Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

Gelson Martins: Imprevisibilidade.

Não é esperado que seja um titular no certame da Rússia (será surpreendente se alinhar de início em algum jogo, até), mas nem por isso o extremo do Sporting deixará de ser útil à Seleção Nacional.

Ninguém coloca em causa a qualidade e o potencial de Gelson Martins. A pérola de Alcochete, pela sua velocidade e capacidade de drible, é uma dor de cabeça constante para qualquer defesa e tem um dom para desequilibrar.

Com Gelson em campo, qualquer momento de posse de bola pode tornar-se, num segundo, um lance de perigo, seja através de uma bola nas costas da defesa, seja através de um drible espontâneo.

No entanto, falta ainda alguma consistência para que o extremo possa atingir o patamar que o seu talento promete. Apesar de tudo o que oferece ao jogo, Gelson precisa de ganhar algum pragmatismo no seu futebol, sobretudo no que diz respeito aos números (apenas oito golos esta época).

Apesar disto, a imprevisibilidade do seu jogo, sobretudo quando lançado do banco, pode ser uma arma fundamental para a equipa das quinas, essencialmente quando for necessário mexer com o jogo.

Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

 

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O Pedro é estudante de Ciências da Comunicação. Sendo um amante de desporto, é no futebol que encontra a sua maior paixão. A análise do que se passa em campo é a sua prioridade e não consegue ver um jogo sem tentar perceber tudo o que vai na cabeça dos treinadores. Idealiza uma cultura futebolística onde a tática e a técnica são muito mais discutidas do que a arbitragem.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.