O técnico Tite convocou a seleção brasileira para a disputa da Copa América no Brasil. Uma convocação decepcionante de maneira geral. Mas antes de fazer a analise, vamos a lista completa dos convocados:
  • Guarda-redes: Alisson (Liverpool FC), Cássio (SC Corinthians) e Ederson (Manchester City FC)
  • Defesas: Alex Sandro (Juventus FC); Marquinhos, Thiago Silva e Dani Alves (PSG); Éder Militão (FC Porto), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Miranda (Inter de Milão)
  • Médios: Allan (SSC Napoli); Philippe Coutinho e Arthur (FC Barcelona); Casemiro (Real Madrid CF), Fernandinho (Manchester City) e Lucas Paquetá (AC Milan)
  • Atacantes: David Neres (FC Ajax), Everton (Grêmio FBPA), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG) e Richarlison (Everton FC)

Na defesa, a média de idades é altíssima. Com a exceção do portista Éder Militão, todos os outros defesas têm mais de 30 anos. Alguns dos convocados poderão nem estar em atividade na época do Mundial de 2022 e o pensamento teria que ser voltado para a competição.

O título mundial vale mais do que a Copa América. Claro que vencer a Copa América é sempre satisfatório, mas não passa muito disso. Afinal, ninguém sabe quantas Copas América o Brasil já conquistou. Já Copas do Mundo, todos de se lembram do onze vencedor.

Contudo, o treinador brasileiro parece mais preocupado em assegurar o seu cargo na seleção do que pensar em preparar a seleção canarinha para o Catar. Alguns ciclos já deviam ter sido encerrados após o Mundial da Rússia. Thiago Silva, Miranda, Dani Alves, Filipe Luís e Fernandinho são alguns dos jogadores que não deviam ser mais convocados.

Digo mais pela questão da necessidade de renovação do que pelo futebol que outrora apresentaram. Dani Alves, por exemplo, foi por muito tempo o melhor lateral-direito do Mundo, mas na época do Mundial já estará com 39 anos.

Fonte: Bola na Rede

Além da questão de idade, temos outras opções bem questionáveis. Tite convocou Philippe Coutinho que desde que chegou ao Barcelona, em janeiro de 2018, não conseguiu ser nem 10% do jogador que era no Liverpool. Coutinho está mal e isso reflete-se, até, no seu valor de mercado, que desceu a pique.

Mesmo assim, foi convocado para a Copa América em detrimento de Lucas Moura, do Tottenham Hotspur FC. O ex-jogador do São Paulo FC está a ter a sua melhor temporada na Europa. Em 48 jogos fez 15 golos. Foi decisivo ao fazer o hat-trick contra o Ajax que colocou o Tottenham na final da UEFA Champions League. Mesmo sendo suplente na equipa inglesa merecia ser convocado, pois a sua condição deve-se à grande fase que passa o sul-coreano Son, que, inclusive, se fosse brasileiro, merecia jogar pela seleção.

Outra ausência sentida foi a de Fabinho, que está a fazer uma temporada espetacular no Liverpool e pode atuar, também, como lateral-direito.

A permanência de Gabriel Jesus na seleção também não pode ser vista com bons olhos. Após uma fraca prestação na Rússia, o atacante do Manchester City teve uma temporada discreta. Não foi decisivo e não apareceu nos grandes jogos da equipa inglesa. Todas essas situações vão contra o discurso de “meritocracia” de Tite.

O adepto brasileiro já não o considera uma unanimidade. Um fracasso na Copa América pode “derrubar” o treinador, e é por isso que, perante essa situação instável, talvez ele tenha convocado os seus “homens de confiança”.

Fonte: Bola na Rede

Entretanto, acima do resultado final da Copa América deveria estar a evolução do futebol da seleção brasileira. Vale muito mais um trabalho consistente, mesmo se não vier a vencer a competição, do que ser campeão com um futebol pobre e desorganizado. Todo o pensamento e trabalho deveria ser voltado para a conquista do hexacampeonato em 2022.

Agora resta aguardar para ver o que o Brasil apresentará na Copa América. Evidentemente que chegará à competição para vencê-la, é o maior favorito. Mas, caso o título seja conquistado, espero que as possíveis deficiências que a seleção possa apresentar não sejam mascaradas.

Foto de capa: CBF

Comentários