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Começando pela constituição das equipas, houve apenas uma alteração em relação ao normal, pois André Silva foi relegado para o banco de suplentes, preferindo Fernando Santos lançar a “arma secreta” Ricardo Quaresma de início, começando o treinador por colocar Cristiano Ronaldo juntamente com Nani na frente de ataque, atuando num clássico 4-4-2. Os primeiros 45 minutos mostraram, no geral, um México a querer tomar conta das operações, sem, no entanto, criar grandes ocasiões de perigo junto da baliza de Rui Patrício. Portugal, por seu turno, não entrou tão bem e concedeu o domínio do encontro à seleção mexicana. Apesar de tudo, as ocasiões de perigo aconteceram mais junto da baliza defendida por Guillermo Ochoa.

Para além do golo, ainda houve outra bola a entrar, só que foi um lance (bem) anulado por fora-de-jogo, numa prova inequívoca da importância do vídeo-árbitro. O jogo chegou ao intervalo empatado a uma bola, fruto de um golo de Ricardo Quaresma, numa jogada rápida onde o nosso fenómeno CR7 faz uma arrancada excelente pela direita e faz um passe de génio para o “Harry Potter”, que tirou o guardião da frente e encostou para o fundo das redes. Volvidos cerca de sete minutos, Javier Hernandez faz um belo golo de cabeça num erro do defesa Raphael Guerreiro, que ao tentar cortar o lance não conseguiu tirar a bola daquela zona e esta ficou à mercê de Carlos Vela, tirando um cruzamento milimétrico para a cabeça de “chicharito”.

Ao ser relegado para o banco de suplentes, André Silva foi o principal ausente Fonte: Facebook de André Silva
Ao ser relegado para o banco de suplentes, André Silva foi o principal ausente do onze inicial
Fonte: Facebook de André Silva

A segunda metade foi um pouco menos emocionante, pois o México optou por se resguardar e tentar pelo menos um pouco no seu jogo de estreia. Por alguns minutos parecia que a vitória ia ser nossa, após o golo de Cédric Soares aos 86 minutos, numa bola que tabelou no portista Hector Herrera antes de entrar, só que a equipa tricolor não desarmou e conseguiu empatar a partida, através de um canto no qual a equipa lusitana falhou clamorosamente na marcação, deixando Hector Moreno completamente livre de marcação para empatar o jogo. Foi um desfecho inglório mas é um resultado que se ajusta em função daquilo que foi o encontro, pois nenhuma seleção foi melhor do que a outra, mas fica sempre o sabor amargo por sofrer o golo do empate nos descontos.

Foto de Capa: Mirror

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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