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<strong>Os 6 melhores jogadores no campeonato do mundo | Andebol</strong>

Filipe Pereira · 5 min

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Foto: IHF

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Depois de olhar para os melhores jogos do Campeonato do Mundo de Andebol, é altura de analisar quem foram os jogadores em maior destaque na competição. Inúmeras estrelas brilharam ao longo de todo o torneio, sendo que foi a equipa dinamarquesa que ganhou mais relevo, tanto a nível coletivo (venceram o troféu) como a nível individual.

Aqui vão ser enumerados os 6 melhores jogadores do Campeonato do Mundo de Andebol, analisando as suas estatísticas, pontos fortes e o impacto que têm no jogo da respetiva seleção, existindo ainda espaço para três menções honrosas.

MENÇÕES HONROSAS

Dika Mem

Central da seleção francesa e jogador do Barcelona, Dika Mem chegou ao Mundial como um dos principais nomes a ter debaixo do radar. Uma lesão fez Mem perder 4 jogos deste campeonato, mas nos 5 em que esteve presente, o lateral direito de 25 anos foi a peça central do jogo francês em vários encontros, fazendo, por vezes, a posição de central. Assim, Dika Mem conseguiu ser um dos principais “maestros” da seleção gaulesa e, sem dúvida, um dos melhores distribuidores de jogo, que o diga Nédim Remilli.

Para além destes fatores, Dika Mem foi ainda o jogador francês com a melhor média de golos (21 em 5 jogos). Neste momento, tem 122 golos em 28 partidas pelo “Barça” em 2022/2023.

Gonzalo Pérez de Vargas

O guarda-redes espanhol foi, possivelmente, a figura mais preponderante da seleção de Espanha no Mundial. Com 3 golos apontados em 9 jogos na competição, o jogo em que Pérez de Vargas mais se destacou foi mesmo nos quartos de final frente à Noruega, quando fez a defesa que garantiu que a Espanha marcava presença nas meias-finais. Com 32 anos, é colega de Dika Mem nos campeões europeus de clubes, o Barcelona.

Luc Steins

O “motor” do estilo de jogo neerlandês. Com apenas 1 metro e 73, o central dos Países Baixos mexe-se de forma muito veloz e imprevisível, utilizando uma grande porção do campo para ajudar a construir o ataque da seleção neerlandesa. Isto quando não é o próprio Steins a rematar de forma certeira, seja a 9 metros (ou um pouco mais distante) da baliza, ou junto à área do guarda-redes, atravessando pelo meio da defesa, o central de 22 anos consegue arranjar um golo quando menos se espera (que o diga a Noruega). Atua pelo PSG, onde leva 80 golos em 27 partidas.

Torbjorn Bergerud

Há quem diga que o guarda-redes é o jogador mais importante numa equipa de andebol e o norueguês, Torbjorn Bergerud é um argumento forte em prol desta máxima. Bergerud jogou os 9 jogos em que a Noruega esteve envolvida neste Campeonato do Mundo, sendo que o maior destaque vai para o último jogo da “Main Round” em que teve uma eficácia defensiva superior a 50%, defendendo mais de metade dos remates alemães para garantir o primeiro lugar para a Noruega no grupo da “Main Round”. Frente à Espanha, Bergerud também esteve em destaque frente à Espanha, nos “quartos”. O guarda-redes de 28 anos joga na liga norueguesa, ao serviço do Kolstad IL.

OS 6 MELHORES

6. Nédim Remilli

Lateral direito, apontou 36 golos em toda a competição apenas menos um do que o melhor marcador de França, Kentin Mahé. Remilli destacou-se em praticamente todos os jogos, tendo sido o principal desequilibrador frente a Polónia, Espanha, Alemanha e até na final frente à Dinamarca, numa partida em que a generalidade da seleção francesa estava desinspirada.

Remilli marcava, fosse de longe ou de perto, sendo um jogador com remate forte e imprevisível, combinou muito bem com Dika Mem e com Mahé para potenciar o ataque gaulês. Aos 27 anos, joga pelo KS Kielce, formação da Polónia, com um registo sonante de 63 golos em 21 jogos.

5.Simon Pytlik

Um dos melhores marcadores do Mundial, o lateral esquerdo (que também pode jogar a central) fez parte do tridente dinamarquês que brilhou ao longo de todo o torneio. Um autêntico desequilibrador, jogador muito rápido e forte no jogo físico. Para este último aspeto contribui o metro e 93 centímetros de altura. Apontou 51 golos em 9 jogos, um registo do outro Mundo, sendo que o atleta tem apenas 22 anos de idade. Está ao serviço do GOG, clube dinamarquês e é um jogador a ter debaixo de olho já ao longo deste ano.

4. Juri Knorr

Central da Alemanha, tem uma função nuclear na equipa germânica. É um jogador consistente, tendo sido um dos jogadores a marcar mais de 50 golos neste Mundial, e portanto, um dos mais concretizadores, tendo sido eleito o melhor jogador jovem da competição. Knorr tem o talento necessário para liderar uma equipa que entre em campo mais “adormecida” (como foi o caso frente à Noruega), tem um remate letal e imprevisível que pode surgir de qualquer distância e a qualquer momento da partida.

Para além da rapidez, Knorr é dotado de uma técnica que acompanha a velocidade do jogador. Constrói, marca e dá a marcar. Com 22 anos, joga no Rhein-Neckar Lowen, 3º classificado da Bundesliga, onde já tem 129 golos em 20 jogos, registo que abalroa o da época passada.

3. Niklas Landin

Guarda-redes que foi peça mais do que fulcral na conquista inédita da Dinamarca. Seja no jogo frente à Croácia, frente à Espanha e sobretudo na final frente à França, Landin foi responsável por defesas que, para além de vistosas, impediram alterações de ímpeto no encontro que podiam ter destruído as ambições dinamarquesas. É irmão de Magnus Landin, colega de seleção, que também esteve presente neste Mundial. Niklas é jogador do colosso alemão, Kiel, sendo que tem já mudança assegurada para o Aalborg na próxima época.

2. Mathias Gidsel

Um dos 3 nomes mais sonantes na seleção dinamarquesa, o lateral direito de 23 anos fez 60 golos em 9 jogos e foi o melhor marcador do Campeonato do Mundo. Tal como Pytlick e Hansen, Gidsel também pode jogar a central o que assegura um cruzamento perfeito na ofensiva da Dinamarca que fica assim fortalecida pela polivalência das principais figuras. Jogador rápido, técnico, faz tudo o que um jogador avançado tem de fazer e ainda mais, sendo uma peça chave na distribuição de jogo e influente na defesa.

Mathias Gidsel é jogador do Füchse Berlin, tendo já 50 golos em 11 jogos na primeira experiência fora das fronteiras da Dinamarca.

1.Mikkel Hansen

O último elemento do “tridente” dinamarquês que devastou as defesas adversárias. Ao contrário de Pytlick e de Gidel, Mikkel Hansen é primeiramente central, sendo um lateral adaptado. Uma figura proeminente na defesa da Dinamarca, Hansen é ainda o principal “maestro” do ataque dinamarquês, com passes fortes, rápidos e uma mobilidade em campo que abre espaços na defesa e que (em conjunto com o físico do central), desencoraja uma defesa homem a homem por parte dos adversários.

Hansen foi também um dos melhores marcadores do Mundial, mas apesar de não ter tantos golos como Gidsel, a experiência permitiu-lhe fazer melhor uso da sua polivalência neste Mundial. O jogador de 28 anos atua ao serviço do Aalborg com 160 golos em 29 jogos.

Filipe Pereira

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