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Brasil-Bélgica: O que esperar e como jogar contra os Diabos Vermelhos

César Mayrinck · 3 min

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O Brasil bateu o México nos oitavos de final do Mundial. Com uma atuação segura, Neymar e Roberto Firmino foram os autores dos golos da seleção canarinha e carimbaram o passaporte brasileiro à próxima fase. O adversário nos ‘quartos’ será a Bélgica. A seleção belga é muito comentada no mundo do futebol e essa geração é denominada de “A Maravilhosa Geração Belga”. Mas será que é um adversário realmente perigoso para a seleção pentacampeã mundial? Evidente que sim. A Bélgica será o adversário mais difícil que o Brasil enfrentou até o momento e todo o cuidado é pouco.

A Bélgica joga em 3-4-2-1, mas sem a bola Carrasco e Meunier fecham na primeira linha de defesa e impedem as jogadas pelas pontas. Essa variação tática é frequente durante os jogos da seleção. O meio-campo é extremamente qualificado e com jogadores que podem decidir uma partida na única chance que tiverem. Kevin De Bruyne joga ao lado do Witsel mas tem a função de iniciar a transição ofensiva. Mertens e Hazard compõem as criações no ataque e na frente têm o excelente Lukaku. As jogadas aéreas são muito perigosas e é preciso que a seleção brasileira evite que as bolas sejam alçadas na aérea.

Porém, o Brasil pode explorar algumas deficiências dos belgas. A defesa, formada por três centrais, é muito pesada e o jogo de aproximação pode ser uma boa alternativa para furar o bloqueio belga. Para isso é preciso que o Gabriel Jesus procure participar mais efetivamente das jogadas de ataque e que crie espaço na defesa adversária. Na verdade, Roberto Firmino está a pedir a titularidade na seleção e pode ser esse o jogador diferente que o Brasil pode precisar contra a Bélgica, já que Jesus não está a fazer um bom campeonato do mundo. Não cria situações de perigo, não abre espaço na defesa adversária, não participa efetivamente das jogadas ofensivas e não faz golos. Tem a sua importância tática, mas para um ponta-de-lança essa não deveria ser a maior função do atleta em campo.

O meio-campo belga é de alto nível, mas peca na marcação. Com Willian e Coutinho a jogar bem abertos também podem inibir os avanços de Carrasco e de Meunier. Inibir esses avanços significa que a Bélgica terá menos possibilidades de cruzar a bola para a área do Brasil, mas para isso é preciso que o Brasil tenha a posse de bola e jogue com objetividade. Seja pelas pontas seja a variar as jogadas pelo meio, os brasileiros têm qualidade para tal.

Willian foi o melhor jogador em campo na partida contra o México, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia
Fonte: CBF

Para o confronto contra a Bélgica, o Brasil terá a ausência do trinco Casemiro. O jogador do Real Madrid fará muita falta para a seleção, pois em muitos momentos joga praticamente sozinho na marcação no meio-campo. Sem Casemiro, Fernandinho deve ser o titular, Fagner deve ser mantido na lateral direita mesmo com a recuperação do Danilo.

O Brasil também demonstrou alguns pontos fracos, já que Paulinho em muitos momentos pareceu estar perdido em campo. Não auxilia como deveria na marcação pelo meio, deixando assim o Casemiro muito sobrecarregado e no primeiro tempo contra o México, por exemplo, não fechou junto de Fagner na marcação pela direita, permitindo que o adversário explorasse bastante aquele setor do campo.

Como o meio campo belga é de extrema qualidade, é necessário que o Brasil também tenha um meio-campo mais encorpado e forte na marcação, o que exigirá de Willian e Coutinho uma disciplina tática impecável, principalmente para compor as linhas de marcação quando o Brasil estiver sem bola.

Brasil-Bélgica tem tudo para ser um dos melhores jogos do Mundial da Rússia. Duas seleções que possuem “ADN” ofensivos, mas que jogam de maneiras distintas. Quem passar jogara´frente ao vencedor do França-Uruguai, que também será um jogo extraordinário. Agora a Copa está cada vez mais difícil e as seleções sabem que qualquer erro será fatal. Para o Brasil o sonho do hexacampeonato continua bem vivo.

Foto de Capa: CBF

Artigo revisto por: Jorge Neves

César Mayrinck

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