No primeiro jogo das semi finais do Europeu de Sub-19 (o outro será disputado a entre França e a Itália), Portugal entrava em campo com um objetivo: repetir a façanha de alcançar a final da competição, já conseguida em 2017 e perdida para a Inglaterra. Pela frente tinha os ucranianos que haviam surpreendido ao ficar em primeiro lugar num grupo composto por dois grandes favoritos: ingleses e franceses.

Independentemente do resultado, ambas as equipas já tinham garantido o seu lugar no Mundial de sub-20 do próximo ano. Mas ainda tinham mais um passo a dar.

No entanto, a seleção ucraniana entrou na partida com o pé esquerdo e, aos 2 minutos, já perdia por 1-0 mediante o golo de Pedro Correia, que correspondeu ao cruzamento de Jota e, após recarga, fez o primeiro golo de uma meia hora recheada de tentos.

Para piorar a situação dos ucranianos, o ponta de lança Vladyslav Supriaha, referência atacante da equipa, foi forçado a sair por lesão, sendo substituído por Andrii Kulakov. Os portugueses cheiraram sangue e foram absolutamente implacáveis. Aos 19 minutos, Jota aproveitava um ressalto na área adversária para fazer o 2-0. Dois minutos depois o número 7 da Seleção das Quinas voltava a fazer o gosto ao pé: após passe de Miguel Luís, faz um remate cruzado e rasteiro para o canto esquerdo da baliza de Kucheruk, que ficou pregado ao chão.

A ganhar por três golos ainda antes dos 25 minutos de jogo, as promessas lusas não abrandaram. Aos 28 Trincão teve espaço para fazer o que quis e, sem qualquer pressão, rematou à entrada da área para fazer o 4-0. E seria o mesmo Trincão que, meia hora após o início da partida, fecharia o marcador, aproveitando uma falha grave de Kucheruk para colocar o esférico no fundo das redes.

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Em 30 minutos o jogo fora resolvido e o resto desta meia final seria jogado de forma letárgica, com toda a gente, tanto em campo como na bancada, à espera do apito que assinalasse o final de uma tarde muito fácil para os portugueses. Hélio Sousa aproveitou para lançar alguns jogadores com menos tempo de jogo, nomeadamente João Virgínia, o guarda redes suplente, que ainda mostrou serviço devido ao recuo da sua equipa. Mas esta atitude mais defensiva de Portugal na segunda parte não se traduziu em golos do adversário.

Uma vitória folgada da seleção portuguesa que tentará agora, frente a italianos ou franceses, desfazer o dissabor da derrota na final do ano passado.

Onzes iniciais:
Portugal: D. Costa (J.Virgínia 56’); Veiga Teixeira Carmo; R. Correia; Vinagre; T.Correia; Florentino; Domingos Quina (N. Santos 57’); Miguel Luís; Trincão; P. Correia; Jota

Ucrânia: Kucheruk; Bondar; Mykolenko; Popov; Konoplia; Korniienko: Khaklov; Dryshliuk; Tsitishvili (Remeniuk 72’); Buletsa; Supriaha (Kulakov 11’)