SL Benfica 40-39 SC Magdeburg: Até ao fim, para águias campeãs europeias!

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A CRÓNICA: ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS PODE HAVER CAMPEÃO EUROPEU

O SL Benfica levou de vencida os polacos do SPR Wisła Płock SA nas meias-finais da Liga Europeia da EHF, a segunda competição europeia de Andebol, e encontrou o SC Magdeburg na final.

Com o palco e apoio do seu lado, as águias entraram concentradas no terreno de jogo, com uma defesa assertiva e Sergey Hernandez pronto a fazer uma exibição tremenda. O resultado não descolava, não fosse a turma de Lisboa a enfrentar os alemães campeões em título.

Com o desenrolar do encontro, Petar Djordjic foi chamado recorrentemente aos livres de sete metros e falhou apenas uma vez perante Mike Jensen. Estava a caminhar a passos largos para ser dos melhores marcadores da competição.

As alternâncias ofensivas do SL Benfica mostravam baralhar as contas do SC Magdeburg, mas mesmo nas transições, a muralha Hernandez e a defesa benfiquista dificultavam os processos dos alemães. Depois do empate a 3-3 ainda nos primeiros quatro minutos de jogo, voltou-se a um empate, mas a nove golos aos 20 minutos. A discussão estava bem aberta.

De um momento para o outro, os ânimos exaltaram-se no terreno de jogo. A pressão de ambos os bancos era constante, mas as equipas dentro de campo não queriam dar cabo do espetáculo.

Para além do guarda-redes do SL Benfica, quem mostrou que estava pronto a fazer mossa foi mesmo Ole Rahmel, pois era “cada tiro, cada melro”. Ao intervalo, as aguias voavam por 15-14. O sonho vermelho e branco estava bem vivo.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Depois do intervalo, o SC Magdeburg entrou melhor para a segunda parte. Mais consistente ofensivamente, o que levou a uma reviravolta e inédita vantagem de três golos. O SL Benfica, inconformado, conseguiu diminuir essa vantagem apenas para a margem mínima em menos de um minuto.

O duelo tornou-se totalmente impróprio para cardíacos. Se havia ataque e golo, havia resposta da outra parte. Entrava-se nos últimos dez minutos novamente com as formações empatadas (25-25) e com um elevado ritmo de jogo, onde nem para piscar os olhos dava.

Faltava um minuto para o final, lia-se um 30-30 no marcador. Para qualquer uma das equipas, precisava de se jogar com cabeça e não havia margem para erro. A 30 segundos, 31-31. No final, a três segundos, com um golo de desvantagem e confusão pelo meio, Alexis Borges conseguiu empatar novamente a partida num lance que parecia impossível. Esperava-se o prolongamento.

No prolongamento, a muralha ergue-se novamente. Sergey Hernandez foi uma parede autêntica na baliza do SL Benfica. No final dos primeiros cinco minutos do prolongamento, o SC Magdeburg levava a vantagem de um golo (34-35).

A adrenalina estava em alta, junto do ritmo de jogo e possivelmente do ritmo cardíaco dos adeptos e dos próprios jogadores. Chema Rodríguez entrou para o segundo tempo do prolongamento a aplicar um sete para seis, com três pivôs em campo, que surtiu em empate.

Os ânimos voltaram a exaltar-se, com o coração a superiorizar-se à razão. A dois minutos do fim, o SL Benfica viu-se reduzido em dois jogadores e o SC Magdeburg em um. A inferioridade numérica reinou numa altura fundamental para as duas equipas.

Faltava apenas um minuto e o cenário do tempo regulamentar repetia-se. 38-38 no marcador. Mais uma vez não havia margem para erro. Tinha de haver cabeça. O ruído no pavilhão era ensurdecedor e o SL Benfica é campeão da Liga Europeia de andebol!

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ole Rahmel – Foi exímio em cada momento decisivo que o jogo lhe trouxe. Ole Rahmel foi um dos melhores marcadores do encontro e, a par de Sergey Hernandez (por ser uma verdadeira muralha), Petar Djordjic e Alexis Borges (pelo golo que dá a passagem a prolongamento), foram os verdadeiros heróis desta final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Demis Grigoras – Fez um jogo algo apagado, onde apareceu pela pior razão: uma expulsão aos dois minutos do segundo tempo do prolongamento. Demis Grigoras costuma ser bastante importante nos jogos do SL Benfica, mas pouco apareceu ao longo do duelo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Uma das estratégias ofensivas mais comuns do SL Benfica foi a entrada a segundo pivô dos pontas, aquando da não-utilização efetiva de dois pivôs. A atribuição de duas suspensões de dois minutos a Alexis Borges ainda a meio da primeira parte fez com que Chema Rodriguez optasse por Paulo Moreno e Rogério Moraes e na constante utilização dos dois pivôs até à chegada do intervalo. Nos momentos defensivos, ocorreu uma alternância entre a pressão homem a homem e uma defesa subida à primeira linha, de forma a pressionar com mais intensidade.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Sergey Hernandez (9)

Jonas Kallman (7)

Demis Grigoras (6)

Lazar Kukic (9)

Ole Rahmel (9)

Alexis Borges (8)

Petar Djordjic (9)

Rogério Moraes (7)

Paulo Moreno (7)

Tadej Kljun (6)

Belone Moreira (7)

Luciano da Silva (6)

Mahamadou Keita (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC MAGDEBURG

O SC Madgeburg optou por uma defesa individual com muita pressão e agressividade, o que levou a um grande número de livres de sete metros favoráveis ao SL Benfica. Nas transições ofensivas, os alemães procuravam um jogo mais ritmado e pensado, com o intuito de desequilibrar a defesa encarnada.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Jannick Green (8)

Mike Jensen (7)

Lukas Mertens (6)

Gisli Kristjansson (8)

Christian O’Sullivan (6)

Magnus Gullerud (6)

Omar Ingi Magnusson (8)

Michael Damgaard (6)

Piotr Chrapkowski (6)

Tim Hornke (7)

Kay Smits (6)

Philipp Weber (6)

Matthias Musche (7)

Magnus Jensen (6)

Marko Bezjak (6)

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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