CA River Plate 3-1 (a.p) CA Boca Juniors: River vence Libertadores

- Advertisement -

Jogou-se finalmente a segunda mão da Copa Libertadores e bem longe de onde estava previsto. O estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, serviu de palco emprestado para a, entretanto intitulada, final da paz entre o CA River Plate e o CA Boca Juniors e nem assim se deixou de sentir a emoção dos fervorosos adeptos de ambos os conjuntos, que se fizeram ouvir durante todo o jogo.

Comparativamente ao jogo da primeira mão registaram-se alterações parte a parte nos XI iniciais. Marcelo Gallarda, treinador do River Plate, lançou os centrocampistas Ponzio e Ignacio Fernandez. No lado do Boca Juniors, Guillermo Schelotto fez regressar o guarda-redes Andrada, o lateral Buffarini e o ponta de lança Dario Benedetto.

Assistimos a uma primeira parte muito bem disputada, à boa maneira argentina com uma toada de jogo rápida, intensa e agressiva, mas que pecou pela ausência de oportunidades claras de golo. O River Plate assumiu cedo o controlo da posse de bola e aliás chegou ao intervalo em evidente domínio neste aspeto da partida, mas a defensiva do Boca invariavelmente levou a melhor, evitando assim qualquer tipo de perigo junto da baliza de Armani.

O golo do Boca
Fonte: Conmebol

Os motivos de destaque dos primeiros 45 minutos seguiram todos para a equipa do Boca Juniors, que logo nos primeiros instantes ficou perto de inaugurar o marcador por intermédio de Pablo Perez , que à passagem da meia hora de jogo tornou a desperdiçar uma excelente oportunidade, desta feita na sequência de uma bola parada.  Já perto do árbitro apitar para o intervalo, Nahitan Nandez executa um passe de classe mundial para Benedetto, que após fintar um adversário remata para o fundo da baliza e lança o Boca para a frente do resultado.

Os jogadores regressaram do balneário e em desvantagem algo teria de mudar nos millonarios. Assim foi, o rendimento do River aumentou, o que se ficou a dever à utilização mais criteriosa da elevada posse de bola que equipa criava, naquela que foi uma nova dinâmica coletiva claramente potenciada pela entrada de Juan Quintero. Do outro lado do campo, o Boca ia progressivamente remetendo-se ao seu meio campo defensivo, fazendo avinhar o empate.

O golo, que já se justificava apareceu aos 68 minutos após uma triangulação entre Quintero, Ignacio Fernandez e Lucas Pratto, que finalizou a jogada de forma eximia, devolvendo o empate ao marcador.

Nos restantes minutos do tempo regulamentar os dois conjuntos aparentaram um certo receio em manter o pendor ofensivo de outras fases do jogo. Ambos os convenceram-se de que a partida iria seguir para prolongamento pelo que jogo reequilibrou, o ritmo do diminuiu e não se destacaram quaisquer oportunidades de perigo.

A grande final da Libertadores seguiu então para prolongamento, no qual o River Plate manteve a superioridade na partida, o que ganhou ainda mais clarividência com o facto do Boca Juniors ter ficado reduzido a 10 após expulsão de Barrios, aos 92 minutos.

Na segunda parte do prolongamento, o River como expectável continuou dono e senhor do jogo e foi constante o pressing exercido sobre o adversário, que com alguma dificuldade ia sobrevivendo. Aos 109 minutos a resistência do Boca chegou ao fim após uma excelente jogada coletiva do adversário, que culminou com um remate monumental de Juan Quintero, confirmando a remontada.

O Boca Juniors mostrando a sua garra não desistiu, e, numa altura em que até já jogava com nove jogadores pois Gago abandonou o campo por lesão, ficou perto de levar a decisão para as grandes penalidades não fosse o remate de Jara esbarrar no poste da baliza de Armani. Em desespero de causa, o guarda-redes do Boca sobe ao canto no último minuto da partida, mas a bola sobrou para Quintero, que assistiu Gonzalo Martinez para um meio campo deserto e uma baliza vazia, marcando assim certamente um dos golos mais fáceis da sua carreira.

O desfecho da partida ter-se-á de considerar justo dado aquilo que foi o desempenho de cada equipa. Para os registos vai o resultado de 3-1 na segunda mão desta final histórica, perfazendo um agregado de 5-3 que consagrou o River Plate vencedor da Taça Libertadores.

 

River Plate: Franco Armani, Jonathan Maidana, Milton Casco, Javier Pínola, Gonzalo Montiel(Mayada´74), Gonzalo Martínez, Exequiel Palacios (Julian Alvarez´96), Leonardo Ponzio(Quintero´58), Enzo Pérez, Ignacio Fernández(Zuculini´111), Lucas Pratto

Boca Juniors: Estebán Andrada, Julio Buffarini (Tevez´111), Lisandro Magallán, Lucas Olaza, Carlos Izquierdoz, Pablo Pérez (Fernando Gago´89), Nahitan Nández, Wilmar Barrios, Cristián Pavón, Darío Benedetto (Ábila´62), Sebastián Villa (Jara´95)

Gonçalo Miguel Santos
Gonçalo Miguel Santoshttp://www.bolanarede.pt
Ainda era caracterizado com um diminutivo e sentado ao lado do seu pai, já vibrava com o futebol, entusiasmado e de olhos colados na televisão à espera dos golos. O menino cresceu e com o tamanho veio o gosto pela escrita e o seu sentido crítico.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

José Mourinho e a lesão de Fredrik Aursnes: «É sabido que ele já arrasta este problema há umas semanas largas»

José Mourinho falou sobre vários temas em conferência de imprensa. Técnico do Benfica abordou lesão de Fredrik Aursnes.

Flamengo despediu Filipe Luís e há treinador português a ser apontado

Leonardo Jardim aparece como opção para o cargo do Flamengo. Filipe Luís já não é o treinador do emblema do Brasileirão.

Flamengo anuncia saída de Filipe Luís depois de golear por 8-0 e atingir final

O Flamengo anunciou esta madrugada a saída de Filipe Luís. Técnico brasileiro deixa o clube depois de goleada.

Revolução no fora de jogo: Canadá recebe os primeiros testes da “Lei Wenger”

A proposta de Arsène Wenger para a nova regra do fora de jogo já tem data e vai ter estreia marcada na liga do Canadá.

PUB

Mais Artigos Populares

Estreia de Reinaldo Ventura: eis os convocados da Seleção Nacional de Hóquei em Patins para a Taça das Nações

Reinaldo Ventura fez a sua primeira convocatória como selecionador nacional. O treinador português promoveu quatro alterações em relação à ultima lista.

Segurança em sintonia: Braga e PSP reforçam cooperação e «objetivos comuns»

PSP e Braga deixaram para trás a polémica no dérbi frente ao Vitória SC e reforçaram a cooperação para definir estratégia de segurança para os próximos jogos.

Francisco Neto: «Sabemos que já estivemos no Mundial e sabemos que somos capazes de repetir»

Francisco Neto e Dolores Silva fizeram a antevisão do jogo frente à Finlândia. O selecionador relembrou a vontade de quererem jogar o Mundial do Brasil.