Sub21: Israel 0-3 Portugal: Superioridade evidente

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Portugal jogou contra Israel em Petah Tikva, num encontro a contar para o apuramento para o europeu sub-21. Portugal, com 16 golos marcados em quatro jogos, tem sido dominador no grupo e uma vitória neste jogo colocava Portugal perto de garantir o apuramento, quando ainda faltam muitos jogos para disputar. Rui Jorge fez várias alterações no meio-campo e ataque mas sem perder ritmo e consistência.

A selecção nacional começou forte e com posse de bola, como lhe é característico; Bruno Fernandes foi quem criou mais desiquilibrios no meio-campo enquanto nas alas Gelson Martins e Iuri Medeiros iam dando profundidade ao jogo português. Mas o grande trunfo é o futebol colectivo que a equipa apresenta: Portugal passeia a bola no meio do adversário deixando a nú as diferenças entre os Lusitanos e o resto das equipas do grupo.

Nos primeiros 25 minutos de jogo, Portugal contou com algumas bolas perigosas junto à baliza de Elkaslasi, como aos 9’, 15’ (bola ao poste por parte de Frederico Ramos), 17’ e 23’, até que no 27.ª minuto contou com uma grande penalidade. Bruno Fernandes foi chamado para a conversão e inaugurou o marcador.

O golo não abrandou o ímpeto português, a selecção continuou a carregar sobre Israel, beneficiando da mentalidade atacante de Cancelo e de Rafa, que desequilibravam e davam linha de passe aos extremos e médios. Foi, portanto, sem surpresa que equipa das Quinas dilatou o marcador por André Silva, depois de uma jogada que saltitou entre a esquerda e a direita.

Bruno Fernandes foi a grande figura do jogo Fonte: Facebook Oficial de Bruno Fernandes
Bruno Fernandes foi a grande figura do jogo
Fonte: Facebook Oficial de Bruno Fernandes

A primeira parte foi dominada por Portugal, que controlou o jogo do primeiro ao último minuto e que, com o seu futebol rendilhado, não deu espaço a Israel para conseguir mais do que meros fogachos ofensivos.

A segunda parte começou com duas alterações na equipa Israelita e, impulsionados ou não pelas mexidas, criou aos 49’ uma jogada que só por um acaso não deu golo para os da casa – Varela e a trave impediram o golo. No contra-ataque, Portugal podia ter feito o terceiro e, logo a seguir, num canto, Israel voltou a estar perto de marcar. A segunda parte começou rápida e com a certeza de que, apesar da superioridade na primeira parte, o jogo não era favas contadas para os portugueses.

A forma mais corajosa como Israel  se colocou no campo fez com que Portugal jogasse mais afastado entre linhas. A defesa, muitas vezes à frente da linha do meio-campo na primeira parte, ficou mais recuada no terreno e Portugal ressentiu-se desta falta de coesão. Rui Jorge mexeu aos 65’ e fez entrar Ricardo Horta para o lugar de Iuri Medeiros, refrescando a ala direita com um jogador rápido. No entanto, a selecção nacional foi sempre menos esclarecedora do que na primeira parte. Aos 74’, uma boa jogada de Ricardo Horta e Bruno Fernandes acabou nas mãos do guardião Israelita – Portugal foi colocando água na fervura e foi gerindo o jogo, provocando assim uma baixa na moral israelita que, apesar de tudo, nunca teve mais posse de bola.

Não houve muita história no segundo tempo. Houve algum perigo criado pelos portugueses – sempre em transições rápidas. E foi numa dessas transições que Ricardo Horta marcou o terceiro tento português, depois de um cabeceamento ao poste de André Silva.

Primeira parte dominadora, segunda parte controladora! Portugal tem as contas quase feitas: os próximos três jogos são em casa e só uma “tragédia” impediria a selecção de não estar no próximo Europeu. Ficou evidente, principalmente na primeira parte, a craveira superior dos portugueses.

A Figura:

Bruno Fernandes – Marcou o primeiro, esteve no segundo e a bola passou sempre por ele nas jogadas de perigo.

O Fora-de-Jogo:

Não houve um elo mais fraco por isso vou escolher algo que domina a mente dos adeptos que se deslocam para ver as selecções: o clima de medo que se vive num estádio que certamente Israel também conhece.

Foto de Capa: Facebook ‘Seleções de Portugal’

Pedro Nuno Silva
Pedro Nuno Silva
Portista de corpo e alma desde que se conhece e amante de futebol, quando o assunto é FC Porto luta para que no meio do coração lhe sobre a razão.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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