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Em jogo da segunda mão dos quartos de final da Taça Libertadores, o Flamengo foi ao Beira Rio, com um pé nas meias, após vitória caseira por 2-0 frente ao Internacional de Porto Alegre. Os comandados de JJ confirmaram o favoritismo e controlaram para empatar. O agregado da eliminatória fixou-se em 3-1, resultado condizente com as diferenças entre as duas equipas.

Apesar da vantagem, foi a equipa de Jorge Jesus que entrou com pressa de resolver rapidamente o assunto, já que, ainda antes do primeiro minuto de jogo, criou uma ocasião para golo, por intermédio do homem do momento, “Gabigol”.

Mas foi sol de pouca dura, pois como seria de esperar, o Inter é que tinha de tomar iniciativa para tentar virar a eliminatória, e começou a tentar encostar o “Fla” às cordas… O que não se afigurava tarefa fácil.

À medida que o tempo passava, via-se um Flamengo a gerir o tempo e o resultado que lhe era favorável, a fazer uma posse de bola a toda a largura do terreno, e até no meio campo adversário. Aos 22’ foi Éverton Ribeiro a deixar um aviso à entrada da área, e depois, Bruno Henrique, obrigou Lomba a uma boa defesa.

É impressionante o futebol que o Mengão impõe nos seus adversários. Com este grupo de jogadores, se não tiver o azar de ocorrerem lesões (devido ao calendário exigente), demonstra que é um forte candidato à conquista da Libertadores, bem como do Brasileirão. Guarda-redes e laterais experientes; Centrais sólidos e com qualidade a construir; Cuéllar como a “caixa de velocidades”; Gerson, De Arrascaeta e Éverton como criativos; e lá na frente, Bruno Henrique e “Gabigol”, as duas setas apontadas às balizas contrárias.

Ainda assim, destaco a qualidade do meio campo do Internacional. Têm três autênticos “carregadores de piano”: Lindoso, Patrick e Edenílson. Três “monstros” de trabalho, mas com requinte na aproximação ao ataque. Aos 42’, Patrick assustou Diego Alves, (que se pode dizer, foi um mero espetador neste primeiro tempo), apesar do remate ter passado ao lado do poste.

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Fonte: Libertadores

Antes do intervalo, Gabriel Barbosa perdeu uma oportunidade das que não costuma desperdiçar. Bruno Henrique conduziu um contra-ataque e isolou o companheiro, que ficou a centímetros do golo (44’). Até ao descanso, o jogo corria de feição aos rubro-negros.

No regresso às quatro linhas, o Internacional manteve-se impotente, perante o controlo em posse do Flamengo. Mas depois das duas primeiras alterações efetuadas por Odaír Hellmann, o Inter passou a ser mais agressivo e incisivo nas suas incursões ofensivas. Até que aos 62’, na sequência de um livre cobrado por D’Alessandro, Rodrigo Lindoso marcou de cabeça para o Internacional. Golo este, que apenas foi validado cinco minutos depois, devido a análise minuciosa do VAR. Bem validado!

A formação de Porto Alegre estava por cima. Cada vez que ia para o ataque, causava calafrios à defesa adversária. Mas voltamos à velha história da manta. Quando a manta é curta, tapa-se a cabeça, destapam-se os pés…. Foi esse o caso. Num contra-ataque vertiginoso, comandado (mais uma vez) por Bruno Henrique, que levou a bola até à entrada da área, assistiu “Gabigol” e este fez o que melhor sabe. Até ao final da partida o marcador não mexeu, fixando-se o empate a uma bola.

Deste jogo fica a boa imagem que Jorge Jesus e os seus pupilos continuam a mostrar, que, tendo em conta a vantagem obtida no jogo em casa, não se deixaram relaxar e encararam este jogo com seriedade, como se não tivessem ganho na primeira mão. Ainda assim, e apesar da superioridade demonstrada nos dois jogos, o Flamengo ainda não consegue dominar o adversário do início ao fim. Ainda não está no “ponto”. Mas está quase lá.

Na próxima fase da competição irá ter um bom desafio com o Grêmio de Porto Alegre, que eliminou o Palmeiras de Scolari. Mais uma prova de fogo para o “Fla”. 35 Anos depois, o Flamengo volta a estar nas meias finais da mais prestigiada competição da América do Sul.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Internacional: Lomba, Uendel (Wellinton, 55’), Cúesta (Sarrafiore, 83’), Moledo, Vieira, Rodrigo Lindoso, Patrick, Edenílson, D’Alessandro, Rafael Sóbis (Nico López, 52’) e Paolo Guerrero.

CR Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís (Renê, 90+4’), Pablo Marí, Rodrigo Caio, Rafinha, Cuéllar (Píris, 74’), Éverton Ribeiro (Berrío, 81’), De Arrascaeta, Gerson, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa.

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