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Suíça 29-33 Portugal: A uma vitória da história

Pedro Palma · 4 min

Suíça 29-33 Portugal: A uma vitória da história
Foto de capa: IHF Handball

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A CRÓNICA: AGORA É VENCER A FRANÇA

Portugal e a Suíça encontraram-se na segunda jornada do Main Round com objetivos diferentes. Portugal procurava a primeira vitória neste grupo, sendo que este era um jogo decisivo para a equipa manter viva a esperança de se qualificar para os Quartos de Final. Já a Suíça procurava a segunda vitória nesta fase e continuar a boa prestação neste Mundial. De relembrar que a Suíça não estava qualificada para a competição, tendo sido convidada para o lugar deixado pelos EUA, que teve de abandonar a competição mesmo antes desta começar devido aos casos de covid-19 na equipa.

Os “Heróis do Mar” entraram a vencer por 0-2 nesta partida decisiva, mas pouco depois dos cinco minutos a Suíça conseguiu empatar a partida a três golos, numa altura em que Portugal estava com dificuldades ofensivas (quatro minutos sem marcar golo). Andy Schmid, a principal arma da Suíça, causou imensas dificuldades à organização defensiva portuguesa, conquistando e marcando vários livres de sete metros. Muitos dos golos da Suíça surgiam dessa forma e também da ligação com o pivot, que Portugal teve, mais uma vez, grandes dificuldades em defender.

Por outro lado, a organização ofensiva portuguesa também “viveu” muito da ligação entre o central Miguel Martins e do pivot Victor Iturriza. Nenhuma das equipas conseguia impedir os ataques adversários e aos quinze minutos o resultado era 9-9. No entanto, a dez minutos do final do primeiro tempo os comandados de Paulo Pereira conseguiram recuperar a vantagem de dois golos, a qual ainda conseguiram aumentar para três, mas nos últimos minutos a Suíça apostou no 7×6 e conseguiu reduzir a diferença para dois golos. O resultado ao intervalo era 15-17.

O pivot suíço, Andy Schmid, causou imensas dificuldades a Portugal
Fonte: IHF Handball

A segunda parte começou com o mesmo ritmo da primeira e Portugal conseguiu logo no recomeço da partida aumentar a vantagem para quatro golos. Durante toda a segunda parte a Suíça jogou com o 7×6, tendo, por algumas vezes, reduzido a vantagem para apenas um golo, mas Portugal manteve-se sempre concentrado na partida e nunca perdeu o controlo da mesma, conseguindo ainda descansar alguns jogadores importantes como o André Gomes, Miguel Martins e Alfredo Quintana. O jogo terminou com uma importante vitória de Portugal, com o resultado a ser 29-33.

Este resultado coloca Portugal a uma vitória dos Quartos de Final. A próxima e última jornada é com a poderosa França no domingo, dia 24, às 19:30. De relembrar que Portugal venceu as últimas duas partidas contra a França. Esperemos, então, que não haja duas sem três.

 

A FIGURA

Miguel Martins – Jogou pouco mais de quinze minutos, mas o seu impacto durante esse período foi brutal. Marcou três golos (100% eficácia) e assistiu outros seis, numa altura em que Portugal não conseguia controlar a dinâmica ofensiva adversária, sendo que todos os ataques foram decisivos.

O FORA DE JOGO

 

Nikola Portner – O que é, para muitos, a segunda figura da Suíça, defendeu apenas sete remates (21% de eficácia) e esteve longe do nível que a sua equipa precisava.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

Uma equipa comandada em termos ofensivos por Andy Schimd, que esteve em grande forma. A Suíça procurou encurtar a distância através de 7×6 e conseguiu sempre encontrar soluções para finalizar as suas jogadas. Em termos defensivos, não conseguiu parar a organização ofensiva portuguesa e isso impediu a equipa de passar para a frente do marcador.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Nikola Portner (5)

Andy Schmid (9)

Cedrie Tynowski (5)

Alen Milosevic (9)

Michal Svajlen (4)

Samuel Rothlisberger (8)

Lenny Rubin (7)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Marvin Lier (8)

Roman Sidorowicz (6)

Nicolas Raemy (8)

Jonas Schelker (4)

Nik Tominek (-)

Maximilian Gerbl (-)

Samuel Zehnder (6)

Aurel Bringolf (-)

Philiip Novak (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Mais um jogo em que Portugal teve imensa dificuldades em controlar o pivot adversário, o que culminou em vários livres de sete metros e algumas exclusões. A organização defensiva não conseguiu, também, controlar o 7×6 suíço e isso tornou o jogo um pouco menos tranquilo. Em termos ofensivos, este foi uma das melhores partidas a este nível, com 33 golos, e sem necessidade de recorrer ao 7×6, conseguindo sempre encontrar soluções para finalizar.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (4)

Diogo Branquinho (9)

André Gomes (7)

Miguel Martins (10)

Fábio Magalhães (8)

António Areia (8)

Daymaro Salina (9)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (6)

Alexandre Cavalcanti (-)

Rui Silva (9)

João Ferraz (8)

Belone Moreira (6)

Pedro Portela (5)

Alexis Borges (6)

Victor Iturriza (7)

Gilberto Duarte (6)

Pedro Palma

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