Paris Saint-Germain FC 33-19 FC Porto: Dragões sem luz na cidade da mesma

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A CRÓNICA: TEREMOS SEMPRE PARIS, MAS HOJE NÃO TIVEMOS FC PORTO

O campeão português foi a casa do campeão francês ser derrotado de forma pesada, numa partida marcada pela primeira parte menos prolífica dos Dragões em muitos, muitos anos. Tudo correu mal, mas ainda assim vai haver segundo encontro. Na próxima semana, o cenário será a Dragão Arena e a história… bom, essa terá que ser necessariamente diferente. Vamos ao que se passou no Stade Pierre de Coubertin.

Os parisienses começaram melhor, desde cedo ditando o ritmo da partida e impondo o seu domínio. O primeiro golo portista surgiu já perto do final do sexto minuto e com os da casa a vencerem por 3-0. A autoria do remate coube à mão direita de Sliskovic. Nos 10 minutos iniciais, a eficácia nos livres de sete metros e a letalidade dos remates de Mikkel Hansen cravaram a diferença entre as equipas, com reflexo no marcador.

Dez minutos e 4-1 no placar. Os guardiões de ambos os conjuntos não estavam mal na partida, mas o resultado pobre e a qualidade de jogo paupérrima justificavam-se mais neste momento pela ineficiência de parte a parte nos respetivos processos ofensivos. Os gauleses foram os primeiros a subir os níveis de qualidade.

A jogar melhor e com um enorme Vincent Gérard na baliza, o Paris Saint-Germain FC começou a cravar um fosso no marcador que não refletia da forma mais verídica o diferencial entre as equipas. Na ofensiva, o dinamarquês Hansen continua de mão quente, sobretudo da marca de sete metros – cara a cara tanto com Mitrevski, como com Frandsen.

Vinte minutos e 11-3 no marcador. O FC Porto continuava a acumular erros e bolas aos postes, enquanto os parisienses continuavam a subir os níveis de acerto defensivo e ofensivo. Gérard continuava a brilhar na baliza e Mikkel Hansen continuava a criar uma bonita história de amor com a marca de sete metros. O PSG continuava a marcar.

E a marcar. E a marcar. Do outro lado… um deserto de golos. Os portistas haviam concretizado o seu terceiro tento aos 13:40 e só viriam a fazer o quarto golo aos… 28:46. Era o 18-4 e este haveria de ser o resultado ao intervalo. No momento de recolher aos balneários, o FC Porto tinha dois nomes apenas inscritos na folha de marcadores: Ivan Sliskovic (um golo) e Daymaro Salina (três).

Trinta minutos e 18-4 no placar. Os Dragões vieram reconfigurados para a segunda parte e fizeram nos primeiros cinco minutos tantos golos quanto os feitos no primeiro tempo. A recuperação, todavia, era lenta e gradual, pois do outro lado os níveis dos dois últimos terços dos primeiros 30 minutos mantinham-se. Ainda assim, a exibição portista neste reatar de partida em nada se assemelhava à da primeira metade. E o resultado assim o refletia.

Quarenta minutos e 23-11 no marcador. Iturriza e Leonel Fernandes eram os esteios da melhoria portista. Do outro lado, o guardião Genty e o lateral Rémili assumiam-se como as figuras de proa dos gauleses na segunda parte. Neste novo paradigma de forças, o Paris Saint-Germain FC continuava a superiorizar-se e voltava a disparar no marcador.

Cinquenta minutos e 28-15 no placar. A réplica portuguesa ia gozando de uma singeleza que não se compadece com o necessário para reabrir o marcador, que parecia selado irrevogavelmente há largos minutos. Os dez minutos finais serviram apenas para adornar o placar e dar início à festa parisiense.

Sessenta minutos e 33-19 no marcador.

A FIGURA

Vincent Gérard – foram vários os jogadores parisienses em destaque, mas o guardião de 34 anos – que até cedeu o lugar a Genty ao intervalo – foi monstruoso na baliza dos franceses e permitiu, com inúmeras defesas, que a turma da casa fosse dilatando o marcador. O FC Porto faz quatro golos no primeiro tempo, mas faz… 21 remates. Houve bolas nos ferros e atiradas ao lado da baliza, é certo, mas houve também um Gérard gigante a proteger as redes do Paris Saint-Germain FC.

O FORA DE JOGO

Primeira parte do FC Porto – Pior. Primeira parte. De sempre. Haverá poucas dúvidas quanto a este resumo muito resumido – e ao estilo de The Simpsons – dos primeiros 30 minutos dos portistas esta noite em Paris. Na capital francesa, mar de rosas só mesmo as camisolas portistas…

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

A turma de Raul Gonzalez defendia em 6×0, prestando muita atenção ao pivô portista, empregando uma marcação muito cerrada aos elementos adversários que por essas funções passavam. Apesar de os franceses terem praticado alguns contra-ataques venenosos, estes eram mais de conveniência do que estratégicos.

O Paris SG FC preferia ataques pacientes, com a bola a circular maioritariamente no corredor central e com forte presença e muito trabalho do elemento gaulês que, a cada momento, estivesse em quadra. Com o crescendo de confiança que o decorrer atípico do jogo permitia, os franceses começaram a apostar em ataques menos prolongados.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gérard (9)

Luc Steins (7)

Ferran Solé (6)

Luka Karabatic (8)

Nédim Rémili (9)

Adama Keita (7)

Nikola Karabatic (8)

SUPS. UTILIZADOS

Yann Genty (8)

Sadou Ntanzi (5)

Dainis Kristopans (6)

Benoit Kounkoud (5)

Henrik Toft Hansen (6)

Mathieu Grébille (5)

Kamil Syprzak (6)

Mikkel Hansen (8)

Elohim Prandi (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Os pupilos de Magnus Andersson defendiam em 6×0, tendo tal como o conjunto francês muita atenção ao trabalho dos pivôs contrários. Na vertente ofensiva, os erros portistas acumulavam-se, não sendo totalmente percetível qual seria a estratégia definida pelo técnico sueco. Ainda assim, os Dragões procuravam circular bola até encontrar uma brecha criada pelo pivô.

Todavia, só por algumas vezes e regra geral por Salina conseguiam os azuis-e-brancos (hoje em tons de rosa) ter remates em zona central e para lá da marca de sete metros. Os erros constantes na troca de bola impediam que esta chegasse aos pontas portistas, que não tiveram um jogo fácil (à semelhança de toda a equipa).

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Nikola Mitrevski (5)

Pedro Valdés (5)

Victor Iturriza (7)

Miguel Alves (5)

Ivan Sliskovic (6)

Djibril M´bengue (5)

Diogo Branquinho (5)

SUPS. UTILIZADOS

Sebastian Frandsen (8)

Pedro Cruz (5)

Diogo Oliveira (5)

Rui Silva (5)

Daymaro Salina (7)

Leonel Fernandes (7)

António Areia (5)

Jesús Hurtado (5)

Fábio Magalhães (5)

Foto de Capa: PSG Handball

Márcio Francisco Paiva
Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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