Anterior1 de 3Próximo

Na segunda jornada do grupo E do CAN’19, Angola e Mauritânia não foram além de um empate a zero golos. Em Suez, os “Palancas Negras” procuravam dar sequência à boa exibição efetuada no jogo inaugural (apesar do empate a um golo com a Tunísia), e dar um passo importante rumo à fase a eliminar. Contudo, a Mauritânia não iria facilitar a tarefa, mesmo depois da goleada sofrida contra o Mali, por 4-1.

Os primeiros minutos não tiveram grandes momentos de verdadeiro perigo, muito por culpa do elevado calor que se fazia sentir na cidade egípcia (38º C), embora a “nota mais” fosse dada a Angola, que ia tendo mais bola e com o tridente do meio-campo composto por Herenilson, Show e Fredy a ter um papel preponderante na construção dos ataques.

Os “Palancas Negras” estavam por cima do jogo, tendo inclusive dois lances de perigo (primeiro por Djalma aos 23’ e depois por Bruno Gaspar aos 27’, ambos cortados prontamente pela defesa adversária), mas mesmo assim sentiam dificuldades em criar lances, já que a defesa da Mauritânia ia dando mostras de estar compacta, o que obrigava muita vezes os jogadores mais avançados angolanos a ter de fazer recuar até à dupla central Bastos-Massunguna.

Perante tal cenário, foi sem surpresa que o intervalo chegou com um nulo no marcador que se aceitava, uma vez que a bola andou muito longe das duas balizas. As duas seleções tinham de mostrar uma imagem diferente nos segundos 45 minutos.
Muita lote pela posse de bola durante a primeira parte
Fonte: CAF

A segunda parte começou com uma dupla substituição no lado angolano: Geraldo e Wilson Eduardo foram lançados em campo, numa mensagem clara de Vasiljevic de querer em chegar rapidamente ao golo inaugural. Contudo, o primeiro lance perigoso do segundo tempo pertenceu à Mauritânia: ao minuto 59, Diakité trabalhou na área angolana e cruzou rasteiro para Adama Ba, que estava em boa posição para faturar, valendo o corte providencial de Bruno Gaspar.

Na resposta, Wilson Eduardo desperdiçou um “golo cantado”: Gelson Dala, bem isolado por Geraldo, tocou para o extremo do SC Braga que não conseguiu desviar nas melhores condições a bola para a dentro da baliza. Pensava-se que o lance podia ser o “tónico” para Angola finalmente marcar, mas nada disso aconteceu até à entrada dos últimos 10 minutos da partida, altura em que Vasiljevic decidiu esgotar as alterações e mandou entrar Mabululu, mais um avançado em busca de fazer o golo que poderia ser fulcral para o apuramento.

Wilson Eduardo voltou a ter um bom lance para marcar, ao minuto 86, após um bom cruzamento tirado por Geraldo, mas o cabeceamento saiu defeituoso para desespero dos seus colegas de equipa. Aos 88’, a bola finalmente entrou dentro da baliza, embora foi uma felicidade de curta duração: Geraldo colocou a bola na baliza, mas estava adiantado e viu o seu golo a ser bem anulado pelo fiscal de linha.

Até ao final do encontro, não houve nada a assinalar e o jogo terminou com havia começado, com um nulo no marcador. O empate penaliza a seleção angolana, que podia perfeitamente ter conquistado os três pontos e assim dar um passo importante rumo aos quartos-de-final. Nota ainda para o ponto histórico conquistado pela Mauritânia, que está a participar pela primeira vez no CAN.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Mauritânia: Brahim Souleymane, Mostapha Diaw, Abdoul Ba (Sounkhasso Diarra 62’), Aly Abeid, Bakary N’diaye, Khassa Camara (Abdoulaye Palaye 70’), Mohamed Dellahi, El Hacen, Adama Ba, Khalil Bessam e Ismaël Diakité.

Angola: Tony Cabaça, Bruno Gaspar, Dani Massunguna, Bastos, Paizo, Herenilson Carmo, Manuel Show, Fredy (Geraldo 56’), Djalma Campos (Mabululu 78’), Mateus Galiano (Wilson Eduardo 56’) e Gelson Dala.

Anterior1 de 3Próximo

Comentários

Artigo anteriorDois cavalos de corrida
Próximo artigoTudo pelo “bom nome”
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.