Publicidade

Vitória FC: Um gigante adormecido?

Leonardo Costa Bordonhos · 3 min

Vitória FC: Um gigante adormecido?
Foto: Andebol Vitória FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Quem acompanha o Campeonato Andebol1 sabe que o Pavilhão Antoine Velge é dos melhores a nível nacional.

Do ponto de vista estrutural e técnico, é um edifício antigo. Não oferece as comodidades que outros clubes oferecem, como no pavilhão João Rocha, Dragão Arena ou Pavilhão da Luz.

No entanto, é um local que transporta os espetadores para uma época em que a modalidade era bem diferente. É um pavilhão que se encontra constantemente cheio, independentemente do adversário, e a sua massa adepta faz-se sentir, levando a equipa para a frente nos momentos mais difíceis. Aliás, na época que agora findou, foram mais os momentos complicados do que de felicidade.

Depois de 14 anos nos escalões inferiores, o Vitória teve a sua grande oportunidade no verão de 2019, quando foi convidado pela Federação de Andebol de Portugal para assumir a vaga deixada pelo Fermentões, equipa de andebol suspensa. Dada a decisão por parte de AC Fafe e Arsenal da Defesa (os dois clubes despromovidos nesse ano) em não se manterem no principal escalão, os sadinos aproveitaram e voltaram ao convívio dos grandes por serem o terceiro classificado na fase final de subida.

No entanto, nem tudo foram rosas. O pouco tempo de preparação para enfrentar uma competição mais exigente como o Campeonato Andebol1 levaram a que os resultados fossem tudo menos positivos. Uma vitória, dois empates e 22 derrotas foi o desempenho de uma equipa que, apesar da qualidade, pecava nos momentos-chave.

A falta de resultados desportivos levou a muita ansiedade no clube, que optou pela via das “chicotadas psicológicas”.

A época iniciou-se com Danilo Ferreira, que foi substituído ao fim de seis jogos (uma vitória e cinco derrotas) por Luís Monteiro. Os maus resultados continuaram, o que obrigou a direção sadina a nova mudança, desta vez trazendo João Galego Garcia para o comando técnico do clube.

O ex-treinador do Sporting acabou por estar pouco tempo à frente da equipa, devido à  suspensão do campeonato causada pela pandemia da COVID-19. Mas a verdade é que o Vitória já começou a preparar a próxima temporada… e promete bastante.

Aproveitando a capacidade demonstrada por Galego Garcia no desenvolvimento de talentos jovens (tal como fez nos juvenis do Sporting, conseguindo um bicampeonato), a equipa de Setúbal tem-se reforçado de forma criteriosa, mantendo um plano de contratações bem definido: atletas jovens, com experiência na primeira divisão, mas que possam ser trabalhados e que se mantenham no clube a médio/longo prazo.

As contratações de Pedro Santana, Francisco Silva, Ruben Santos e André Alves assim o indicam, e a aquisição do jovem iraniano Muhammed Reza demonstra que o clube tem horizontes largos no que toca à sua política de recrutamento.

Se o clube irá conseguir, ou não, utilizar e potenciar o talento que estes atletas possuem e atingir vitórias é uma questão que não terá resposta durante os próximos tempos. Mas a qualidade está lá, e o Vitória FC pode ser uma das equipas surpresa do Campeonato Andebol1.

Foto de Capa: Andebol Vitória FC

Artigo revisto por Mariana Plácido

Leonardo Costa Bordonhos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.