Dia 9 dos Mundiais: Um dia e uns campeonatos para a história

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O concurso do Lançamento do Peso foi o mais emocionante da história dos campeonatos, com os três atletas do pódio a lançarem a, pelo menos, 22.90 metros e a medalha de Bronze a ficar a apenas um centímetro da de…Ouro!  Tom Walsh (NZL) – que era o campeão mundial – abriu o concurso a 22.90 metros, no que era o maior lançamento no mundo desde 1990 e subindo a 4.º de sempre, além de ser recorde dos campeonatos. Poucos contavam era que Joe Kovacs (USA) melhorasse o seu melhor para 22.91 metros (!) na última tentativa, passando para a frente do concurso, agora com novo recorde dos campeonatos e subindo, ele próprio, a 3.º melhor (igualado) de sempre.

Kovacs vence um concurso alucinante!
Fonte: IAAF

No concurso mais alucinante de que temos memória, Ryan Crouser (USA) lançou ainda, na sua 6.ª tentativa, a 22.90 metros (!), igualando a marca de Walsh, mas passando para a Prata por ter um 2º lançamento melhor! Já sabíamos que o nível do Peso estava brutal, mas nada fazia prever que teríamos um concurso com três homens na casa dos 22.9 metros. No 4.º lugar, Darlan Romani (BRA) fica sem medalha, mesmo lançando a 22.53 metros!

As provas que fecharam a noite no estádio foram as estafetas 4×100. Na primeira delas, na feminina, a Grã-Bretanha parecia a favorita para o Ouro, dada a ausência de Elaine Thompson na equipa da Jamaica (além de Briana Williams não ter participado nos Mundiais). As britânicas fizeram uma prova bastante segura, mas não foram perfeitas, como habitualmente o são, nas transmissões.

Ainda assim fecharam em 41.85 segundos na medalha de Prata. Isto porque o Ouro foi para a Jamaica, em 41.44 segundos (marca líder mundial do ano), que ultrapassou de melhor forma as importantes ausências, colocando Shericka Jackson (que é uma quatrocentista) no último percurso, fazendo-o na perfeição. A chave, no entanto, terá sido o excelente 2.º percurso de Fraser-Pryce, concluído com uma transmissão perfeita para Jonielle Smith, que também esteve bastante bem.

A Jamaica nem precisou de Elaine Thompson para fazer a festa
Fonte: IAAF

A medalha de Bronze foi para os EUA, que, como se sabe, teve dificuldades nestes campeonatos a nível da velocidade curta feminina e, portanto, não foi com surpresa que se verificou que nunca entraram na luta pelo Ouro, fechando em 42.10 segundos.

Já na prova masculina, o quarteto norte-americano impunha muito respeito – Coleman, Gatlin, Rodgers e Lyles – e houve até quem pensasse que o recorde mundial poderia cair na noite de hoje. Isso não veio a acontecer, porque ainda não é desta que há quarteto a baixar dos 37 segundos (essa proeza ainda está apenas reservada à Jamaica dos Olímpicos de Londres, composta por Carter, Frater, Blake e Bolt).

Ainda assim, os norte-americanos fecharam em 37.10 segundos, no que é agora um novo recorde nacional (correram em 37.04 nos Jogos de Londres, mas essa marca já não conta por Gay ter acusado doping), numa prova bem mais segura do que a de apuramento, mas que, ainda assim, apresenta arestas a limar.

Novo recorde nacional para os EUA
Fonte: IAAF

A Prata foi para os campeões de 2017, a Grã-Bretanha, que vendeu caro o Ouro, correndo em 37.36 segundos, um novo recorde europeu. Já o Bronze foi para o Japão, que em, 37.43 segundos, também bateu o recorde asiático. O Brasil – em 37.72 – também bateu o recorde da América do Sul, mas isso não chegou para o pódio.

AMANHÃ

Neste domingo chegam ao fim os Campeonatos Mundiais, já sem portugueses, mas com direito a sete finais que prometem emoções muito fortes. A primeira será a final feminina do Salto em Comprimento que começará às 19h15 locais (menos duas em Portugal Continental) e que terá como grande favorita a alemã Malaika Mihambo.

Às 19h40, teremos a final dos 1.500 metros masculinos, com o grande favoritismo a ir para o líder mundial do ano, Timothy Cheruiyot (KEN). Quinze minutos depois, começa a final do Dardo masculino, uma final que já não terá dois alemães candidatos a medalhas (Rohler e Hofmann ficaram pelo caminho), mas que, ainda assim, poderá voltar a coroar um alemão, uma vez que Johannes Vetter (GER) mostrou grande forma na qualificação (já acima dos 89 metros).

Os 10.000 metros masculinos disputam-se a partir das 20h locais, sendo que as nações do leste africano terão os maiores favoritos (Kejelcha, Cheptegei, Gebrhiwet ou Kipruto estarão entre os maiores candidatos). A final individual que fechará os campeonatos, a partir das 20h50, será a dos 100 metros barreiras, que prometem ser uma emocionante prova, sendo a única disciplina que ainda terá semifinais amanhã (às 19h02 locais). Por fim, como habitual, os 4×400 femininos e masculinos fecham o programa, com grande favoritismo para os EUA em ambas as provas.

Foto de Capa: IAAF

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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