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Roberto Martínez desvaloriza empate de Portugal e recorda: «A Argentina perdeu com a Arábia Saudita e ganhou o Mundial»

Manuel Nascimento · 2 min

Roberto Martínez a treinar Portugal
Foto: Filipe Oliveira/Bola na Rede

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Roberto Martínez desvalorizou o empate de Portugal frente ao Congo e fez questão de relembrar o percurso de outras seleções.

Na sequência do empate frente à RD Congo na estreia de Portugal no Mundial 2026, Roberto Martínez fez a análise à exibição da equipa das quinas. O selecionador nacional desvalorizou o arranque menos conseguido, recordando os arranques atribulados de seleções que acabaram por se sagrar campeãs e pedindo foco no processo em vez da emoção de querer conquistar o troféu.

Questionado sobre a falta de qualidade apresentada por um candidato ao título e sobre a atitude de Cristiano Ronaldo, que recolheu diretamente aos balneários após o apito final, o técnico espanhol abordou as falhas no controlo do jogo e justificou o comportamento do capitão numa única intervenção:

«Primeiro, dizer que um Mundial é um torneio em que isto acontece. Há momentos em que os desempenhos não estão ao nível. No Qatar, a Argentina perde com a Arábia Saudita e ganha o Mundial, a Espanha contra a Suíça em 2010… É um processo. Falar em ganhar o Mundial, ganhar o Mundial. É uma emoção que não ajuda a ganhar jogos. O mais difícil era começar o jogo bem e fizemos isso, começámos muito bem. Marcar o golo, que é um momento que normalmente ajuda muito a controlar o jogo, teve o efeito contrário. Tentámos manter a bola, não chegámos à baliza, demos oportunidade à RD Congo de recomeçar, armar o contra-ataque, e perdemos muita profundidade. A RD Congo marca de bola parada, já dissemos que trabalham muito bem isso. E isto acontece no futebol. A atitude dos jogadores foi extraordinária. Tentámos mudar o padrão de ataque, chegámos à baliza com mais frequência mas não com a qualidade que temos. Faz parte. Já vi jogos assim em que o adversário aproveita e ganha o jogo. Tentámos até ao fim. Mas a atitude, o esforço são muito importantes. Mas, claro, é preciso aprender que a responsabilidade que temos é estar no melhor nível. A emoção de ganhar o Mundial não faz parte na fase de grupos. Cristiano? Era o primeiro jogo, um momento em que ainda não temos os hábitos da FIFA. Neste Mundial temos oito jogadores a fazer ‘flash’ e ainda não temos esse hábito de ficar no relvado. Estávamos tristes, mas vamos tentar apanhar o hábito rapidamente».

Manuel Nascimento

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