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Fábio Espinho concedeu uma entrevista exclusiva ao Bola na Rede. Antigo médio esteve apenas meio ano no Málaga e lamentou a passagem pelo clube espanhol e as circunstâncias estranhas da sua saída.
«Não cumpre as minhas expectativas. Sinceramente, quando assinei pelo Málaga tinha as expectativas de jogar muito mais do que joguei, que foi quase nada. A minha saída em janeiro é natural e até fui eu quem pedi para sair. Eu estava num contexto em que me enquadrava e que gostava, mas não estava feliz profissionalmente porque não jogava. Estava muito feliz pela cidade, pela grandeza do clube e pela Liga, mas queria minutos porque fui habituado assim em toda a carreira. O Málaga foi o único clube ou contexto onde passei por aquilo. Se calhar no meu início, na transição do Espinho para o Leixões, não joguei logo, mas acabei por jogar. Cheguei ao Málaga com 30 anos e no início era convocado sempre e não entrava. Tive uma boa estreia, tanto com o Deportivo da Corunha em casa como no jogo seguinte, em que fomos a Gijón. Fui para o banco, mas entrei aos 30 minutos, fui o primeiro a entrar por isso as pessoas ficaram felizes com a minha estreia. Depois desse jogo em Gijón, o feedback do staff e dos jogadores foi bastante positivo. Achava que ia arrancar de vez, mas fiz apenas mais um jogo para a Taça e infelizmente não joguei mais. Fiquei triste porque estava em ascensão completa e rápida. Em quatro anos passei da Segunda Liga Portuguesa para jogar Liga Europa, Liga dos Campeões e jogar La Liga. Foi muito rápida a ascensão e também tudo desmoronou tudo muito rápido, com todo o respeito pelos clubes nos quais viria a jogar. Assim o foi. A minha saída do Málaga partiu de mim porque sentia que não tinha muito por onde me mexer. Pedi a minha saída e fui emprestado ao Moreirense, onde fiz força para ir. Era uma casa que já conhecia, onde já tinha sido feliz e queria ir para uma zona de conforto para tentar reacender a chama e voltar ao Málaga no ano seguinte. Tinha dois anos de contrato e queria mudar a cabeça das pessoas. Infelizmente, já estava destinado e acabei por sair», vincou Fábio Espinha, que garante nunca ter recebido explicação para a falta de minutos.
«Até tinha uma boa relação com o treinador no dia-a-dia, mas nunca houve uma conversa sobre isso. Houve sim uma situação onde depois fiquei a cismar e a pensar sobre isso. Foi após a derrota em Gijón, em que entrei aos 30 minutos, fiz um bom jogo e perdemos 1-0, resultado que já estava quando entrei. Nas entrevistas rápidas, fui questionado por uns jornalistas espanhóis porque houve dúvidas sobre a substituição. Houve uma lesão, o treinador ficou uns minutos a pensar no que fazer e coincide com o golo sofrido. Sou abordado por essa situação e perguntaram-me se achava que o treinador teve culpa por tardar na substituição. Disse que se o treinador demorou foi porque estava a tentar ver o que era melhor para a equipa naquele momento e a tentar ver se o jogador tinha de sair, o que tardou um bocado. Acho que ele interpretou isto como uma crítica. Não foi de todo por aí. Tinha a agravante de que, mesmo línguas parecidas, há palavras diferentes no português e no espanhol ou que, pelo menos, são interpretadas de formas diferentes. Andei a cismar com isso. No treino seguinte, o Duda chegou à minha beira e perguntou-me: “O que é que andaste a dizer para a comunicação social?”. Onde há fumo há fogo. Estava de consciência tão tranquila que nem fiquei preocupado. Não disse nada de mal e até estava a dar razão ao treinador. Deve ter interpretado como algo mal, a fase também não era boa porque andávamos no fundo da tabela e voltou-se contra mim. É verdade que podia ter sido mais feliz em Málaga e mantido o nível por mais tempo, mas se assim não foi, não há problema nenhum. Ficam as experiências e as histórias para contar», destacou o antigo médio.
Lê toda a entrevista de Fábio Espinho.











