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A Arena Grêmio encheu esta noite, quando em Porto Alegre o relógio marcava 21 horas e 45 minutos, para receber a primeira mão da final da Copa Libertadores, edição de 2017, entre a equipa da casa, o Grêmio, e o Lanús, emblema argentino.

Frente a frente duas equipas com histórias distintas na competição, isto porque o Grêmio já por duas vezes a conseguiu vencer, em 1983 e 1985, enquanto que o Lanús nunca o fez, o que, naturalmente, fazia do Grêmio, à partida, o favorito para esta final. Para aqui chegar, ambos os emblemas terminaram os respetivos grupos na primeira posição, tendo depois eliminado, quanto aos brasileiros, o Godoy Cruz, o Botafogo e o Barcelona SC, e quanto aos argentinos, o The Strongest, o San Lorenzo e o River Plate.

Mas o que importava agora era o que se passaria em Porto Alegre, na casa do Grêmio, onde assim que a bola começou a rolar no “gramado” a torcida fez-se ouvir ainda com mais força. Iniciava-se a primeira parte da final da maior competição de clubes da América do Sul.

Envolvidas por um ambiente ensurdecedor e claramente favorável à equipa da casa, as duas equipas praticaram um futebol muito aberto no primeiro quarto de hora, embora sem terem criado lances de grande perigo. O Lanús ia-se aproximando mais da área contrária, mostrando que estava ali, no terreno do opositor, para vencer.

Apesar desta ligeira superiorização dos argentinos, foi o Grêmio que, nos minutos seguintes, mostrou mais vontade em chegar ao golo, aproveitando os lances de bola parada para fazer o perigo chegar à área da equipa contrária. Mas o jogo estava ainda muito incerto e, devido a isso, o lance de maior perigo até ao momento pertenceu mesmo ao Lanús, numa altura em que estava mais apagado do jogo, quando Denis Martínez rematou de fora da área e obrigou Marcelo Grohe a uma grande defesa, afastando o perigo, pelo menos nesse lance, já que este remate de Martínez parece ter despertado o Lanús, que, momentos depois, quase chegava mais uma vez ao golo, não fosse uma enorme defesa de Grohe ter desviado o cabeceamento de Braghieri para canto, aliviando a grande parte dos adeptos presentes no estádio, que iam vendo a sua equipa a ser salva pelo seu guardião.

Ainda antes do intervalo, Kannemann viu um cartão amarelo, cartão esse que o afasta da segunda mão da final, uma vez que o defesa estava em risco se suspensão por acumulação de amarelos.

O jogo ganhava agora outra emoção, com as duas equipas a aumentar os seus níveis de agressividade.

Esteban Andrada, guarda redes do Lanús, ainda teve tempo de quase oferecer um golo ao Grêmio, mas Arthur não foi capaz de finalizar, mesmo em muito boa posição para isso, após uma má reposição de Andrada, a segunda no encontro.

A primeira parte chegou ao fim com alguma polémica à mistura. O Grêmio pediu uma grande penalidade sobre Ramiro, pedido a que o árbitro da partida, Julio Bascuñan, não atendeu, motivando alguns protestos por parte da equipa gaúcha e do seu técnico, Renato Portaluppi.

O intervalo chegou sem golos no marcador, mas não faltaram ocasiões para que o placar fosse alterado. No geral, esteve melhor o Lanús, que criou as melhores oportunidades de golo e podia muito bem ter chegado ao descanso em vantagem. O Grêmio começara bem o encontro mais foi-se desconcentrando e permitindo ao adversário colocar em causa o seu favoritismo. Para a segunda parte, Jorge Almirón só precisava de fazer com que a sua equipa mantivesse a postura e a grande capacidade de organização que mostrou na primeira, já Renato Portaluppi tinha que falar à sua equipa e repor nela os índices de concentração e de agressividade para atacar esta final.

Ao intervalo verificava-se o nulo no marcador Fonte: Grêmio FB Porto Alegre
Ao intervalo verificava-se o nulo no marcador
Fonte: Grêmio FB Porto Alegre

As equipas voltaram ao relvado para a segunda parte, com tudo ainda por decidir. A palestra de intervalo do seu técnico pareceu ter feito bem ao Grêmio, já que nos primeiros minutos do segundo tempo foi a única equipa a atacar em campo e a criar perigo. Aos 55 minutos, Bruno Cortez disparou fortíssimo e fez a bola passar a centímetros da barra da baliza de Esteban Andrada, colocando o guarda-redes argentino em sentido.

O minuto 70 chegou sem que o Lanús tivesse realizado qualquer ataque na segunda parte, prova do domínio do Grêmio que se ia verificando nesse período. Havia domínio, mas não havia golo do Grêmio, e aí o mérito tinha de ser dado aos jogadores da equipa da Argentina, que iam mantendo a sua baliza inviolável.

A equipa de Portaluppi continuava, a 15 minutos do final do jogo, a apostar nos lances de bola parada para chegar ao golo, mas essas tentativas foram sempre inconsequentes.

Inconsequente não foi o ataque do Grêmio, aos 83 minutos, quando Cícero fez o primeiro da partida. Uma bola longa na área do Lanús encontrou o avançado brasileiro em posição favorável para marcar, após toque de cabeça de um colega, e o recém-entrado em jogo não perdoou e colocou a sua equipa em vantagem na final. Fazia-se a festa em Porto Alegre, as bancadas faziam-se ouvir mais e o estádio inteiro fazia-se sentir. Estava finalmente em vantagem a equipa da casa.

Essa vantagem conservou-se até ao final do encontro e assim terminou a primeira mão da final da Copa Libertadores. Resultado justo se olharmos apenas para a segunda parte, onde o Lanús pouco se viu, mas injusto se tivermos em atenção o primeiro tempo, onde os argentinos foram superiores. O resultado favorece a equipa do Brasil, mas em Lanús esta não terá uma tarefa nada fácil, razão pela qual ainda nada está decidido. De realçar que na final da Libertadores não existe a regra do golo fora, o que equilibra ainda mais as contas do título. Na próxima semana, na Argentina, finalmente conheceremos o campeão sul-americano. Para já, é o Grêmio que parte em vantagem para chegar ao “tri”, mas isso pode não significar nada.

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