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A estranha, confusa e excitante experiência de Harden e Westbrook em Houston

António Pedro Dias · 2 min

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Foram colegas nos Thunder “que poderiam ter sido…” e reencontram-se em Houston. James Harden e Russell Westbrook estão juntos de novo, com estilos de jogo diferentes daqueles que tinham há uns anos. Toda a gente se pergunta como irá Westbrook adaptar-se a Houston e neste início de temporada ainda não conseguiu responder a essa questão.

Os Rockets vivem obcecados pela eficiência. Foi assim que ameaçaram os Warriors, fizeram de James Harden uma estrela e colocaram todas as equipas a odiar jogar contra si. O ataque dos Rockets procura espaço, colocar o seu melhor jogador em posições de conforto e vantajosas e rodeá-lo de vários jogadores que pouco mais têm de fazer do que estarem preparados para marcar nas raras vezes em que a bola lhes chega às mãos.

A estratégia resultava quase em plenitude, mas falhava na hora da verdade, até porque os Rockets encontravam pela frente uma das melhores equipas de sempre. Vai daí, decidiram apimentar um pouco as coisas e juntar o jogador menos preocupado com a eficiência em toda a liga, uma força da natureza habituada a correr e cujas percentagens fazem um treinador perder horas de sono.

Westbrook e Harden dialogam durante a estreia, frente aos Bucks
Fonte: Houston Rockets

Westbrook é o caos no meio da ordem, é o rufia no meio dos melhores alunos da escola, é a agulha que alguém perdeu no palheiro porque aparentemente há quem vá costurar para o celeiro. Simplesmente não encaixa e, no entanto, tem boas chances de resultar. Como? Nem imagino. Quando chegarem os playoffs e James Harden quiser criar para si e para os seus colegas, lá andará Russ a correr desenfreado como se procurasse algo que sabe que será difícil de encontrar, porque no fundo não procura nada em concreto. E isso pode resultar, nem que seja pela imprevisibilidade da coisa.

Para já, a demasiado inconclusiva ilação a tirar é a de que a dupla vai colecionando números bons e percentagens patéticas, em especial Westbrook. Será para manter? Duvido, porque Harden endireitar-se-á de uma maneira ou outra. Mas chegados à altura das decisões, quando Harden tem falhado mais do que acerta e onde a eficiência reina mais do que tudo, conseguirá Westbrook ser o que Chris Paul quase foi até se lesionar? Porque esse será o segredo para uma equipa ainda à procura de integrar na sua filosofia alguém que não está sequer perto de pensar da mesma maneira. Uma tarefa enorme para Mike D’Antoni num ano de tudo ou nada em Houston.

Foto de Capa: Houston Rockets

Artigo revisto por Diogo Teixeira

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

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