Os miúdos que foram gigantes

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8 – Sergey Shubenkov volta a derrotar Omar McLeod

O campeão mundial de 2015, Sergey Shubenkov, não só voltou a bater o actual campeão olímpico e mundial, como o fez com (mais) um fantástico tempo de 12.95 (+0.6). Shubenkov apenas baixou 4 vezes na carreira dos 13 segundos e uma delas foi na sua vitória nos Mundiais de Pequim. As outras 3? Todas em 2018! Para o russo, pouco terá atrapalhado um começo de prova muito tardio, depois da demora no tiro a que se juntaram duas falsas partidas – na verdade, os atletas voltaram aos seus lugares, sem desqualificações. Já o jamaicano Omar McLeod até arrancou bem melhor que Shubenkov, liderou a prova e ainda estava lado a lado com Shubenkov quase até à 7ª barreira. 

Aí, quando perdeu a vantagem, parece ter sentido o momento e desconcentrou-se, embatendo contra uma barreira, perdendo totalmente o ritmo que trazia. Provavelmente, é a força do hábito. É que McLeod não está mesmo habituado a ver alguém à sua frente numa prova de 110 metros barreiras!

9 – O episódio etíope 

Foi um dos momentos mais estranhos do ano no Atletismo. Na prova de 5.000 metros em Lausanne, Kejelcha ia na frente da prova quando faltavam pouco mais de 100 metros para o final. Aí pareceu sofrer um toque involuntário de Selemon Barega e foi ao chão. Mas antes de ir ao chão puxou os calções do seu compatriota, atrasando-o drasticamente naquela que, provavelmente, iria ser a sua vitória na prova. 

A vitória acabou por ir para Balew Birhanu (13:01.09) e Barega foi segundo (13:02.67). Kejelcha foi desqualificado da prova e muitos foram os comentários acusando Kejelcha de falta de fair-play. O atleta desculpou-se nas redes sociais, dizendo que apenas pretendeu não cair mal e que aquela era a sua única hipótese, dizendo que é amigo de Barega e que só alguém mal-intencionado poderia pensar que queria prejudicar o compatriota. Algo diferente. 

10 – A situação “Pichardo”

No grafismo da Diamond League, no site da IAAF e em outras redes sociais do organismo, a novidade do meeting de Lausanne era a bandeira portuguesa associada a Pedro Pablo Pichardo, identificando o atleta como estando a representar Portugal, dando a entender que poderiam existir desenvolvimentos no processo de transferência do atleta. Ora, Pichardo já é português há 8 meses e nunca em qualquer competição anterior (nem no website da IAAF), o atleta apareceu com a bandeira portuguesa.

O site da prova a mostrar a “nova bandeira” de Pichardo quando ainda liderava o concurso
Fonte: Lausanne Diamond League

A verdade é que sem termos uma explicação oficial para o sucedido, a Lusa apurou (segundo a página Melhor Marca) junto de uma fonte oficial da IAAF que nada se alterou na transferência do atleta, reconhecendo, no entanto, a IAAF a cidadania portuguesa ao atleta e os seus resultados como portugueses. O atleta não pode representar Portugal em competições internacionais (pois as transferências estão bloqueadas), mas é “elegível para participar em outras competições, incluindo a Diamond League, como português”. Confuso? Claro que sim. Principalmente porque há outros atletas na situação de Pichardo que não viram os seus dados alterados pela IAAF. Uma novela que não parece ainda próxima do seu término, embora no final desta mês possam existir mais clarificações, após a reunião do Conselho da IAAF em Buenos Aires. 

No que diz respeito ao resultado em Lausanne, Pichardo foi segundo com um salto de 17.61 metros, sendo ultrapassado pelos 17.62 do norte-americano Christian Taylor.

Foto de Capa: FPA

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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