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Itália 0-0 Portugal: Seleção das Quinas na Final Four da Liga das Nações

João Fernandes · 3 min

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Já está! Portugal é a primeira seleção da história a garantir o apuramento para a Final Four da Liga das Nações. Num encontro em que só deu Itália e do qual a seleção portuguesa poderia ter saído em maus lençóis, a formação de Fernando Santos cumpriu os serviços mínimos pedidos, ao saber aguentar a pressão alta dos italianos e sem nunca perder o norte.

O jogo começou com a Itália por cima, com a primeira oportunidade a surgir logo aos cinco minutos: Insigne, com um tiro de fora da área, obrigou Patrício a esticar-se para uma boa intervenção. Portugal, face à agressividade dos italianos sobre a bola, via-se com muitas dificuldades em sair a jogar.

Perante um Giuseppe Meazza praticamente cheio, era a seleção da casa que ia tomando conta das ocorrências, com o meio-campo composto por Jorginho, Verratti e Barella a fazer circular o esférico a seu bel-prazer. A seleção das Quinas, com um bloco defensivo muito baixo e com os seus criativos muito recuados, ia sendo subjugada pela Squadra Azzurra.

Aos 35 minutos, Immobile teve nos pés a melhor oportunidade do primeiro tempo: Patrício, contudo, estava atento e saiu atempadamente dos postes. Um minuto depois, na sequência de um livre convertido por Insigne, o central Bonucci subiu às alturas para cabecear ao lado do poste esquerdo da baliza portuguesa.

Naquilo que era, até ao momento, uma exibição paupérrima a nível coletivo dos jogadores portugueses, Fernando Santos via também, do banco, Rúben Neves e Mário Rui a receberem o cartão amarelo e a ficarem de fora das opções para o jogo com a Polónia.

Portugal ia para o intervalo após 45 minutos de domínio italiano
Fonte: FIGC

No início do segundo tempo, a equipa de Roberto Mancini voltou a ameaçar a baliza defendida por Rui Patrício: Biraghi progrediu bem pela esquerda, cruzou rasteiro para Chiesa e o jogador da Fiorentina atirou contra o corpo de José Fonte.

A partir dos 70 minutos, logo após a entrada de João Mário em campo, Portugal cresceu na partida e chegou finalmente com perigo à área italiana: João Cancelo passou bem por Biraghi, jogou curto para o ex-Sporting e o médio de 25 anos rematou por cima do travessão. Fica na retina, sobretudo, o belíssimo passe de Rúben Neves para o lateral da Juventus.

Quando o conjunto italiano ainda recuperava do susto, William Carvalho teve nos pés a melhor oportunidade da seleção portuguesa no encontro: pontapé fortíssimo à entrada da área do jogador do Real Betis, para uma enorme defesa do jovem Donnarumma. 76 minutos decorridos em Milão e os adeptos portugueses começavam a ouvir-se nas bancadas.

Até ao apito final do holandês Danny Makkelie, a seleção lusitana limitou-se a sofrer e a esperar que as investidas transalpinas não dessem em golo. Ao assegurar o empate, Portugal garantiu o primeiro lugar do grupo 3 da Liga A e cumpriu o objetivo delineado desde início: apurar-se para a Final Four da Liga das Nações. Na próxima terça-feira, os pupilos de Fernando Santos recebem a Polónia na cidade berço para o último desafio do grupo.

 

ONZES INICIAIS:

Itália: Donnarumma, Florenzi, Bonucci, Chiellini, Biraghi; Jorginho, Verratti (Pellegrini 81’), Barella; Chiesa (Berardi 87’), Insigne, Immobile (Lasagna 74’).

Portugal: Patrício, Cancelo, Rúben Dias, Fonte, Mário Rui; Rúben Neves, William, Pizzi (João Mário 68’); Bernardo Silva, Bruma (Raphaël Guerreiro 85’), André Silva (Danilo 90’).

A FIGURA

Fonte: FIGC

Giorgio Chiellini – Um senhor do futebol. Aos 34 anos, o central da Juventus, tal como muitos jogadores da sua geração, assemelha-se um pouco ao vinho: fica cada vez melhor com a idade. Naquele que foi o seu jogo número 100 com a camisola da Squadra Azzurra, Chiellini foi sempre uma voz presente em campo e demonstrou que a seleção italiana pode contar com ele para ser o grande capitão após a saída de Buffon.

O FORA DE JOGO

Fonte: FIGC

Bernardo Silva – O mágico português não é compatível com este tipo de jogos. Bernardo gosta de ter bola, de a fazer salpicar pelo meio das defesas e de a proteger dos adversários. Numa noite em que a seleção das Quinas passou quase 90 minutos a correr atrás do esférico, o número ‘11’ de Portugal acabou por sair prejudicado e ficar muito longe dos holofotes. No entanto, há algo incontestável no futuro da seleção pós-Ronaldo: é Bernardo e mais 10!

Foto de capa: FPF

 

João Fernandes

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