Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Rússia 2-0 Nova Zelândia: Vitória caseira na abertura da Taça

Miguel Catarino · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Internacional

O jogo de abertura da Taça das Confederações colocou frente a frente a Rússia, seleção anfitriã, e a Nova Zelândia.

A seleção da casa, sem Dzyuba nos convocados, apresentou um onze renovado, com Akinfeev e Zhirkov como parte da velha guarda russa. Por seu lado, a Nova Zelândia contou com Chris Wood como principal referência.

O jogo começou com a Rússia a assumir a vertente atacante, face a uma Nova Zelândia forte no ataque, mas com fragilidades na defesa. Devido a este fator, os jogadores russos aproveitaram e protagonizaram vários momentos que quase davam vantagem à equipa. Apesar das fragilidades, a defesa nova zelandesa estava bem posicionada e impediu o ataque.

As maiores oportunidades foram ao minuto 6, com um cruzamento de Samedov para um cabeçeamento de Vasin, que foi ao poste e seguidamente cortado. A seleção forasteira respondeu com vários lances de bola parada, em que Akinfeev se mostrou atento.

Num lance de excelente qualidade, a Rússia marca por Glushakov Fonte: Associated Press
Num lance de excelente qualidade, a Rússia marca por Glushakov
Fonte: Associated Press

Ainda na primeira parte, e após várias oportunidades, a Rússia chega ao golo. Ao minuto 30, um contra-ataque rápido entre Erokhin, Poloz e Glushakov permite ao número 8 um toque em habilidade para o golo. No entanto, antes de entrar, a bola tocou em Boxall, contraindo um auto-golo.

A primeira parte termina com a Rússia na frente do resultado, e a dominar o jogo em posse de bola e em número de oportunidades.

O segundo tempo confirmou o domínio russo que, apesar do ritmo baixo de jogo, criou várias oportunidades, resultando em 11 tentativas de golo e seis remates à baliza, enquanto a Nova Zelândia registou cinco tentativas e apenas um remate.

Por volta do minuto 69, a Rússia confirma a vitória com mais um golo. Um passe rasteiro de Samedov para dentro da área permite a Smolov ganhar o ressalto sobre Boxall e marcar o segundo da contagem.

A Rússia iniciou a Taça das Confederações com o pé direito, e com uma vitória importante. O fator casa foi útil, a que se juntou uma exibição bem conseguida, de uma seleção renovada e com novos objetivos. A Nova Zelândia apresentou um todo coeso, mas com algumas debilidades, que a Rússia soube explorar e, com isso, somar os primeiros três pontos da competição.

 Foto de Capa: FIFA

A FIGURA

Smolov fez o segundo golo da Rússia Fonte: FIFA
Smolov fez o segundo golo da Rússia
Fonte: FIFA

Smolov – Foi melhor em campo, e autor de um dos golos. Para além do golo, foi autor de vários remates e investidas de grande perigo para a defesa da equipa da Nova Zelândia. Eficaz no ataque, rendeu Dzyuba na perfeição.

O FORA-DE-JOGO

Boxall (Nova Zelândia) – Esteve presente em todos os lances de golo da Rússia. Apesar do primeiro ter sido assinalado a Glushakov, foi ele que tocou por último na bola. No segundo golo, não soube dominar a bola e permitiu que Smolov marcasse. Foi o pior em campo e símbolo da principal fragilidade da seleção da Nova Zelândia, a defesa

Miguel Catarino

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.