12 destaques de um Fim-De-Semana louco: de Xangai a Knoxville passando por…Guadalupe!

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9. Kinyamal – A ameaça a Rudisha pode vir…da sua própria casa!

Uma marca pouco falada no fim-de-semana (e eu não posso condenar ninguém porque este final de semana foi de loucos!) e que merece uma especial atenção é a do queniano Wycliffe Kinyamal nos 800 metros.

Kinyamal a correr para a vitória ao limite em Xangai!
Fonte: IAAF

Correu em Xangai em 1:43:91, um novo recorde do meeting e uma nova melhor marca pessoal para o atleta de 20 anos, que um mês antes venceu o título dos Jogos da Commonwealth. O queniano vem da mesma aldeia de David Rudisha (a grande estrela e recordista mundial dos 800) e as comparações com o seu ídolo não se fizeram esperar. Kinyamal afirma que é cedo para isso e que não pensa em atacar o recorde mundial tão precocemente, mas não deixa de afirmar que não teme ninguém em pista e que o seu tempo chegou. Para acompanhar com atenção, enquanto Rudisha parece ter a sua recuperação mais atrasada do que o esperado.

10. A líder Ibarguen e depois a líder Franklin!

Aos 34 anos, a colombiana Caterine Ibarguen parece não querer abrandar o ritmo e as grandes marcas, tendo começado a época a demonstrar que ainda é muito cedo para se falar em retirada. Foi a Xangai vencer o Triplo Salto no meeting da Diamond League em 14.80 metros, assumindo a liderança do ranking mundial. A colombiana não sentiu a pressão das jamaicanas Kimberly Williams e Shanieka Ricketts que começaram a época em grande forma e não fez um único salto nulo ou abaixo dos 14.21 metros. Mas a liderança de Ibarguen no ranking mundial durou pouco. Nessa mesma noite, Tori Franklin, a norte-americana que apenas no ano passado passou pela primeira vez os 14 metros e que tinha um melhor pessoal de 14.48 feitos em Março deste ano, brilhou como nunca! Ninguém poderia prever que a atleta fosse a Guadalupe fazer os 5 (!) melhores saltos da sua carreira até ao momento, todos na mesma noite! O melhor foi um salto de 14.84 metros, que é o novo recorde nacional norte-americano e que lhe permite chegar ao topo do ranking mundial. Na mesma prova, a espanhola Ana Peleteiro voltou a provar o seu gradual crescimento, ao conseguir um novo recorde pessoal em 14.42.

11. O Triplo de Évora e Pichardo que foi…brasileiro.

Para nós, portugueses, um dos maiores motivos de destaque a nível da elite mundial do Atletismo, neste fim-de-semana, era um novo embate entre Nelson Évora e Pedro Pablo Pichardo no Triplo, desta feita num território mais exótico do que o habitual. Os dois defrontaram-se em Guadalupe, mas não foi nenhum dos dois que captou as atenções dos presentes. E nem sequer foi Will Claye! Évora quedou-se pelos 16.62 metros e Pichardo fez um bom concurso terminando com 17.40 no terceiro lugar, fazendo a mesma marca de Claye. Mas o grande destaque foi mesmo o brasileiro Almir dos Santos que continua a saltar degraus e a chegar a patamares inimagináveis há poucos meses atrás. Terminou o ano passado com um melhor de 16.86, mas já vai em 17.53! Um novo recorde pessoal alcançado neste fim-de-semana, depois de em Birmingham ter alcançado a Prata nos Mundiais Indoor em 17.41. Impressionante.

12. Sydney McLaughlin. Obviamente.

Poucos adjectivos há para qualificar esta jovem norte-americana. Oito dos dez melhores tempos sub-20 nos 400 metros barreiras são dela e ela voltou a bater o recorde mundial júnior neste domingo, correndo em 52.75! Antes de Sydney nenhuma júnior tinha corrido sequer abaixo dos 54 segundos. Mas a marca é muito mais do que isso…colocando-a como a nona atleta sénior mais rápida da história (igualada com Shamier Little), nunca ninguém tendo corrido tão rápido antes de Junho. Sydney McLaughlin retirou 0.85 segundos ao seu anterior recorde pessoal (e mundial júnior), ficando agora a apenas 0.41 do recorde mundial de Pechonkina. E a atleta ainda apresenta marcas de elite na distância sem barreiras e também começa a ameaçar nos 200 metros. Sem falar, claro, do show que deu na temporada indoor.

Onde parará Sydney? A questão paira no ar, mas cada vez mais cheira a um recorde mundial numa fase muito prematura da sua carreira e os contornos de “superstar” começam a ser mais do que evidentes, tendo em conta a sua personalidade e popularidade dentro e fora das pistas. Será que a atleta resistirá aos milhões que a esperam e não cederá à tentação de se tornar profissional já no final desta época? Mais para a frente saberemos. Mas em 2019 inicia-se um ciclo de 3 anos de 3 eventos globais (Doha 19’, Tóquio 20’ e Oregon 21’) e poderá ser apetecível dar esse salto, sem prescindir dos serviços do consagrado Edrick Floréal.

Foto de Capa: Diamond League Shanghai

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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