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Espanha sobe ao auge do Andebol Europeu!

Pedro Palma · 3 min

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Cabeçalho modalidadesQue os nossos vizinhos espanhóis conquistaram o Campeonato Europeu de Andebol na Croácia não é novidade para ninguém. Mas não poderia faltar a análise deste grande evento.

Depois de realizada a fase de grupos preliminar as três melhores equipas de cada grupo apuraram-se para a Fase Principal, que estava dividida em dois grupos. No Grupo I a França dominou e fez o pleno de vitórias. Todavia, devo realçar que ao longo dos vários jogos realizados pelos franceses denotaram-se algumas fragilidades não muito habituais que, caso o grupo fosse mais complicado, poderiam ter criado muitas dificuldades aos franceses. O segundo, terceiro e quarto (Suécia, Croácia e Noruega) classificados conquistaram os mesmos pontos, mas a Suécia tinha uma melhor diferença de golos. Seria de esperar que o segundo lugar deste grupo fosse ocupado pela Croácia ou pela Noruega, mas a Suécia surpreendeu e carimbou a passagem para as meias-finais. Para esta qualificação contribuíram as boas exibições do guardião sueco Mikael Appelgren.

No Grupo II tivemos algumas surpresas. Em primeiro lugar, a Dinamarca demonstrou que estava em condições para lutar pelo título. Sobrava assim um lugar para dois crónicos candidatos: Espanha e Alemanha. A verdade é que na reedição da final da última edição do Europeu a Espanha levou a melhor sobre a Alemanha, vingando a derrota pesada de 2016. A verdade é que a República Checa e a Eslovénia conquistaram o terceiro e quarto lugar, respetivamente, enquanto se esperava que estas equipas ficassem pelos dois últimos lugares.

Sendo assim as quatro equipas classificadas para as meias-finais foram a Suécia, Dinamarca, Espanha e França.

Uma “substituição” que nunca será esquecida pelos adeptos espanhóis Fonte: EHF Euro
Uma “substituição” que nunca será esquecida pelos adeptos espanhóis
Fonte: EHF Euro

A primeira meia-final colocou frente a frente a Espanha e a França, jogo que foi considerado uma final antecipada. Nos dias que antecederam o jogo o guarda-redes Gonzalo Vargas abandonou a competição e o veterano Arpad Sterbik foi convocado para o seu lugar. Esta mudança que poderia ter sido um golpe nas aspirações espanholas acabou por ser decisiva na conquista espanhola. Como referido anteriormente a França apresentara algumas fragilidades, enquanto Espanha estava confiante pela vitória frente à Alemanha. A verdade é que os Los Hispanos dominaram o jogo e conquistaram uma vitória tranquila (27-23), sendo que ao intervalo já venciam 15-9. Ferran Sole marcou nove golos e Arpad Sterbik defendeu três livres de sete metros.

Com Espanha na final só faltava o desafio entre duas equipas nórdicas para definir a grande final. Ao contrário do jogo anterior nesta partida houve equilíbrio até ao último segundo, mas a Suécia voltou a surpreender e superou a Dinamarca. Mattias Zachrisson marcou oito golos e Andrea Palicka apresentou uma eficácia de 51% na baliza.

No Play-off do terceiro e quarto lugar a França demonstrou que ainda tem muito para dar e conquistou o terceiro lugar, superando a Dinamarca.

Na grande final a favorita Espanha defrontou a surpresa Suécia. A seleção espanhola havia perdido as quatro finais em que participou. Durante a primeira parte parecia que a maldição se ia manter e a Suécia ia surpreender mais uma vez. Mas uma mudança em termos defensivos (do tradicional 6:0 para um 4:2 agressivo), um grande jogo de Raul Entrerrios e a maior experiência espanhola levou o troféu para Madrid. Nota ainda para o grande jogo de Arpad Sterbik que foi considerado o MVP da partida. Um jogador que nem convocado inicialmente foi acabou por ser uma peça fulcral para o primeiro Europeu conquistado por Espanha.

All Star-Team:

Guarda-redes: Vicent Gerard (França)

Titi Omeyer? Quem?

Ponta Esquerdo: Manuel Strlek (Croácia)

Apesar da participação decepcionante da equipa da casa, o experiente jogador do Kielce marcou 29 golos e só falhou um remate na Main Round.

Lateral Esquerdo: Mikkel Hansen (Dinamarca)

Terceira presença na melhor equipa da competição nas últimas quatro edições. Pouco mais é preciso dizer em relação a este jogador.

Central: Sander Sagosen (Noruega)

O futuro para este jogador é muito mais que brilhante. Estaremos cá para testemunhar a qualidade deste “rapaz” por muitos anos.

Pivot: Jasper Nielsen (Suécia)

Um “matador” natural, mas um jogador muito importante também na defesa.

Os melhores jogadores desta edição do Campeonato Europeu Fonte: EHF Euro
Os melhores jogadores desta edição do Campeonato Europeu
Fonte: EHF Euro

Lateral Direito: Alex Djushebaev (Espanha)

Apesar de não marcar muitas vezes, esteve presente nos momentos decisivos.

Ponta Direito: Ferran Sole (Espanha)

Tal como Gerard fez esquecer Omeyer, Sole fez esquecer Victor Tomas, sendo o melhor marcador da equipa vencedora da competição.

Defesa: Jakov Gojun (Croácia)

Oito blocos em seis jogos. O lateral direito de 2,04m é o protótipo do defensor perfeito.

MVP: Jim Gottfridsson (Suécia)

Um remate poderoso e uma qualidade de passe impressionante. São estas as principais qualidades do jogador de 25 anos.

Foto de Capa: EHF Euro

Pedro Palma

Redação Bola na Rede · ver artigos