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O Estádio do Algarve foi o palco da vitória expressiva de Portugal sobre a Lituânia, por seis golos sem resposta. Na sétima de oito jornadas que compõem a fase de qualificação para o Europeu do próximo ano, a seleção nacional somou a quarta vitória e chegou aos 14 pontos, mais um do que a Sérvia, a única equipa que ainda pode evitar o apuramento direto de Portugal (a Ucrânia já garantiu o primeiro lugar).

Início de narrativa sem criatividade. O expectável sucedeu, Portugal sufocou a Lituânia nos primeiros minutos e aos sete chegou ao golo com a naturalidade que assiste ao campeão europeu em título. Cristiano Ronaldo converteu uma grande penalidade que conquistou muito graças à ingenuidade lituana e materializou o claro domínio português.

Os quinze minutos que se seguiram foram… iguais. Uma Lituânia subjugada via Portugal jogar e tentar alcançar o segundo golo, com Gonçalo Paciência em evidência. Para (visível) desgosto do avançado do Eintracht Frankfurt, a eficácia pretendida não coincidia com a eficácia real.

Do mesmo não padecia Ronaldo, conforme se comprovou aos 22 minutos quando o capitão português aproveitou um erro lituano para bater Setkus em arco, com um remate à entrada da área. Paciência não desmotivou e continuou a tentar entrar na restrita lista de marcadores do encontro, com a cunha e assistência do companheiro de ataque. Todavia, e não obstante a boa vontade, não ia tendo sucesso. Restava-lhe ter paciência e continuar a tentar.

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Entretanto, Portugal continuava a dar música sob a batuta de Bernardo Silva, por quem passava todo o jogo luso. A Lituânia não conseguia sacudir a pressão portuguesa e perdia, invariavelmente, a bola antes de cruzar o equador do relvado do (quase) lotado Estádio do Algarve. Até ao intervalo nada mudou, exceto o irrelevante pormenor de Rui Patrício conseguir por uma ou duas vezes aparecer no enquadramento televisivo. Mas trabalho não teve.

Bernardo e Ronaldo evidenciaram-se, mas foi uma das mais claras vitórias coletivas de Portugal no pós-Euro 2016
Fonte: UEFA

A segunda parte começou como começou e acabou a primeira. Portugal por cima e golo aos sete minutos do segundo tempo, mimetizando o sucedido na primeira metade da partida. Desta feita, foi Pizzi a bater Setkus, após assistência de Bruno Fernandes, com um remate cuja potência conseguiu emendar a má trajetória que levava.

Quatro minutos volvidos e novo golo português. Bernardo Silva tentou servir Ronaldo, mas Setkus não permitiu que a bola chegasse ao capitão luso. No entanto, o guardião lituano não foi capaz de suster a bola e deixou-a à mercê de Gonçalo Paciência, que não se fez rogado e marcou na estreia. Valeu a pena ser paciente.

A vitória estava amarrada, mas Portugal procurava o quinto golo, que a defensiva lituana e Setkus tentavam a todo o custo evitar. Contudo, era fácil perceber que 4-0 não seria o resultado final. Aos 62′, Bernardo Silva, após boa jogada de entendimento com Ricardo Pereira, faturou e três minutos depois serviu o hat-trick a Ronaldo em bandeja de ouro, saindo de seguida e tornando mais fácil a escolha de melhor em campo.

Até final, nada mudou, nada aconteceu que fosse digno de registo. Portugal vence com tranquilidade e naturalidade e pode selar o apuramento direto para o Euro 2020 no próximo domingo, quando defrontar o Luxemburgo fora de portas, a partir das 14 horas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Rui Patrício; Ricardo Pereira; José Fonte; Rúben Dias; Mário Rui; Rúben Neves; Pizzi; Bruno Fernandes (Moutinho, 72´); Bernardo Silva (Bruma, 66´); Gonçalo Paciência e Cristiano Ronaldo (Diogo Jota, 83´).

Lituânia: Setkus; Mikoliunas; Palionis; Girdvainis; Andriuskevicius; Simkus; Slivka; Kuklys (Matulevicius, 57´); Novikovas; Golubickas (Lasickas, 72´) e Cernych (Kazlauskas, 80´).

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O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.                                                                                                                                                 O Márcio escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.