Tropa de Elite

    brasileirao

    É um grande filme, este aqui em cima, que dá nome ao título deste manuscrito, não acham? Tropa de Elite é osso duro de roer, pega um, pega geral e também vai pegar você! Cinco emblemas. Penta escudos que nunca desceram de divisão, que nunca tiveram o sabor amargo de experimentar a série B. E eles vêm aí.

    Flamengo: presente em todas as edições do Brasileirão. Maior vencedor do novo formato do Campeonato Brasileiro, desde 1971 (tal como o S. Paulo). Ultimamente os torcedores do Flamengo têm levado alguns sustos. Mas a equipe lá se consegue manter na Série A. Este ano, por exemplo, devido à utilização irregular de um jogador, o Clube de Regatas Flamengo ficou no primeiro lugar acima da linha de água. Que sufoco! Safou-se com a conquista da Copa do Brasil.

    Cruzeiro: se alguém fizer a chamada da Primeira Divisão o Cruzeiro dirá presente. Tricampeão Brasileiro. Não falhou uma disputa até hoje. O título deste ano fez aumentar o historial da Raposa, já rico em troféus.

    Internacional: os rubros de Porto Alegre também jogaram todas as partidas até hoje. Tal como os Belo-Horizontinos do Cruzeiro, são tricampeões. Situações mais dramáticas só ao virar do ano, século e milénio (1999) e no ano do penta da seleção canarinha (2002). O seu team, com Falcão e companhia, encantou gerações; de gaúchos e não só. Um assunto de que falaremos no futuro.

    São Paulo: forte. Boa estrutura. O tricolor paulista vem somando títulos. Hexacampeão. Tal como o Flamengo, todos os títulos no novo formato. Só não disputou a contenda de 1979, por confusões da CBF. Alcançou a hegemonia em 2006, para vencer os louros desse ano, do vindouro e ainda do subsequente. Ultimamente o clube não tem estado tão bem. Mas não se deve esnobar quem tanto trabalhou para os feitos que alcançou.

    Santos: último na lista, mas não em qualidade. É claro que o clube onde jogou o rei Pelé teria que figurar neste rol. Tradicional. Dois títulos no formato normal e mais quatro anteriores a 1971 fazem do Santos hexa. Os Santistas, a par dos congéneres São Paulinos, como foi referido, também não participaram em 1979.

     

    O Clube dos cinco / Fonte: opiniaosingela.blogspot.com
    O Clube dos cinco / Fonte: opiniaosingela.blogspot.com

    Conhecem aquele western chamado “Os Sete Magníficos”? Filme realizado por John Sturges. Pois bem, estes podem ser chamados cinco magníficos. Maravilhosos e, sobretudo, indefetíveis. É verdade que cair na real e ir parar à Série B pode ser um abrolhos para os clubes. Veja-se o caso do Corinthians, recentemente, que até esteve na Série C! Foi campeão e vencedor da Libertadores. O Fluminense também venceu em 2010 e 2012 depois de ter passado pela Terceira Divisão. Mas o que é facto é que estes cinco aqui nunca experimentaram esse sabor, não deixando de ganhar. Tal como num filme de cowboys, são como uma Tropa de Elite. Firmes nos seus propósitos e fortes para suportar as balas.

    - Advertisement -

    Subscreve!

    Artigos Populares

    Craque do Brighton pode não jogar mais esta temporada por lesão

    Roberto De Zerbi confirmou esta terça-feira más notícias sobre...

    Christopher Nkunku de novo entregue ao departamento médico

    Christopher Nkunku está de novo a ser alvo de...

    Ex-Sporting apontado à baliza do Barcelona

    O Barcelona necessita de tomar uma decisão quanto a...

    Benfica anuncia renovação de três jogadores

    O Benfica anunciou esta terça-feira a renovação de três...
    Artigo anterior
    Próximo artigo
    Daniel Melo
    Daniel Melohttp://www.bolanarede.pt
    O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.