SL Benfica 86-87 FC Porto: Ao lavar dos cestos, o Dragão vence na Luz

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A CRÓNICA: À TERCEIRA FOI DE VEZ PARA O PORTO VENCER O CAMPEÃO NACIONAL

Último clássico do ano no basquetebol nacional, colocava frente a frente duas equipas em momentos opostos. O Benfica com uma vitória nos últimos três jogos, incluindo um desaire caseiro frente ao Sporting; e o FC Porto que chegava com três triunfos consecutivos, dois dos quais para a FIBA Europe Cup. A última derrota dos “Dragões” tinha sido frente ao Benfica, no início deste mês, em partida a contar para os “oitavos” da Taça de Portugal. O último desaire portista para o campeonato tinha sido em casa, também fora frente aos “Encarnados”

O 1º quarto do encontro foi muito equilibrado, sem que alguma equipa fosse capaz de controlar o jogo ou de assumir uma vantagem confortável. O Benfica apostava em jogadas de 2 pontos, colocando sempre um ou dois jogadores na área pintada. Já o Porto estava menos focado em jogadas individuais e mais em lances de 3 pontos, construindo mais jogadas do interior para os dois extremos.  Benfica em superioridade nas tabelas a fazer 16 pontos em 25 na área pintada e um Porto com 15 pontos de lance triplo em 23.

Já no 2º quarto, o Benfica entrou por cima, marcando os primeiros 6 pontos, perante uma equipa do Porto que começou a pressionar com mais intensidade, numa defesa á zona menos passiva. Destaque para Charlon Cloof, 100% eficaz na conversão dos lances livres, assim como para Max Landis que foi causando desequilíbrios na área pintada. Os “Dragões” não deixaram de apostar nos triplos, onde mantinham uma clara preponderância.

A 2ª parte começou com uma superioridade portista clara. Os portistas marcavam de todas as formas e feitios, com jogadas individuais ou com triplos. Michael Finke, reencontrava-se, tornando-se uma das estrelas da partida. O Benfica passou a apostar mais em triplos e a ser foçado a jogar mais no 1 para 1, o que favoreceu claramente os “Azuis e Brancos”. Os “Encarnados” estavam desorientados, apostavam essencialmente na criatividade de Ivan Almeida. Benfica apanhava-se a perder por 10 pontos mas marcou 5 no último minuto para entrar no último quarto, apenas a perder por 59-64.

O 4º período começou com o jogo muito partido, com pressão muito alta e homem a homem das duas equipas, em que foi o brilhantismo de Ivan Almeida e Max Landis a fazer a diferença, colocando no marcador um resultado de 68-69, para o Porto, a seis minutos e meio do fim da partida.

O Benfica passou a pressionar muito mais nos extremos, zona onde os “Dragões” deixavam mais espaços na defesa, permitindo aos campeões nacionais saltar para a frente com 71-69. A partir dos últimos três minutos e meio, a partida ficou muito menos tática e mais focada em momentos ofensivos, de parte a parte.

Nenhuma equipa estava capaz de “matar” jogo, sendo que a cerca de 30 segundos do final, o Benfica perdeu uma posse de bola, permitindo aos “Dragões” ter uma última hipótese de virar um marcador que se encontrava em 86-85. E foi mesmo a 3 segundos do fim, que Michael Finke se desmarcou na área de 3 pontos para fazer o cesto que dava ao FC Porto a primeira vitória sobre o Benfica em 2022/2023, com um resultado de 86-87.

A FIGURA

Michael Finke – O jogador que decidiu a partida, fez uma segunda parte de luxo, marcando 20 pontos em toda a partida, em conjunto com Max Landis, foi o elemento desestabilizador da defesa do Benfica. Melhor marcador do Porto na partida, presença assídua na área colorida e foi, em conjunto com Brian Conklin, o jogador a ganhar o maior número de ressaltos, dentro de uma equipa que esteve mais apagada no que a esta estatística diz respeito.

O FORA DE JOGO

José Silva – Jogou quase 20 minutos, mas apenas conseguiu um “cesto”, ainda que tenha sido um triplo. Não esteve muito mal, mas não conseguiu fazer a diferença, não sendo capaz de causar grandes dificuldades à defesa portista. José Silva conseguiu roubar uma bola, perdeu outra mas não teve um peso na partida, que o seu tempo de jogo sugeriu.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O campeão nacional optou por uma tática mais focada num jogo interior, durante a primeira parte. Fosse Ivo Almeida ou Makram Bem Romdhane, a formação benfiquista foi apostando nos roubos de bola ou na criatividade individual dos seus jogadores, para marcar. Mudou na segunda parte para um jogo mais disperso, aí sim ficando completamente dependente do brilhantismo do seu extremo cabo verdiano. Os encarnados tiveram um momento de instabilidade defensiva no 3º período, alternando rapidamente entre um modelo defensivo em 2-2-1 para 1-2-2

5 INICIAL

Aaron Boussard (8)

Toney Douglas (7)

Betinho (5)

Ivan Almeida (9)

Terrell Carter (7)

SUBS UTILIZADOS

José Barbosa (5)

Tomás Barroso (-)

José Silva (4)

Makram Ben Romdane (8)

James Ellisor (4)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O Porto começou por focar muito o seu jogo nos extremos e nos lances de 3 pontos. Quando se apanhou a perder por sete pontos, obrigou o Benfica a jogar no 1 para 1 e apostou nas faltas estratégicas para conter o ataque encarnado. No fim da primeira parte, Max Landis e Michael Finke eram já uma presença constante na área colorida do Benfica. Na segunda parte, foi o Porto que passou a investir mais em jogadas dos extremos para os bases e numa defesa a zona mais pressionante ao invés do que se tinha verificado, em particular no 1º quarto.

5 INICIAL

Teyvon Myers (8)

Francisco Amarante (8)

Max Landis (9)

Brian Conklin (6)

Michael Finke (9)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Maria (7)

Charlon Kloof (8)

Vladyslav Voytso (6)

João Guerreiro (-)

Miguel Queiroz (4)

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Filipe Pereira
Filipe Pereira
Licenciado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Filipe é apaixonado por política e desporto. Completamente cativado por ciclismo e wrestling, não perde a hipótese de acompanhar outras modalidades e de conhecer as histórias menos convencionais. Escreve com acordo ortográfico.

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