FC Porto 65-60 SL Benfica: Dragão Arena foi radar da invencibilidade

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A CRÓNICA: PRIMEIRO LUGAR GARANTIDO, SEGUNDO LUGAR TREMIDO

Esperava-se mais basquetebol num “clássico” entre as equipas melhor classificadas do Grupo A da segunda fase do Campeonato Nacional.  Apesar do SL Benfica já ter o lugar garantido, o tipo de jogo que se ambicionava ver era completamente diferente frente a um FC Porto com o segundo lugar ao seu alcance.

A entrada no encontro correu melhor para as águias, com uma percentagem de acerto reduzida dos dragões. Sempre com o marcador taco a taco, foi o SL Benfica a levar a melhor no final dos primeiros dez minutos, apesar de só terem uma vantagem de três pontos.

A alternância no marcador não desaparecia, mas o FC Porto estava pronto a mostrar ao que vinha, sem desistir. O segundo período foi melhor para os azuis e brancos e decadentes para a equipa da Luz, com apenas oito pontos marcados na totalidade do quarto. Ambas as equipas precisavam do intervalo para refrescar o corpo e as ideias de jogo, que estavam plenamente em falta. O empate a 23 pontos seguia junto.

Aquando da volta dos balneários, tudo permaneceu mais do mesmo. Muitos jogadores de ambas as equipas que costumam ser preponderantes nos estilo de jogo ofensivo característico tanto de uma como de outra equipa teimavam em não aparecer regularmente e de forma incisiva. Apesar disso, Charlon Kloof, Mike Morrison e Frank Gaines não desiludiram neste “clássico”.

O que começou a desiludir foi a forma como desenrolou o final do encontro, nos últimos dez minutos. Ainda existiu jogo, com o FC Porto a marcar 23 pontos na duração total do período, mas as paragens pareciam intermináveis.

Depois de um lance algo polémico a dois minutos do final da partida, a equipa de arbitragem optou por assinalar uma falta antidesportiva sobre Michael Morrison. Passado todo o tempo de análise, o jogo retomou e o FC Porto foi aumentando gradualmente a vantagem até final, apesar de mais alguns contratempos.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Charlon Kloof (FC Porto) – Apesar da influência notória de Michael Morrison no jogo dos dragões, Charlon Kloof não consegue deixar ninguém indiferente. Com 15 pontos, quatro ressaltos e três assistências, a influência de Kloof no encontro foi maior do que aquilo que os números aparentam.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Último período – Depois de 30 minutos de um jogo de basquetebol, o último período teve menos disso do que o esperado. Com muitas paragens por faltas e conflitos, esperava-se mais de ambas as equipas.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto voltou com um cinco inicial dos mais fortes que tem ao seu dispor. Nos momentos ofensivos, serve-se da letalidade e rapidez dos seus ataques. A versatilidade de Rashard Odomes e o acerto de Charlon Kloof foram imperiais.

Nos momentos defensivos, a turma de Moncho López alinhou numa defesa homem a homem a meio-campo, sem exercer uma grande pressão para lá da linha. Na zona do “garrafão”, a marcação era cerrada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Rashard Odomes (8)

Brad Tinsley (6)

Jonathan Arledge (6)

Michael Morrison (8)

Charlon Kloof (8)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (7)

João Maia (6)

Miguel Queiroz (6)

Vlad Voytso (6)

Tiago Almeida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A turma de Norberto Alves voltou com o seu cinco inicial base, já bem conhecido de todos e, principalmente, dos seus adversários. Nos momentos ofensivos, privilegiou-se a versatilidade de Ivan Almeida, mas também a importância de Frank Gaines.

Defensivamente, o SL Benfica fazia uma marcação cerrada individual a campo inteiro, de forma a dificultar os ataques rápidos do FC Porto.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Frank Gaines (7)

Makram Romdhane (6)

José Barbosa (5)

Wendell Lewis (6)

Ivan Almeida (7) 

SUBS UTILIZADOS

Aaron Broussard (7)

James Farr (6)

José Silva (6)

João “Betinho” Gomes (6)

Arnette Hallman (6)

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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