No recomeço do jogo, Fernando Santos promoveu algumas alterações: entraram William Carvalho, Nélson Semedo, Pizzi e Éder para os lugares de Danilo Pereira, Eliseu, João Moutinho e Bernardo Silva, respetivamente. Uma oportunidade para o público aplaudir de pé o herói da final do passado dia 10 de julho de 2016. Os suecos entraram para o segundo tempo com vontade de reduzir a diferença no marcador, e quase o conseguiram aos 49’, através dum livre batido por Sebastian Larsson, mas o guardião português fez uma defesa segura. Aos 57’, Claesson não desperdiçou a ocasião de reduzir a diferença, fazendo o 2-1, no seguimento dum remate primeiramente defendido por Marafona. Antes do reatamento do jogo, o capitão Cristiano Ronaldo foi substituído por Ricardo Quaresma, e recebeu uma enorme ovação dos seus conterrâneos

. O 2-1 trazia agora uma nova incerteza quanto ao vencedor da partida amigável. Tentando estancar a vontade dos adversários em chegar ao 2-2, os portugueses foram fazendo circular a bola, mas teve alguma dificuldade em fazê-lo, devido à forte pressão dos suecos. A missão dos portugueses foi bem-sucedida, já que, após o golo da Suécia, a bola esteve longe da baliza defendida por Marafona. As substituições ocorridas no início e durante a 2.ª parte baixaram, de certo modo, o ritmo de jogo e as ocasiões raramente surgiam. Apesar do decréscimo do ritmo de jogo, a seleção da Escandinávia acabaria por chegar ao golo do empate: Claesson (76’) bisou no encontro, após a marcação de um pontapé de canto.

CR7 corou regresso à Madeira com um golo... insuficiente Fonte: Mirror
CR7 corou regresso à Madeira com um golo… insuficiente
Fonte: AFP

O 2-2, de certo modo, trouxe alguma justiça ao que se ia verificando na partida. Os adeptos desanimaram um pouco com o golo do empate sueco, mas não deixaram de querer motivar a sua seleção para alcançar a vitória. Até ao final do jogo, os jogadores portugueses bem tentaram oferecer a vitória aos adeptos, mas seria a Suécia a terminar o amigável a sorrir: aos 90+3’, infelicidade de João Cancelo ao fazer autogolo, após uma tentativa infrutífera de cortar a bola para fora, no seguimento do contra-ataque adversário. O árbitro apitaria segundos depois para o término do amigável, num jogo em que Portugal não soube aproveitar a vantagem de dois golos conquistada na 1.ª parte. 33 anos depois, a Suécia voltou a derrotar a armada lusa.

 

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