Publicidade

Habemus consistência defensiva

Rui Pedro Cipriano · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Mundial 2018 está mesmo aí à porta e a nossa equipa nacional já terminou a sua preparação para o mesmo. Numa caminhada que se iniciou em Braga, num particular frente à seleção da Tunísia, a nossa seleção revelou algumas fragilidades defensivas preocupantes que alertavam o nosso selecionador nacional para algumas afinações a fazer. Fernando Santos, um treinador bem conhecido por privilegiar sempre equipas com uma grande consistência defensiva, certamente saberia o que fazer e o teste seguinte prometia ser uma prova de “fogo” a sério para a defesa da seleção nacional portuguesa.

A verdade é que os primeiros 15 minutos de jogo não deixaram um bom pronúncio para aquilo que havia restante ainda da partida. A nossa seleção nacional entrou nervosa, a falhar muitos passes e sem conseguir sair para a frente. Parecia uma questão de tempo até que a seleção belga se adiantasse no marcador, tal era o caudal ofensivo. No entanto, a equipa portuguesa, foi-se libertando do nervosismo e conseguiu dar uma nova face. Aquilo que se viu foi muito da seleção nacional que todos nós conhecemos do Euro 2016, sempre fechada e consistente lá atrás e a não sair endiabradamente para a frente, mas a optar antes por transições ofensivas rápidas que têm o objetivo de serem letais
para o adversário. Se resultou em 2016 não vejo porque não continuar a apostar nesta estratégia.

O resultado foi um empate 0-0 frente a uma Bélgica já com as suas armas todas, e nós sem a nossa principal arma, Cristiano Ronaldo. Claramente um resultado dentro daquilo que esta seleção de Fernando Santos nos tem vindo a habituar. Defensivamente a equipa esteve bastante melhor do que no jogo com a Tunísia e ofensivamente esteve mais apagada, mas diria que isso foi mais consequência do adversário do que propriamente por deficiência da nossa equipa nacional.

A Seleção Nacional parece mais unida do que nunca
Fonte: FPF

A evolução era notória, ainda com poucos dias de trabalho, principalmente no aspeto defensivo, que assustou bastante o nosso selecionador no jogo com a Tunísia. Agora já com a estrela da nossa equipa integrada da comitiva, faltava ver como iria o jogo de Portugal melhorar com a presença de Ronaldo em campo, e se iríamos conseguir traduzir mais as situações de perigo em golo. O jogo com a Argélia foi excelente. Portugal não só dominou totalmente o jogo frente a um adversário que, apesar de não estar presente no Mundial 2018, tem as suas fortes armas, algumas delas bem conhecidas dos adeptos portugueses, como descobriu novas soluções para o jogo da nossa equipa.

Gonçalo Guedes destacou-se positivamente como uma grande opção ofensiva para a nossa seleção nacional e, apesar de André Silva ter tido sempre um desempenho bastante notável pela seleção nacional, certamente que esta exibição de Gonçalo Guedes não passará despercebida ao nosso selecionador nacional. Em todo o caso, seja qual for a decisão tomada por Fernando Santos, para a tática da nossa equipa e pelos jogadores titulares, fica uma certeza depois destes três particulares, temos excelentes soluções para várias posições, o que é bastante importante numa competição como o Mundial e que será longa, assim nós o esperamos.

Fernando Santos tem uma geração com muita qualidade ao seu dispor
Fonte: FPF

Sinceramente, depois da evolução refletida pela nossa equipa ao longo da sua preparação para a Rússia, sinto que temos boas hipóteses até de conquistar um bom resultado contra a Espanha. Não quero embandeirar em arco, considero-me até um pessimista por natureza, mas depois de termos sido campeões europeus e de termos neste momento, na minha opinião, um plantel ainda melhor, não vejo porque não sonhar com uma excelente campanha no Mundial. Ganhar o Mundial? Não o digo, porque vejo também uma seleção brasileira a praticar um excelente futebol e existem sempre as super-potências Espanha e Alemanha, mas acredito piamente ser possível repetir a faceta de 1966 e 2006 com a chegada às meias finais.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Rui Pedro Cipriano

Redação Bola na Rede · ver artigos