Cabeçalho Seleção NacionalHá várias gerações que o futebol português está na rota do futebol europeu. Desde os Cinco Violinos, o Benfica de Eusébio, e os Magriços; posteriormente surgiu a Geração de Ouro, o Pentacampeonato azul e branco, o FC Porto de José Mourinho, e a equipa das Quinas de Luiz Felipe Scolari.

Os clubes portugueses já conquistaram grandes feitos na Europa, começando pela Taça Latina do Benfica em 1950, o Bicampeonato europeu no início da década de 60, seguindo-se a Taça das Taças do Sporting em 1964. Nos anos 80 surgiu o Benfica de Sven Goran Eriksson e o FC Porto de Artur Jorge que chegou ao topo de Europa. Já neste século, novamente o FC Porto atingiu o ceptro europeu, primeiro com Mourinho, e depois com André Vilas-Boas.

A nível individual, já foram muitos os destaques. Deste três jogadores portugueses com Bola de Ouro (Eusébio, Luís Figo e Ronaldo), Eusébio e Ronaldo conquistaram também a Bota de Ouro juntamente com Fernando Gomes (todos eles mais de uma vez), bem como houve dois jogadores estrangeiros a serem Bota de Ouro em Portugal: Hector Yazalde e Mário Jardel. Isto, sem esquecer os vários jogadores portugueses que brilharam em grandes ligas europeias, desde Paulo Futre a Bernardo Silva.

Somos um país de referência a nível de treinadores. Para além de José Mourinho, muitos outros treinadores portugueses foram campeões em ligas estrangeiras nos últimos anos, tais como André-Vilas Boas, Paulo Fonseca, Marco Silva, Leonardo Jardim, Paulo Sousa, etc.

2016 trouxe mais conquistas ao futebol português Fonte: UEFA.com
2016 trouxe mais conquistas ao futebol português
Fonte: UEFA.com

A nível de selecções, fomos campeões em todos os escalões entre os sub-16 e os sub-20, bem como obtivemos várias gerações de talento. Mas faltava qualquer coisa. No futebol sénior, éramos reis sem coroa. O Vice-campeonato europeu em nossa e o terceiro lugar no Mundial de 1966 sabia a pouco.

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Depois do campeonato do mundo de futebol de praia conquistado em 2015 e do campeonato da Europa de sub-17 conquistado em Maio de 2016, conquistar o título Europeu de séniores no país com mais emigrantes portugueses seria a cereja no topo do bolo.

No dia 10 de Julho de 2016, a história mudou. Foram precisos 110 minutos de jogo para um mal-amado chamado Éderzito Lopes pontapear a bola e fuzilar as redes do guardião “bleu” Hugo Lloris.

Nesse dia, mais do que uma escalada à Torre Eiffel, seria escrita a página mais bonita da história do futebol português. Seria a coroação do nosso a país e a afirmação do nosso futebol no mapa do futebol mundial.

Um engenheiro electrotécnico e um grupo de 23 atletas (mais equipa técnica, staff e Federação) entraram nesse dia para a história do futebol português e deram o seu maior contributo para que o nosso país fosse uma referência do futebol mundial.

Esse dia ficará para sempre na memória de todos os portugueses, quer daqueles que assistiram ao vivo e a cores, quer àqueles que fizeram o nosso país parar pela noite fora para receberem os nossos heróis de braços abertos. E o futebol português nunca mais foi visto da mesma forma.

Foto de Capa: Seleções de Portugal