Publicidade

Portugal 2-2 México: Estreia amarga

Eduardo Nunes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Seleção Nacional

Começando pela constituição das equipas, houve apenas uma alteração em relação ao normal, pois André Silva foi relegado para o banco de suplentes, preferindo Fernando Santos lançar a “arma secreta” Ricardo Quaresma de início, começando o treinador por colocar Cristiano Ronaldo juntamente com Nani na frente de ataque, atuando num clássico 4-4-2. Os primeiros 45 minutos mostraram, no geral, um México a querer tomar conta das operações, sem, no entanto, criar grandes ocasiões de perigo junto da baliza de Rui Patrício. Portugal, por seu turno, não entrou tão bem e concedeu o domínio do encontro à seleção mexicana. Apesar de tudo, as ocasiões de perigo aconteceram mais junto da baliza defendida por Guillermo Ochoa.

Para além do golo, ainda houve outra bola a entrar, só que foi um lance (bem) anulado por fora-de-jogo, numa prova inequívoca da importância do vídeo-árbitro. O jogo chegou ao intervalo empatado a uma bola, fruto de um golo de Ricardo Quaresma, numa jogada rápida onde o nosso fenómeno CR7 faz uma arrancada excelente pela direita e faz um passe de génio para o “Harry Potter”, que tirou o guardião da frente e encostou para o fundo das redes. Volvidos cerca de sete minutos, Javier Hernandez faz um belo golo de cabeça num erro do defesa Raphael Guerreiro, que ao tentar cortar o lance não conseguiu tirar a bola daquela zona e esta ficou à mercê de Carlos Vela, tirando um cruzamento milimétrico para a cabeça de “chicharito”.

Ao ser relegado para o banco de suplentes, André Silva foi o principal ausente Fonte: Facebook de André Silva
Ao ser relegado para o banco de suplentes, André Silva foi o principal ausente do onze inicial
Fonte: Facebook de André Silva

A segunda metade foi um pouco menos emocionante, pois o México optou por se resguardar e tentar pelo menos um pouco no seu jogo de estreia. Por alguns minutos parecia que a vitória ia ser nossa, após o golo de Cédric Soares aos 86 minutos, numa bola que tabelou no portista Hector Herrera antes de entrar, só que a equipa tricolor não desarmou e conseguiu empatar a partida, através de um canto no qual a equipa lusitana falhou clamorosamente na marcação, deixando Hector Moreno completamente livre de marcação para empatar o jogo. Foi um desfecho inglório mas é um resultado que se ajusta em função daquilo que foi o encontro, pois nenhuma seleção foi melhor do que a outra, mas fica sempre o sabor amargo por sofrer o golo do empate nos descontos.

Foto de Capa: Mirror

A FIGURA

Fonte: Thesoccerroom.com
Fonte: Thesoccerroom.com

Ricardo Quaresma – A figura pela positiva foi claramente Ricardo Quaresma, não só pelo golo mas porque foi sempre o mais inconformado ao longo dos cerca de 80 minutos que esteve em campo.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: APF/Getty Images
Fonte: APF/Getty Images

Nani – Pela negativa, opto por escolher Nani, porque a sua produção em campo foi manifestamente fraca e não acrescentou nada de especial à equipa, que melhorou bastante com a entrada de André Silva.

Eduardo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Brasileirão: 19 treinadores já caíram e só quatro portugueses resistem

Leonardo Jardim lidera o Brasileirão ao comando do Flamengo, Abel Ferreira mantém-se no Palmeiras, Artur Jorge continua no Cruzeiro e Pedro Emanuel procura afirmar-se no Vasco da Gama. Luís Castro e Franclim Carvalho já ficaram pelo caminho. Dezanove treinadores já caíram no Brasileirão 2026. Entre a instabilidade que varre os bancos brasileiros, os portugueses resistem: seis passaram pelo campeonato e quatro continuam de pé. Fernando Diniz, atualmente no Corinthians, foi a mais recente vítima e já tinha sido afastado do Vasco da Gama no início da temporada. A dança das cadeiras começou ainda em fevereiro, com a saída do argentino Jorge Sampaoli do Atlético-MG, e transformou a mudança de treinador numa das imagens de marca da competição.Num campeonato onde a paciência parece cada vez mais curta e os resultados pesam imediatamente sobre os treinadores, a presença portuguesa ganha particular relevância. Dos seis técnicos que passaram pelo Brasileirão em 2026, quatro continuam no ativo e dois já ficaram pelo caminho. E entre os que resistem há perfis bem diferentes: da longevidade quase excecional de Abel Ferreira à estreia de Pedro Emanuel, passando pela liderança de Leonardo Jardim e pela reconstrução de Artur Jorge no Cruzeiro.

João Esteves · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.