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Em dia de fecho do mercado de transferências, as atenções voltaram-se – ou dividiram-se, vá – durante 90 minutos para o Estádio do Bessa, onde a seleção portuguesa recebia a congénere das Ilhas Faroé. Sessenta dias depois do jogo contra o México, que valeu o terceiro posto na Taça das Confederações, os comandados de Fernando Santos voltavam a entrar em ação, num encontro a contar para o Grupo B da Fase de Apuramento para o Mundial de 2018.

Depois de uma vitória contundente por 6-0 no jogo disputado no Tórsvøllur, em Tórshavn, a seleção nacional era tida como larga favorita para um confronto que exigia, mesmo assim, uma boa dose de cautela, frente a uma equipa que até tinha dificultado a vida a Hungria e Suíça.

Com um onze que não oferecia grandes surpresas, Portugal entrou expectavelmente mais forte e assertivo e o golo chegou logo aos 3 minutos, quando Cristiano Ronaldo deu o melhor seguimento ao cruzamento de Bernardo Silva, com um belo pontapé acrobático. Portugal achava-se assim desde muito cedo na frente e não abusava do acelerador, embora o seu domínio fosse incontestável.

Mesmo sem forçar, a seleção campeã europeia acabou por chegar ao 2-0, mesmo antes da meia-hora, quando Ronaldo bisou, ao converter uma grande penalidade sofrida por João Mário. Dilatada a vantagem, tudo parecia bem encaminhado para um resultado tranquilo, mas a resposta feroesa chegaria pouco depois. Aos 38’ a seleção visitante conseguiu reduzir, praticamente na única oportunidade de que dispôs, através de um golo de Rógvi Baldvinsson, num remate fulminante em resposta a um lançamento longo que José Fonte não conseguiu afastar.

William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo Fonte: FPF
William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo
Fonte: FPF

Galvanizados, os nórdicos procuravam surpreender nos contra-ataques, mas sem consequências de registo, à exceção de uma jogada travada por Pepe, ainda antes do intervalo. O resultado, esse, não se alterou e as duas seleções dirigiram-se aos balneários, depois de uma primeira parte em que Portugal era claramente superior, pese embora algum nervosismo, traduzido nalgumas perdas de bola e numa certa dificuldade em fazer fluir o jogo.

No regresso ao relvado, Portugal tinha tudo para dilatar a vantagem e era isso mesmo que os pupilos de Fernando Santos procuravam, demonstrando algumas melhorias em relação a alguns momentos do primeiro tempo. Ronaldo era sempre o mais interventivo e perigoso do lado luso e aos 58’ foi dos seus pés que saiu o passe para o terceiro tento português, apontado de cabeça por William Carvalho.

Com a seleção nacional mais confortável, e um resultado mais ajustado, o jogo estava cada vez mais a favor dos homens da casa. Portugal correspondia às previsões de uma segunda parte mais atacante e aos 64 minutos, Ronaldo completou o hat-trick. Com William a retribuir, o avançado do Real Madrid CF só precisava de driblar o guarda-redes e esperar pela melhor altura para fazer balançar as redes feroesas pela quarta vez. Portugal não ficaria por aí, contudo, e o golpe final chegou só aos 84’, sob a forma de um 5-1, alcançado por Nélson Oliveira, que apenas teve de encostar para se estrear a marcar pela equipa das quinas, depois de um corte incompleto de Odmar Færø.

No término da partida, a vitória portuguesa era justa e indiscutível, conseguida depois de uma avalanche ofensiva orquestrada na segunda parte. Sem grandes surpresas ou percalços, os campeões europeus fizeram valer o estatuto de favoritos, frente à seleção das Ilhas Faroé, que apenas no lance do golo beliscaram o domínio luso. Portugal venceu pela sexta vez nos sete jogos já disputados na fase de qualificação para o Mundial da Rússia em 2018 e solidificou o segundo lugar com 18 pontos, a três da Suíça, líder do grupo.

Foto de Capa: FPF

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