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Na segunda metade, Raphael Guerreiro aumentou a contagem, com um livre direto perfeito e, pouco depois, assistimos a algo inédito e que talvez não se venha a repetir: Éder marcou um golo com a braçadeira de capitão no braço. Depois das saídas de Ricardo Carvalho, Quaresma e Moutinho, o avançado do Lille ficou com a braçadeira e marcou o terceiro golo português, finalizando um cruzamento de João Mário após boa combinação com Cédric Soares. O selecionador aproveitou a segunda parte para fazer algumas experiências, com Danilo Pereira a entrar para o centro da defesa, Renato Sanches para o lugar de André Gomes, na ala esquerda do meio campo, ou Rafa a jogar como segundo avançado, na posição inicialmente ocupada por Ricardo Quaresma.

Depois deste jogo, retiro algumas notas que podem ser importantes: Raphael Guerreiro esteve seguro e marcou um golaço que lhe pode dar muita motivação para agarrar a titularidade no lado esquerdo da defesa; João Moutinho está ainda longe da forma a que já nos habituou; João Mário e André Gomes parecem ser mesmo os donos das alas no meio campo nacional; Éder marcou um golo importante para aguentar as críticas que vai continuar a ouvir; e quanto a mim, a mais importante: Nani terá de trabalhar bastante, pois Quaresma parece decidido a deixar de ser o suplente talismã para ser titular. O campeão turco foi o jogador mais em destaque e continua a mostrar que é um dos elementos mais importantes da nossa seleção. Caberá a escolha a Fernando Santos, que deve ter ficado agradado com este teste, apesar do ritmo demasiado baixo evidenciado na hora de atacar a baliza norueguesa. Portugal esteve bem, com posse de bola e a jogar no meio campo norueguês, mas podia ter criado mais ocasiões de golo frente a uma Noruega que foi uma presa fácil.

A Figura:

Ricardo Quaresma: Foi o grande dínamo do ataque português nos 60 minutos em que esteve em campo. Marcou um golaço, ajudou em tarefas defensivas, coordenou o ataque e mostra uma empatia muito especial com os adeptos. Sem dúvida um dos jogadores mais importantes e que ainda espreita a titularidade ao lado de Ronaldo.

O Fora de Jogo:

Seleção Norueguesa: Quem viu este jogo, dirá que é impossível que esta seleção tenha sido um osso tão duro de roer para a Croácia na fase de qualificação. Frágil no momento defensivo, e apenas com uma solução de ataque: bolas longas para Joshua King. Foi demasiado simples para a seleção portuguesa.

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