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Real Madrid CF 2-4 Atletico Madrid CF: Demonstração de força dos colchoneros vale Supertaça Europeia

João Brandão · 4 min

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Real e Atletico Madrid defrontaram-se em Tallin como vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Europa, respetivamente, ambicionando vencer mais um dérbi madrileno e, consequentemente, conquistar a Supertaça Europeia. O jogo também despertava interesse por ser o primeiro jogo oficial do Real Madrid desde a saída de Cristiano Ronaldo, o início de uma nova era nos merengues.

A partida começou da melhor maneira, com um golo logo no primeiro minuto. Godin despejou a bola na frente, Diego Costa ganhou de cabeça, passou pelos dois centrais e, quase sem ângulo, disparou para o fundo das redes. Que jogada do hispano-brasileiro!

Os comandados de Simeone encontravam-se a vencer sem muito terem feito por isso e estavam na sua praia perante um Real adormecido. Os blancos só despertaram por volta do quarto de hora e aos 17 minutos quase empatavam o marcador, com Asensio a desviar de calcanhar um cruzamento de Marcelo para uma bela defesa de Oblak.

O empate surgiu aos 27 minutos: Bale cavalgou pela direita e cruzou com conta, peso e medida para Benzema desviar de Oblak para o 1-1. O Real estava melhor nesta fase e foi mais perigoso até ao intervalo, destacando-se duas perdidas de Asensio: na primeira, apanhou o adversário em desequilíbrio, correu meio-campo com a bola e rematou em arco com a bola a rasar o poste. Na segunda, esplendorosamente isolado por Bale, demorou muito tempo no momento de rematar à baliza e foi desarmado por um defesa.

A segunda parte foi bem menos interessante que a primeira, mas mesmo assim emocionante. Já depois de os treinadores mexerem pela primeira vez na equipa, Szymon Marciniak assinalou grande penalidade a favor do Real Madrid por mão na bola de Juanfran. Na conversão, Sergio Ramos não tremeu e consumou a reviravolta.

Quando se pensava que o resultado estaria quase fechado e seria mais um dérbi madrileno a sorrir aos merengues, apareceu a garra dos colchoneros a lançar o jogo para prolongamento: Juanfran ganhou a bola na linha lateral, tocou em Correa que aguentou a pressão dentro da área e assistiu Diego Costa para o bis. Nos dez minutos até ao final do tempo regulamentar, as duas equipas demonstraram mais medo de perder do que vontade de vencer e o jogo chegou mesmo a prolongamento, não sem antes Marcelo falhar, já dentro da área, um remate acrobático no último minuto dos descontos.

A primeira parte do prolongamento foi um autêntico pesadelo para o Real! Aos 98’, Thomas recuperou a bola em zona avançada e serviu Saúl que rematou em vólei para um golo fabuloso. Nova reviravolta e de novo os colchoneros em vantagem!

Saúl marcou um golo de belo efeito que lançou o Atletico para o triunfo
Fonte: UEFA

O Atleti não ficaria por aqui e aos 104’ dilatou a vantagem, em mais uma jogada de insistência. Desta vez foi Diego Costa a aguentar a carga, tocou para Vitolo assistir de primeira Koke para um remate seco e colocado, não dando hipóteses a Navas. O 4-2 levava Simeone à loucura e deixava em festa os milhares de adeptos do Atlético que estavam tão perto de vencer o seu rival de sempre numa final Europeia. Até final, esteve mais próximo novo golo colchonero do que o Real reduzir a desvantagem. O Real Madrid estava completamente perdido em campo e não conseguia sequer assustar Oblak.

O apito final surgiu, assim, com naturalidade e premiou a garra e crença do Atletico, que nunca baixou os braços. O Real de Lopetegui até mostrou ideias interessantes, mas sentiu muito a saída de Casemiro e o seu meio-campo não conseguia filtrar as iniciativas do adversário. A falta de frescura física foi bem visível no prolongamento, no qual o Real foi completamente dominado pelo seu rival. Mérito para Simeone e companhia que saem da Estónia com um troféu merecidíssimo.

Onzes iniciais:

Real Madrid: Navas; Carvajal, Varane, Sergio Ramos, Marcelo; Casemiro (Ceballos), Kroos (Mayoral), Isco (Lucas); Bale, Asensio (Modric), Benzema.

Atletico Madrid: Oblak, Juanfran, Godin, Savic, Lucas; Koke, Saul, Rodri (Vitolo), Lemar (Thomas); Griezmann (Correa), Diego Costa (Gimenez).

A FIGURA

Fonte: UEFA

Diego Costa – Goste-se mais ou menos das suas atitudes e picardias, é inegável a sua qualidade. Foi uma dor de cabeça constante para os centrais do Real, lutando por cada bola como se fosse a última, sendo o responsável pelos dois golos da sua equipa. Num jogo em que Griezmann quase nem se viu, este “panzer” foi a principal unidade ofensiva dos colchoneros e o responsável máximo por levar o Atlético à conquista da Supertaça Europeia.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Antoine Griezmann – Passou completamente ao lado do jogo. Esperava-se que o francês assumisse as rédeas do jogo ofensivo da equipa mas esteve muito apagado, sendo inclusive substituído antes da hora de jogo.

Foto de Capa: UEFA

João Brandão

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