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entrevistas bola na rede

Carolina Loureiro é jogadora de Andebol. Prestes a iniciar um novo desafio no Alavarium de Aveiro, a atleta de 19 anos aceitou o convite de ser entrevistada pelo Bola na Rede, em que fala da sua ainda curta carreira, aborda a sua segunda paixão (Medicina Dentária), e, ainda, dá a sua opinião sobre o atual estado do Andebol feminino português.

Carreira como Jogadora

Bola na Rede: Há quantos anos é que está ligada ao Andebol? E como surgiu o gosto por esta modalidade?

Carolina Loureiro: Eu pratico Andebol exatamente há 6 anos. O gosto apareceu quando estava a participar numas férias desportivas, em que tive a oportunidade de experimentar este desporto e adorei. A partir desse momento, quis logo começar a jogar mais

BnR: Qual é a sua posição dentro de campo? E tens alguma função específica durante um jogo?

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C.L.: Dentro do campo, a minha posição é Lateral esquerda. No decorrer de um jogo, não tenho um papel específico, pois tanto tenho de defender como atacar, como costuma ser habitual para todos as jogadoras da minha equipa.

BnR: Já foste duas vezes campeã nacional júnior da 1.ª Divisão.  Foi especial conquistar por duas vezes o campeonato, depois de meses de muito trabalho e dedicação à modalidade, ainda para mais em escalões de formação?

C.L.: Claro! Foi a primeira vez que fui campeã nacional na vida e foi uma sensação espetacular. É um dos melhores momentos da minha experiência desportiva.

BnR: Tu já competiste pelo principal escalão da modalidade (Séniores), mesmo sendo ainda Júnior, pelo Colégio de Gaia. Recordas-te onde foi o teu primeiro jogo e qual foi o resultado final?

C.L.: Infelizmente, não me recordo onde ocorreu o meu primeiro jogo como Sénior, mas sei que já foi há dois anos.

BnR: O teu primeiro título de campeã sénior nacional da 1.ª Divisão foi igualmente conquistado ao serviço do Colégio de Gaia. Foi importante no seu desenvolvimento como atleta esta conquista, ainda para mais tendo motivos referidos, o Andebol futuramente será um desporto com maior peso em Portugal. Você tem idade para competir nas camadas jovens, conseguir o seu clube a atingir um feito importante?

C.L.: Foi muito importante para mim, de facto. Para além de ter dado o meu contributo para o título por ter participado nos jogos do Play-off, foi um orgulho enorme ser ainda Júnior e sagrar-me Campeã Nacional de Séniores da 1.ª Divisão. Acho que nem toda a gente teve a sorte de poder realizar este feito.

A atleta a celebrar a conquista do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina 2016/2017, ao serviço do Colégio de Gaia
A atleta a celebrar a conquista do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina 2016/2017, ao serviço do Colégio de Gaia

BnR: Após passagens pelo Académica de Espinho e Colégio de Gaia, esta época terás um novo desafio: representar o Alavarium, equipa de Aveiro. Quais são as tuas expetativas para esta nova etapa na tua ainda curta carreira?

C.L.: Sim, este será o terceiro clube que irei representar como atleta de Andebol. Admito que estou expectante em relação a este novo desafio, mas acredito que tudo irá correr bem. O meu principal objetivo passará por continuar a evoluir enquanto jogadora, além de tentar ajudar ao máximo o meu clube a conseguir conquistar troféus.

BnR: Sei que já tiveste a oportunidade de representar a Seleção Nacional. Lembraste de qual foi a tua reação, ao descobrir que tinhas sido convocada pela 1.ª vez para representar o nosso país? E já agora, qual era o escalão em que isso ocorreu?

C.L: Sim, lembro-me perfeitamente! A primeira vez que fui convocada para a Seleção foi aos 12 anos, quando estava no meu último ano de Infantil. Na altura, fiquei muito contente e entusiasmada com a convocatória, porque é o sonho de qualquer atleta poder representar o seu país internacionalmente, e tive a sorte de poder concretizar esse sonho.

BnR: Participaste no Europeu Sub-17 em 2015 na Macedónia e no Europeu Sub-19 em 2017 no Eslovénia. Foi gratificante para ti poder jogar ao mais nível por Portugal em competições de excelência? Consegues dizer exatamente em que lugares ficou a nossa Seleção nas duas provas?

C.L.: Obviamente que sim! Poder participar numa competição internacional a representar o nosso país é uma experiência muito gratificante e muito enriquecedora, dado que me permitiu jogar frente às melhores atletas europeias desta modalidade, o que é importante para a evolução das minhas capacidades como jogadora. Quanto às classificações na prova, no Europeu Sub-17 ficámos em 13.º e no de Sub-19 no 14.º lugar.

BnR: Gostarias de um dia representar a Seleção A feminina numa competição importante, como um Europeu, Mundial ou Jogos Olímpicos?

C.L.: Sim, eu adorava ter essa oportunidade, visto que é um sonho meu enquanto atleta, poder representar a Seleção A. Então se fosse possível ir a uma competição destas de enorme importância, era juntar o útil ao agradável, como se costuma dizer.

BnR: Até que idade tencionas continuar a praticar Andebol ao mais alto nível?

C.L: Sinceramente, tenciono jogar Andebol até ganhar “ferrugem nas articulações” (momento de riso). Acho que irei jogar até a idade me permitir, não tenho limite numérico na minha mente.

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