O grito de Dalilah

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A velocidade sem barreiras

Nas outras provas dos Nacionais norte-americanos temos dee falar da velocidade, que é um dos grandes atrativos destes campeonatos. Os homens e as mulheres parecem, ainda assim, estar em cenários muito diferentes. Nas provas masculinas, os EUA vão entrar em Doha como os favoritos ao Ouro nas 3 provas individuais (100m, 200m e 400m), enquanto que nas femininas entrar no pódio vai ser dificil.

Nos homens, Christian Coleman dominou nos 100m (9.99s com forte vento, contrário na final e nas fases prévias), mas também apurou-se nos 200m, sendo o único atleta que irá a Doha dobrar distâncias. Ele sabe que os 100m são a sua prova mais forte (onde também estará o campeão mundial, Justin Gatlin), mas acredita que pode ser competitivo entre os melhores nos 200m. Aí, onde Coleman ficou em 2º, o Ouro foi de Noah Lyles, que é o grande favorito para os Mundiais. Fechou os Trials em 19.78s.

Ao contrário de Coleman, Lyles sente que ainda não está onde quer estar nos 100m, e como a sua prova de eleição (200m) decorre depois dos 100m, preferiu focar-se apenas nos 200m em Doha. Por fim, os 400m. Havia um grande favorito, Michael Norman, que já correu este ano em 43.45s, tornando-se no 4º mais rápido de sempre. Mas Norman (em 43.79s) não conseguiu bater Fred Kerley (em 43.64s), que subiu a 7º melhor de sempre, mostrando que ainda tem muito a dizer. Ele que era a “next big thing” antes de Norman.

Já no feminino, Tori Bowie não participou nos Campeonatos por ser a Campeã Mundial e ter um wild card para Doha nos 100m. A grande surpresa foi ver a super-favorita Sha’Carri Richardson, que tinha corrido 10.75s há pouco mais de mês e meio, falhar a qualificação e terminar a final em último! Certamente, a jovem de 19 anos está a pagar a fatura da longa temporada universitária. Aleia Hobbs foi outra atleta que não conseguiu a qualificação de forma surpreendente e os três lugares foram para Teahna Daniels (22 anos), que se sagrou campeã nacional (11.20s, -1.7), depois de ter sido 4ª nos Universitários (!) e as regressadas English Gardner e Morolake Akinosun repetem presenças em grandes campeonatos.

Nos 200m, destaque para a (finalmente) primeira grande conquista e o primeiro apuramento de Dezerea Bryant (foi 1ª em 22.47s) depois de muito prometer nos escalões mais jovens e nos 400m, um trio todo abaixo dos 50.5s, encabeçado por Shakima Wimbley onde junta-se à campeã mundial Phyllis Francis. Allyson Felix, 8 meses depois do parto, ainda foi à final e conseguiu mesmo um 6º posto, que lhe coloca entre as seleccionáveis para a estafeta!

Só Bubka acima de Kendricks

Nos outros eventos, destaque para alguns grandes resultados nos Saltos, como os 6.06m de Sam Kendricks no Salto com Vara. Ao ar livre, apenas Sergey Bubka fez melhor do que ele. Nas mulheres, o destaque vai para a prova do Comprimento, que mostrou Brittney Reese a 7m e Tori Bowie a conseguir o apuramento sendo que vai a Doha participar nos 100m e no Comprimento.

Nos Lançamentos, destaque para a existência de 3 mulheres acima dos 75m do Martelo, vencido por DeAnna Price com 78.24m, a melhor marca mundial do ano, e para o fantástico concurso do Peso masculino: 3 homens acima dos 22m, com Ryan Crouser a lançar a 22.62m para a vitória.

Foto De Capa: IAAF

Revisto por: Jorge Neves

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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