Taça das Confederações ’17 (Magazine): Chile

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 Figuras da Seleção

Juan Antonio Pizzi não efetuou muitas alterações em relação aos elementos que disputaram a Copa América Centenário, no verão passado. Apenas cinco jogadores são novos. Se alargarmos o espetro à Copa América 2015, apenas oito jogadores são diferentes.

Se analisarmos as três competições, existiram catorze jogadores que estiveram nas duas competições conquistadas e estão na convocatória para este torneio na Rússia. São eles os guarda redes Claudio Bravo e Johnny Herrera, e os jogadores de campo Gonzalo Jara, Mauricio Isla, Jean Beausejour, Eugenio Mena, José Pedro Fuenzalida, Arturo Vidal, Gary Medel, Francisco Silva, Marcelo Díaz, Charles Aránguiz, Alexis Sánchez e Eduardo Vargas. Ou seja, estamos perante o núcleo duro da armada chilena.

No país, sempre foi polémica a opção de Pizzi não chamar Jorge Valdivia ou Matías Fernández. Os dois históricos criativos chilenos nunca foram grande opção para o selecionador, e também não foram chamados para esta Taça das Confederações.

Claudio Bravo

Fonte: Conmebol
Fonte: Conmebol

É o guarda redes e capitão da seleção. O histórico guardião, que já leva 112 internacionalizações, é uma das figuras maiores da história do futebol daquele país.

Atualmente com 34 anos, Bravo foi formado num dos históricos clubes do país, o Colo-Colo. Depois disso, fez carreira em Espanha, com oito épocas na Real Sociedad e duas no Barcelona. Esteve na última época no Manchester City, onde teve um rendimento abaixo do esperado, tendo mesmo chegado a perder a titularidade para Willy Caballero. Agora com a chegada de Ederson Moraes ao clube, veremos como ficará a situação de Bravo no clube, sendo difícil que seja titular caso fique na equipa de Pep Guardiola.

Tem mais de uma dezena de títulos na sua carreira, dos quais se destacam uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes e dois campeonatos espanhóis, pelo gigante catalão, e as duas Copas América que venceu nos dois últimos anos. Capitaneou a equipa nestas duas conquistas e ainda teve papel decisivo nas finais, ambas decididas no desempate das grandes penalidades. Defendeu uma grande penalidade em cada um desses dois jogos frente à Argentina. Destaca-se pela elasticidade e agilidade que apresenta na baliza e pelo excelente jogo de pés. À sua frente, terá jogadores de grande experiência como Mauricio Isla, Gonzalo Jara ou Jean Beausejour.

Arturo Vidal

Fonte: Facebook da Selección Chilena
Fonte: Facebook da Selección Chilena

Arturo Vidal é outro peso pesado desta seleção. Também formado no Colo-Colo, Vidal veio para a Europa em 2007, quando tinha apenas vinte anos. Nessa altura, já tinha ganho duas Ligas Abertura e mais duas Ligas Clausura no seu país natal. Desde esse momento, já concretizou dez temporadas no Velho Continente. Começou pelo Bayer Leverkusen, onde esteve quatro épocas. Em 2011 rumou à Juventus, onde esteve mais quatro temporadas. Nesse período, ganhou quatro “scudettos”, duas Supertaças e uma Taça, além de ter sido por uma vez vice campeão europeu.

Depois destes anos de sucesso transalpino, decidiu trocar de colosso na Europa. Transferiu-se para o Bayern Munique, onde está há duas épocas. Já venceu duas Bundesligas, uma Taça e uma Supertaça. Além disso, também foi figura de destaque nas duas Copas América ganhas pela sua seleção. Sendo médio, marcou três golos na competição de 2015 e mais dois em 2016. É um dos baluartes da equipa, ao lado de outros médios de destaque como Marcelo Díaz, Charles Aránguiz ou Gary Medel, que também pode jogar como defesa central.

Vidal é um jogador de muita entrega, um dos traços principais desta equipa. Tem boa chegada à área adversária e gosta de pressionar alto. Sendo forte também na recuperação de bolas e na visão de jogo, é um dos melhores médios atualmente no futebol mundial. Também é por isso que foi campeão nacional nas últimas seis épocas, quatro em Itália e duas na Alemanha. Podemos dizer que joga no maior colosso de cada um desses países, é verdade. Mas Vidal tem responsabilidade grande nesses sucessos.

Alexis Sánchez

Fonte: ESPN
Fonte: ESPN

Alexis é, na minha opinião, o melhor jogador chileno da atualidade. Ao contrário de Bravo e Vidal, ainda passou por outro clube, o Cobreloa, antes de jogar no Colo-Colo e sair do seu país. Ainda passou uma época nos argentinos do River Plate e depois veio para a Europa, onde já está há nove anos.

Veio para os italianos da Udinese, onde foi figura de destaque da equipa nos três anos em que lá esteve. Partiu daí para o Barcelona, onde fez sempre mais de quarenta jogos por época nas três temporadas em que lá esteve. Depois disso, foi para Londres e já há três temporadas que está no Arsenal, onde continua na média. Em três épocas, já fez mais de 140 partidas pelos “gunners”. Ganhou vários títulos no Barcelona, com destaque para dois campeonatos e um Mundial de Clubes. Também já ganhou três troféus em Inglaterra, sem nunca ter chegado à desejada Premier League. Pela seleção chilena, foi figura de destaque nas duas conquistas recentes. Marcou um golo em 2015, mais três em 2016. É a principal referência desta seleção, onde já leva 37 golos em 110 internacionalizações.

É um jogador muito disponível fisicamente, com raras lesões e muito potente com a bola nos pés. Tem uma técnica apuradíssima e é muito forte no 1×1. Não tem características para ponta de lança, mas sim para jogar numa dupla de avançados ou numa das alas do ataque. Wenger tem-no utilizado muitas vezes como figura mais solta na frente de ataque, o que não tem agradado muito ao astro chileno. Também por isso se fala numa possível transferência neste defeso, com o Manchester City e o Chelsea como potenciais interessados. Eu via com bons olhos uma mudança. Penso que Alexis Sánchez tem demasiada qualidade para estar circunscrito a este Arsenal de Wenger.

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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