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A Obra ao Negro

André Eusébio · 1 min

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Marguerite Crayencour, mais conhecida pelo pseudónimo de Marguerite Yourcenar, escreveu a obra que por ora dá o título a este artigo. A história do livro em si pouco terá a ver com a ideia que vamos explanar. Atentemos, sim, no nome da narrativa.

É claramente visível a presença de negros ou mestiços na sociedade francesa. Tal como no nosso país, ou em outros países europeus com passados coloniais, tais como a Holanda ou Inglaterra. E se o domínio “negro” na NBA e no atletismo, principalmente, já é sobejamente conhecido a nível mundial, mas também noutros desportos, como futebol ou voleibol, por exemplo, a pouco e pouco os euro negros vão ganhando espaço nas comunidades da Europa. É preciso consciencializar populações e cidadãos para que a maioria dos nossos irmãos africanos já não são de África, por assim dizer. Têm-na no sangue, claro, e consigo a carregam.

Mas estão mais que integrados no nosso seio. E não devem apenas ser projetados como baluartes do desporto. Mas como pessoas com direitos e deveres, como as outras. Mais do que uma mensagem de apelo ao antirracismo e sua denúncia, devemos pensar que o mundo é como a tela de um pintor: fica mais alegre quanto mais cor tem. No ano em que o célebre discurso de Martin Luther King, em Washington, completou 50 anos, nada melhor que refletirmos um pouco sobre o tema. Certamente que já houve grandes avanços. Mas ainda falta.

Para os mais esotéricos foi Adão. Para os mais céticos e práticos foi de África que nasceu a vida humana. Talvez um pouco de um, um pouco de outro. Quantos seres humanos já se digladiaram por essas questões… As cores não passam disso mesmo; cores do nosso leque cromático. O que interessa são as pessoas. Contudo, o mundo fica mais bonito se abranger todas as cores do arco-íris.

Foto de Capa: NBA

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

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