A evolução do jogo: Nada é como antes | NBA

- Advertisement -

UMA NOVA ERA, UM NOVO BASQUETEBOL

O evolucionismo é uma teoria ligada a Charles Darwin. Nessa, o cientista britânico explica que a espécie humana sofreu alterações ao longo dos tempos, tendo em conta o meio ambiente onde habitam. Apesar de a NBA e Darwin não terem uma ligação direta (que se saiba), podemos adaptar conceitos. Ao longo dos 75 anos da liga, existiram enumeras mudanças, mas a forma como o jogo se adaptou ao longo de tantas épocas é muito interessante.

Não é uma, nem duas vezes, que ouvimos “És alto/a, devias jogar basquetebol!”. No início, essa era a ideia principal. Com poucos princípios táticos estabelecidos, é recorrente, quando vemos vídeos dos anos 50/60, percebermos que existe um padrão definido de jogador. Altíssimo, com pouco atleticismo e layups ao invés dos poderosos afundanços, que invadiram as partidas nas décadas seguintes.

O jogo de equipa e a distribuição dos pontos eram conceitos que, para quem jogava basquetebol, eram pouco ou nada utilizados. Marcas como os 100 pontos de Wilt Chamberlain, em 1962, parecem, cada vez mais, impossíveis. Nos últimos anos, tivemos exibições como os 81 pontos de Kobe Bryant, mas existe um grande fator que distancia as duas eras.

Esse fator é, sem mais, nem menos, a introdução dos três pontos. Quando a NBA se fundiu com a ABA (um caminho alternativo que tinha jogadores lendários como Julius Irving ou Rick Barry), a liga adicionou a linha inovadora criada pelo mercado com quem rivalizava. Apesar de os adeptos adorarem, alguns jogadores detestavam porque se tinham de habituar a um novo estilo de jogo.

Fazendo a ponte com os dias que correm, estas reações tornam-se quase um motivo de humor. Apesar de datadas, tornam o desenvolvimento do basquetebol um tópico interessante de conversa. Sem a linha de três pontos, alguns dos jogadores mais baixos, provavelmente, iam continuar a ser marginalizados e esquecidos no tempo.

Para muitos, os três pontos podiam ser um cheat code para que as exibições com grande volume pontual individual aumentassem, mas tal não se observa. A introdução de cada vez mais jogadores europeus e as rotinas de um basquetebol menos egoísta (por exemplo, os Spurs de Gregg Popovich) podem explicar essa tendência.

Esta mudança de paradigma não tem muitos anos. Stephen Curry, quando foi escolhido no Draft, em 2009, muitos especialistas não esperavam que o base tivesse um grande futuro na NBA. No entanto, apesar de algumas contribuições anteriores, o jogador dos Golden State Warriors está ligado à grande mudança de mentalidades na NBA e no basquetebol em geral.

Na minha opinião, ninguém pode defender que uma era é melhor que outra, porque as características são muito diferentes. Cresci com jogadores como Curry e Lillard a dominar e, por isso, posso ficar mais ligada ao “novo jogo”, mas o basquetebol dos anos 70 também trouxe noções fundamentais para os dias de hoje. A evolução é uma teoria que assiste todos os papéis da sociedade e a NBA não foi exceção.

Foto de Capa: Denver Nuggets

Clara Maria Oliveira
Clara Maria Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via e agora continua a fazê-lo.                              A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Rui Borges dá voto de confiança a Rafael Nel: «Está a dar resposta e conta. Quando o Fotis vier será mais uma grande solução...

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.

Um alívio para o FC Porto: Martim Fernandes sofreu apenas uma entorse no tornozelo direito

Martim Fernandes saiu lesionado do empate com o Nottingham Forest nos quartos-de-final da Europa League, depois de marcar um auto-golo caricato.

Rui Borges deixa mensagem sobre Souleymane Faye: «É difícil para ele dar respostas mais visíveis, mas é natural»

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges olha para os rivais e admite: «Quem vai em primeiro é o FC Porto e até ver é o melhor»

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Rui Borges espera mudança de chip: «O objetivo principal é o campeonato. Essa é a nossa Champions»

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges traça o perfil do Estrela da Amadora e prevê dificuldades: «Atleticamente é uma equipa muito forte»

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.

Rui Borges dá novidades quanto aos lesionados e garante regresso no Sporting: «Está convocado»

Rui Borges fez a antevisão do Estrela da Amadora x Sporting. Encontro conta para a 29.ª jornada da Primeira Liga.