Mr. Gregg Popovich

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Não podemos esquecer Tony Parker e Manu Ginobili. Dois génios capazes do impossível, dois malabaristas descoberto pelo mestre. O Francês foi o 28º a ser escolhido em 2001, o Argentino 57º em 1999. Dois verdadeiros achados, só ao alcance daqueles que têm a capacidade de ver à frente, de antecipar o futuro. E o resultado é o melhor, todos conhecemos, à boleia de um transformador capaz de fazer Boris Diaw ou Danny Green elementos decisivos de um plantel.

Fonte: USA Today
Fonte: USA Today

Mais do que dentro de campo, Popovich é um notável fora dele. A sua boa disposição (e falta de paciência) para qualquer repórter é já uma imagem de marca. É uma das vozes da razão no seio da liga, e todos escutam com atenção as suas opiniões.

A falta de paciência para entrevistas é normalmente superada com boa disposição Fonte: hdnux
A falta de paciência para entrevistas é normalmente superada com boa disposição
Fonte: hdnux

É bem conhecida a preocupação e intervenção social que a NBA ousa ter, e Pop, como não podia deixar de ser, faz questão de ser um dos rostos destas campanhas. Mais que o treinador da equipa de basquete, tornou-se num símbolo, numa figura que é mostrada aos mais jovens como um modelo.

Foi uma das vozes mais solidárias perante os graves problemas de saúde de Craig Sagger Fonte: CNN
Foi uma das vozes mais solidárias perante os graves problemas de saúde de Craig Sagger
Fonte: CNN

E é um bom modelo, não haja dúvida. Recentemente, numa palestra para um grupo de adolescentes, realizada com o professor universitário Cornel West, deixou a ideia que mais que o sucesso desportivo, interessa-lhe que os seus jogadores sejam melhores homens, que consigam contribuir para uma sociedade melhor. E essa ideia já tinha ficado evidente, quando nunca se alheou da componente humana dos membros da sua equipa, que todos lhe reconhecem. Este é o seu maior legado, e é também isto que queremos transmitir aos jovens praticantes da modalidade, é também este o papel de um treinador.

Em 2016/2017 Gregg Popovich enfrenta um dos maiores desafios da sua carreira. Impor-se na conferência dos super Golden State Warriors, ainda por cima pela primeira vez sem Tim Duncan. Desta vez terá de recentrar a equipa à volta do jovem Kawhi Leonard para tentar devolver a equipa às finais. Se não conseguir jamais será um fracasso. Primeiro porque já o fez uma vez, e a sua capacidade humana e desportiva nunca será posta em causa. E segundo, porque vale muito mais que as vitórias e títulos amealhados. Mas todos queremos ver mais e melhor desta figura eterna.

E agora, Coach Pop? Mostra-nos mais, por favor.

Foto de capa: ESPN

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

João Dinis
João Dinishttp://www.bolanarede.pt
As olheiras diárias provam a paixão que tem pela NBA. A emoção de cada jogo e toda a envolvente da liga estão sempre debaixo de olho. Sonha ver os laivos dourados do Larry O’Brien de regresso a Nova Iorque.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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