Publicidade

Andebol: Chegou o fim do 7×6?

Pedro Palma · 2 min

Andebol: Chegou o fim do 7×6?
Foto: FC Porto Sports

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Há quatro anos, houve uma atualização dos regulamentos do Andebol, com a adição de novas regras e a alteração de outras já existentes. Uma das principais mudanças efetuadas na altura, foi a possibilidade de substituir o guarda-redes por um jogador de campo, criando, assim, a possibilidade de jogar em superioridade numérica no ataque. Ao longo dos anos, várias equipas têm utilizado essa opção tática e algumas até se tornaram especialistas nesse momento do jogo, como o FC Porto e a Seleção Nacional.

A regra, no entanto, ainda não é unânime. Recentemente, o jornalista especializado da EHF e da revista alemã Handballwoch, Bjorn Pazen, realizou um questionário que colocava em causa a regra em questão. Foram 39 os treinadores inquiridos, sendo que 30 estavam a favor do fim do uso da regra. Entre os treinadores questionados estavam Filip Jicha, do Kiel, e Chema Rodriguez, novo do treinador do SL Benfica, mas, por coincidência (ou não), não estavam nem Paulo Jorge Pereira, nem Magnus Andersson, dois dos melhores utilizadores dessa vertente tática.

O presidente do comité de instrutores e métodos da IHF, Dietrich Spaten, vai “examinar de perto esses argumentos dos treinadores”. Aos nomes acima referidos, ainda faziam parte do questionário nomes como: Ljumobir Vranjes, Xavier Pascual, Manolo Cadenas, Talant Dujshebajev, David Davis e Raúl González.

Os principais argumentos dos treinadores contra a regra são: dois minutos já não é uma penalização; o jogo tornou-se mais lento/menos dinâmico; remates a balizas vazias não são atrativos; o andebol em geral está a tornar-se menos atraente; a ideia/o estilo básico de jogar andebol mudou negativamente; as opções/variantes táticas reduziram; menor oportunidade de variantes táticas defensivas.

Quem ainda está a favor da regra, considera que esta é mais uma opção tática.

Mesmo o FC Porto e a Seleção Nacional, que são dois dos casos que mais e melhor utilizam esta vertente, utilizavam-na em certos momentos dos jogos, mas nunca na maioria deles. Ou seja, era mais uma opção tática para ser utilizada em determinados momentos do jogo diferentes, tal como é, por exemplo, a opção de jogar com um ou dois pivots.

A verdade é que esta tática aumenta o risco de sofrer golo para quem a utiliza, logo a equipa tem de ser mais eficaz no ataque, procurando sempre a melhor opção e procurando realizar os ataques com a melhor qualidade possível. No meu ponto de vista, o facto das equipas poderem utilizar esta vertente como mais uma opção tática traduz-se numa maior imprevisibilidade do jogo e, consequentemente, numa maior qualidade do jogo.

Foto de capa: FC Porto Sports

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Palma

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.