais difícil será Rui Silva, com Anthony Lopes na convocatória a exigir minutos numa das raras ocasiões onde não se justifica a aposta em Rui Patrício.

José Fonte, que saiu da convocatória por estar infectado com o Covid-19, foi substituído por Domingos Duarte, que também poderá aparecer como titular caso Fernando Santos prefira proteger Pepe ou Rúben Dias de carga física desnecessária.

No meio, a abundância de soluções de qualidade tornará tarefa de fácil resolução a eleição da dupla titular, com William e Sérgio Oliveira a surgir como fortes hipóteses depois dos seus regressos aos convocados após ausência prolongada. Mais à frente, Ronaldo e Bernardo Silva deverão ser poupados em detrimento de Rafa, Podence ou Diogo Jota.

 

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Club Atlético de Madrid

João Félix – Inconstante em Madrid, ao jovem prodigioso português não faltará motivação para assinar exibição bem conseguida frente à selecção espanhola. Não tem tido descanso com a pressão da aficion e da imprensa, que exigem a aceleração do seu desenvolvimento – o preço da sua transferência assim obriga. Um jogo bem conseguido amanhã seria uma boa maneira de garantir mais paciência a um público que dele… espera efeito de Midas.

 

ONZE PROVÁVEL: Anthony Lopes; Nélson Semedo, Rúben Semedo, Domingos Duarte, Nuno Sequeira; Rafa, William, Sérgio Oliveira, Renato Sanches; Félix e Diogo Jota