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O selecionador e os jogadores bem disseram que o jogo ia ser mais complicado do que se antevia, mas isso acabou por não acontecer (e ainda bem!): Portugal venceu sem dificuldade o Luxemburgo por três golos sem resposta, e deu um passo importante rumo ao Europeu do próximo ano. O jogo foi de sentido único, tendo a seleção portuguesa claro domínio durante toda a partida.

Portugal começa o jogo logo a ameaçar com um remate de Ronaldo aos dois minutos à entrada da área. A bola passou ao lado, mas a ameaça estava feita. Passado três minutos, houve protestos sobre alegado penalti a Bernardo Silva e, de seguida, Ronaldo. O árbitro, justamente, nada assinala.

A seleção das quinas estava a circular bem a bola e a conseguir criar perigo. Aos 15’, João Félix, depois de uma grande receção, remata cruzado ao primeiro poste, mas a bola passa ao lado. Os portugueses ameaçavam, mas o tento só chegou mesmo ao minuto 16’ por intermédio de Bernardo Silva. Depois de mais um arranque desenfreado de Nélson Semedo e também da saída em falso do guarda-redes do Luxemburgo, Bernardo Silva viu a sua vida muito facilitada e abanou, sem muita dificuldade, as redes adversárias.

O primeiro golo da seleção veio dos pés de Bernardo Silva, depois de um grande trabalho de Nelson Semedo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A partir do golo o jogo esmoreceu, infelizmente para os adeptos que, do lado da bancada, puxavam pelo seu país. Até ao término do primeiro tempo, houve lugar para uma oportunidade do Luxemburgo, mas não muito mais. Aos 26’, Vincent Thill remata pela esquerda. Rui Patrício ainda salta, mas a bola sai ao lado.

Não houve mais lances dignos de destaque até ao intervalo e o que é certo é que, apesar de curta a vantagem, a equipa de Fernando Santos regressava ao balneário a convencer com o seu jogo.

A pausa de 15 minutos não alterou grande coisa. O sentido continuou o mesmo: o do ataque português. Aos 49 minutos, Bruno Fernandes ameaçou, desde logo, com um remate à entrada da área, mas o lance não resultou em golo devido à defesa de Moris. Momentos depois, foi o momento de o capitão criar perigo: Cristiano Ronaldo ainda deu um salto acrobático na pequena área para tentar marcar o segundo, mas o esférico acabou por ser, mais uma vez, travado pelo guarda-redes do Luxemburgo.

Portugal estava a jogar bem, a fazer muitos remates à baliza, mas a verdade é que todos passavam ao lado ou eram defendidos por Moris. Como se diz na gíria popular “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e foi assim mesmo: Ronaldo marcou o golo 699 da carreira fazendo o segundo golo da noite. Depois de ter tirado a bola a um defesa, o número sete faz um chapéu ao guarda-redes e, com toda a calma, fez o golo.

Ronaldo fez magia e marcou o seu golo 699 na carreira
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Luxemburgo não teve capacidade de resposta e, verdade seja dita, o poderio português também não o permitiu. João Félix, aos 80 minutos, rematou mas houve um desvio que impediu o 3-0. Não surgiu por intermédio de João Félix, mas sim por Gonçalo Guedes aos 90’. Estava feito o terceiro numa noite bem conseguida pela equipa de Fernando Santos.

A seleção portuguesa dá então mais um passo importante para a qualificação do Euro 2020 num regresso a Alvalade após quatro anos sem visitar o terreno dos leões. Vitória justa para a equipa das quinas que venceu e convenceu nesta noite de sexta-feira.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Rúben Dias, Raphael Guerreiro, Cristiano Ronaldo, Moutinho (Subst. Ruben Neves, 90’), Danilo, Bruno Fernandes, Bernardo Silva (Subst. Gonçalo Guedes, 77’), João Félix (Subst. João Mário, 88’).

Luxemburgo – Anthony Moris, Maxime Chanot, Lars Gerson, Vincent Thill (Subst. Aldin Skenderovic, 87’), Bohnert (Subst. Sinani, 46’), Dirk Carlson, Olivier Thill, Barreiro Martins, Gerson Rodrigues, Laurent Jans, Turpel (Subst. Daniel da Mota, 58’).

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