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Taça carimba época de domínio leonino | Andebol

Pedro Filipe · 4 min

Taça carimba época de domínio leonino | Andebol

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O Sporting CP venceu a Taça de Portugal de Andebol e completaram o triplete, Supertaça e Campeonato, na época 2023/2024. Tal como no Campeonato, os sportinguistas foram mais fortes do que o FC Porto (34-30) e fez a dobradinha na prova rainha, na Final 4 disputada em Viseu.

Nas meias finais que decorreram no dia anterior, a formação treinada por Ricardo Costa derrotou o CF Os Belenenses (28-20) e os azuis e brancos deixaram pelo caminho o Póvoa AC (40-31).

Apesar dos portistas terem sido derrotados, Rui Silva foi o melhor marcador da final, com 10 golos. Já do lado dos lisboetas foi Orri Þorkelsson que mais se destacou na finalização com nove tentos.

O Bola na Rede esteve presente na fase final da Taça de Portugal e deixa aqui os principais momentos e as vertentes que tornaram a vitória leonina esclarecedora.

5. CABEÇA POUCO FRIA

Os portistas até começaram por conseguir dois golos de vantagem (3-1), mas o Sporting reequilibrou-se depressa. Nikolaj Laeso foi excluído ainda durante os primeiros dez minutos e deixou a equipa treinada por Carlos Resende com menos uma unidade durante dois minutos.

A dinâmica ofensiva desmontou facilmente a estrutura defensiva dos dragões, estática e passiva, sem conseguir antever os projetos dos adversários para chegar ao golo.

Desse modo, foi lógico o resultado ter dilatado para o lado dos leões, com uma almofada de três golos.

4. FALTA DE COESÃO DEFENSIVA DOS DRAGÕES NA PRIMEIRA PARTE

Os leões conseguiram várias vezes quebrar a linha defensiva dos dragões, chegando à bola ao pivot. Vê-se que os jogadores do Sporting, para além da qualidade, estão com a confiança em alta. Não foi de estranhar a diferença ser de quatro (18-14) ao intervalo, a favor, dos leões.

Nos dragões, o espírito vencedor parece adormecido e facilmente se deixava ultrapassar pelo rival, apesar de a matéria prima continuar a ser a base dos últimos anos, com vários jovens talentos, ainda à procura de afirmação.

Contudo, é preciso dizê-lo, notou-se a falta de Diogo Rêma, na baliza dos azuis e brancos, especialmente na primeira volta, em que foi desequilibrado o número de defesas a favor do emblema de Alvalade.

3. À PROCURA DE MOTIVAÇÃO

A primeira parte terminou precisamente com um livre de nove metros para os dragões. Os leões já levavam cinco golos de vantagem e o Porto via no rival aquilo que não conseguia aplicar no jogo. Coesão da barreira defensiva e capacidade de construção de jogo ofensivo não estavam explanados no jogo portista.

No entanto, os azuis e brancos beneficiaram de um livre de nove metros no soar da buzina. Laeso, perante o emaranhado de jogadores sportinguistas, conseguiu enganar Maciel.

Esta situação não deixou nada contente Ricardo Costa porque o treinador dos leões sabia que a vantagem minguou e era o adversário que iria ter a posse de bola inicial no segundo tempo.

Apesar da melhor exibição, uma final é sempre uma final e o pai de Francisco e Martim Costa sabia perfeitamente que os dragões poderiam vir com uma postura mais aguerrida e mais competente para o segundo tempo.

2. REAÇÃO PORTISTA FALHA AREIA

Os portistas entraram mesmo melhor na segunda parte. Com Leonel Fernandes e António Areia em campo, a formação nortenha pareceu ganhar maior criatividade para quebrar o muro defensivo leonino.

No entanto, nem mesmo no melhor período portista, no início da segunda parte, a eficácia ofensiva era a ideal. Um exemplo desse facto foi o desacerto de António Areia, em lance de transição rápida, em que o ponta direita isolado atirou para fora.

O Porto podia ter chegado aos três golos consecutivos sem sofrer e, assim, ficar a dois de desvantagem. Só que a equipa treinada por Carlos Resende desaproveitou a oportunidade e talvez isso tivesse sido o impulso suficiente para mais tarde conseguir virar o resultado.

  1. CLAREZA FINAL

Depois das exclusões e de um período de maior desacerto, o Sporting reequilibrou-se e com uma estrutura próxima à da primeira parte conseguiu voltar a distanciar-se no marcador. Nos últimos cinco minutos, a distância no resultado e a diferença de qualidade de jogo das duas equipas permitia definir o destino da partida que acabou por se confirmar.

O Sporting parte assim na pole position para a próxima temporada, depois de uma época perfeita, a nível interno. Já o Porto terá de fazer um esforço para revitalizar, uma equipa que já foi dominadora, a nível nacional, e que conseguiu mesmo chegar à porta da Final4 da Liga dos Campeões.

Destaque para o fair play no final do encontro de ambas as equipas.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Bola na Rede: No próximo ano vai continuar enquanto técnico principal do Porto? 

Carlos Resende: Isso hoje é o menos importante. O que é realmente importante é enaltecer o pavilhão estar extremamente bem composto. A postura dos adeptos, apoiando pela sua equipa. Isso é que é importante enaltecer.

Sporting CP

Bola na Rede: Esperava um Porto diferente para esta final, depois do último clássico para o Campeonato? 

Ricardo Costa: Foi um Porto igual ao que sempre foi, ao que já esperávamos.

Pedro Filipe

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Dinis Jacob · 5 min de leitura
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