Chile 1-1 Austrália: Falta de ambição australiana deu vitória chilena

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Cabeçalho Futebol Internacional

 

Apesar da raça deixada em campo pelos chilenos, fica a sensação de que os Caltex Soccerros poderiam ir mais além

 

 

Contas fechadas no Grupo B da Taça das Confederações. A classificação final dita a passagem da Alemanha, em 1º lugar, seguida do Chile, que esta tarde confirmou o 2º posto ao empatar com a Austrália.

 

Apesar da entrada fortíssima do Chile, e da demora das tropas australianas em chegar à área adversária, foi uma 1ª parte muito equilibrada. Vidal, logo aos 7 minutos de jogo, espreita o golo e testa a atenção do guarda redes Mathew Ryan. Pouco depois, aos 11’, Vargas aparece cara a cara com Ryan, mas o lance foi interrompido por fora de jogo.

Perante o poderio chileno, o recurso à falta torna-se uma arma de defesa, e Luongo não hesitou em recorrer à dita. O árbitro Gianluca Rocchi também não hesitou em lhe mostrar o amarelo. 10 minutos depois, foi Troisi a cometer uma falta bastante dura. Esta avalanche de amarelos não acabou, e quase ficava avermelhada: Tim Cahill, aos 33 minutos, entra feio sobre Aranguiz. Os ânimos exaltaram-se!

Só aos 35’ a campeã asiática chegou à baliza chilena com perigo: Troisi, com um passe fenomenal, coloca Luongo em posição favorecida de marcar, mas Claudio Bravo, chamado a intervir, saiu-se com uma mancha ao avançado australiano, e evitou o golo.

A Austrália mostrava-se confiante, e passou a querer ter mais a bola, mandar um pouco no jogo. A pouco e pouco, as sucessivas trocas de passes entre o meio campo davam lugar a passes mais longos, ou para as alas, ou para o meio. Tim Cahill e Juric esperavam ansiosamente pelo esférico, que quase a totalmente das vezes era intercetado antes de chegar até eles.

Com isto, os “Socceroos” adiantam-se no marcador! Jogada de insistência, um pouco atabalhoada, em que Kruse atira, a bola sofre um desvio por parte do defesa do Chile, a bola sobra para Troisi, que isolado e com muita frieza, coloca a bola dentro da baliza.

A reação dos sul americanos não tardou! Três minutos depois, Arturo Vidal já na pequena área contrária cabeceia forte, mas Milligan corta in extremis. Mesmo assim, Eduardo Vargas ia chegando à bola antes de sair para canto.

Parecia que se iria com 0-1 para o intervalo, mas Sainsburry teve uma ocasião flagrante para marcar. Após um livre ainda longe das redes chilenas, a bola é cruzada para a área, intercetada de cabeça pelos de vermelho, mas surge uma cabeçada que devolve a bola à grande área, e Cahill amortece para Sainsburry, que em excelente posição desperdiça. Todos pensavam que estava em posição irregular, mas a bandeirola não foi levantada, para também surpresa do próprio 20 australiano.

A 2ª metade do encontro continua com a supremacia australiana. Aos 51’, livre batido sem ninguém esperar, bola direta e a rasgar para a desmarcação de Tomi Juric, que não consegue bater Bravo. O lance acabou por ser anulado por fora de jogo, mas só depois de se suceder.

Na hora de jogo, só dá Chile. Aos 58’, o Chile chega-se novamente com perigo ao último terço do terreno. Alexis Sanchez, com o espírito muito aguerrido e sem dar nenhum lance como perdido, trabalha para contrariar esta desvantagem que ditaria a eliminação do seu país, e com muita insistência consegue rematar à figura de Ryan. Muito esforço e perseverança deixados em campo pelo camisa 7.

Aos 67’ chega a justiça ao placard. O recém entrado Rodriguez assina o seu primeiro golo pela Seleção Chilena num momento em que era mais preciso! Postecoglou via-se agora aflito, pois já tinha substituído Juric e Cahill.

Com o golo, o Chile apostou mais na contenção, bola muito jogada no seu meio campo, “ganhava tempo”. A Austrália, sem as suas referências ofensivas em campo, tinha poucos meios de lutar por lutar por um golo que daria o acesso às meias finais… Juric, caso tivesse sido mantido em campo, poderia continuar a tarefa de “morder os calcanhares” aos defesas, lutar por bolas no ar, dividir lances, apoiar os extremos, fazer de pivot no processo final de jogada de golo. Claro que o desgaste se iria tornar evidente, mas ter sido substituído aos 62’ minutos foi, na minha análise (não estou a par das condições físicas do ponta de lança), prematuro.

Contra um Chile a defender um apuramento, os Socceroos beneficiaram com a entrada de Leckie, mas continuavam a faltar pinheiros na área. Sendo que a Austrália aposta muito no cruzamento, as ordens do treinador foram outras, aparentemente: pelos extremos, Leckie e Luongo, apostavam em jogadas individuais junto à linha, combinando com os avançados, mas foram raras as vezes em que penetraram a muralha chilena. Juan Antonio Pizzi não quis arriscar, e decidiu desprezar as manobras ofensivas, em prol da segurança.

Essa segurança foi ameaçada, aos 71’, num cruzamento de Troisi, McLaren aparece numa posição extremamente bem privilegiada, mas foi desplicente na forma como coloca o pé à bola…

Com 20 minutos ainda por jogar, pensei que ainda se veria disputa no resultado mas nem por isso. O Chile escondeu muito bem a bola, a Austrália nem cheirou, embora pudesse ter saído daqui com outra moral.

 

Foto de Capa: Mirror

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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