Novo formato do All-Star Game foi um sucesso?

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No último domingo estreou-se o novo formato do All-Star Game. A mudança de duas para quatro equipas, num mini-torneio com jogos até os 40 pontos, foi criada com o objetivo de aumentar a competitividade e credibilidade do torneio, algo que tem vindo a ser criticado nos últimos anos.

Após assistir aos três jogos, ficou claro que existiram melhorias com este formato. O nível competitivo e o desejo de vencer eram palavras proibidas nos últimos eventos, contudo, este ano, os jogadores mostraram-se mais concentrados no jogo, tanto na defesa como no ataque.

A adição da equipa vencedora dos “Rising Stars” também me pareceu uma decisão acertada. As maiores promessas da liga defrontaram os seus ídolos, resultando num encontro bastante interessante de assistir.

No entanto, este All-Star não contou apenas com pontos positivos. A quantidade de publicidade e de espetáculos entre os jogos quebrou um pouco o ritmo, principalmente para os fãs europeus e asiáticos que assistiram durante a madrugada e que lutaram contra o sono para não adormecer.

Outro ponto negativo foi a demasiada baixa pontuação a atingir para vencer o jogo. Ser apenas 40 pontos fez a partida ser muito curta e pouco imprevisível, principalmente com jogadores que acertam grande parte dos seus arremessos. Talvez um aumento para 60 pontos seja uma mudança a considerar para o futuro.

Falando dos jogos em si, na primeira meia-final a formação escolhida por Charles Barkley eliminou a equipa de Kenny Smith por 41-32, com SGA a liderar a pontuação, com 12 pontos convertidos.

Do outro lado do quadro defrontaram-se as escolhas de Shaquille O’Neal e de Candace Parker, com a equipa do ex-pivô a vencer num encontro acirrado, por 42-35.

Na derradeira final, “Chef” Curry fez o que sabe melhor e desequilibrou por completo o jogo. Quatro triplos, incluindo um do meio-campo, deu a vitória à formação de Shaq (41-25).

Agora temos de esperar para ver que mudanças vão prosseguir para os próximos anos e quais vão voltar para o baú. Todas as alterações que deixem o All-Star mais competitivo e atraente serão sempre bem recebidas pelos adeptos da NBA. Quem sabe se o retorno do Este vs Oeste possa ser a melhor solução? Só o tempo dirá.

Filipe Lourenço
Filipe Lourençohttp://www.bolanarede.pt
O Filipe é licenciado em Ciências da Comunicação e tem no desporto a sua maior paixão.

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João Aroso é atualmente treinador adjunto da seleção da Coreia do Sul. Apesar da longa distância, é um perfil reconhecido em Portugal. Um autêntico homem do futebol, com um profundo conhecimento do jogo, interessando-se de uma forma quase obsessiva (no bom sentido da palavra) pelo que se passa dentro das quatro linhas, deixando de lado polémicas. Os seus primeiros passos foram no Pedras Rubras, dando-se a conhecer mais tarde, já ao serviço do Sporting. Já desempenhou múltiplas tarefas no desporto, alcançando os seus sonhos de adolescente. Para João Aroso, o futebol tem poucos segredos, mas o seu entusiasmo quando fala da modalidade é contagiante. É o mais recente convidado do Entrevista Bola na Rede.