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Cabeçalho modalidadesÉ “aquela” altura do ano outra vez… Os General Managers ficam loucos porque o jogador pelo qual pagaram milhões no verão afinal não é assim tão bom, a equipa não está a produzir o que deveria e é preciso salvar a época. Ou então, já se sabia que a equipa era má mas os rapazes insistem em ganhar jogos numa época de reconstrução, onde o necessário era perder (sim, a NBA é estranha dessa maneira). O que fazer nestas situações? Recorre-se às trocas. Seja para adicionar uma estrela perdida numa equipa a produzir pouco, no primeiro caso, ou para mandar embora jogadores que recebam muito e que estejam a dar vitórias desnecessárias, no segundo caso, as equipas da NBA chegam a esta altura do ano à procura de qualquer coisa que faça a época valer a pena.

Já algo experientes em tentar fazer de uma época algo que valha a pena, os Knicks encontram-se à procura de soluções. O engraçado nesta história é o facto de a equipa de Nova Iorque não saber qual o caminho a seguir. Querem uma troca para melhorar os resultados ou para atacar o draft mais uma vez? E será Carmelo Anthony, a estrela-maior da companhia, parte do problema ou da solução?

Em 2014, Phil Jackson chegou aos Knicks com o intuito de voltar a colocar a equipa no caminho certo. É verdade que encontrou uma equipa fraca, a dever a sua escolha no draft aos Nuggets devido à troca de Carmelo em 2011 e sem aparente luz ao fundo do túnel. Mas, Jackson tinha em si a experiência de anos e anos na NBA, com títulos que falam por si e achou que bastava oferecer muitos milhões à sua estrela em final de contrato (que estava a ser perseguida pelos Bulls) e construir à sua volta. Boa ideia, certo? Errado! Os Knicks conseguiram manter Carmelo, mas incluíram uma cláusula que não permite que o jogador seja trocado, Jackson achou que o base de uma das suas equipas campeãs dava um bom treinador (não deu), a época foi mais uma vez horrível e os nova-iorquinos voltaram a parecer não ter direção.

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Fonte: New York Knicks
Fonte: New York Knicks

Porém, as derrotas na NBA acabam, habitualmente, por trazer coisas boas no verão e os Knicks foram buscar, no draft, um jovem letão de 2,21 metros, com a mobilidade de alguém com menos trinta centímetros, chamado Kristaps Porzingis e apelidado de “Unicórnio”, de tão raro que é o rapaz. Os Knicks passaram a ter uma peça com a qual podem construir o seu futuro, juntaram mais algumas no verão passado e chegaram à conclusão que afinal a sua estrela não lhes dá assim tanto jeito, visto que Melo tem de ser o “macho-alfa”, com a bola nas mãos metade do tempo em que está em campo e Jackson não olha para ele dessa maneira.

Seria, portanto, fácil para a equipa de Nova York trocar a sua estrela. Um jogador que recebe bastante, mas que, tendo em conta o que ainda pode fazer na NBA, acaba por ter um preço razoável e que poderia acabar por fazer jeito a alguma equipa com intenções de procurar o “anel”. Recuemos então algumas linhas neste texto, até àquela parte que especifica que “ Os Knicks conseguiram manter Carmelo, mas incluíram uma cláusula que não permite que o jogador seja trocado”. Ouch! A verdade é que Melo até pode ser trocado, basta querer desativar a tal cláusula. O problema está aí. Anthony não está muito para aí virado e, a menos que consigam colocá-lo numa equipa com claras ambições (e recursos) para ganhar um título, o extremo não vai a lado nenhum.

Ficam então os Knicks numa situação complicada. Há conversações com os Clippers para uma troca, mas terá a equipa de Los Angeles ativos necessários para trocar jogadores por Melo e ainda conseguir ser uma ameaça aos poderosos Warriors e Cavaliers? Ou será que devem os Knicks manter Anthony e arranjar uma fórmula mágica de modo a transformar a equipa numa máquina de basquetebol, onde o extremo é a estrela e onde os outros jogadores conseguem ver as suas capacidades usadas ao máximo? Teria a palavra Phil Jackson, mas a “faca e o queijo” estão mesmo nas mãos de Carmelo Anthony…

Foto de capa: New York Knicks

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

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