A NCAA vai cair?

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Os anos passaram e a NCAA cada vez mais tornou-se uma competição influente no mundo do basquetebol. A verdade é que à medida que ia conquistando fãs, ia simultaneamente ganhando mais pessoas em desacordo com o que se passava em redor da liga e com o seu sistema. Os jogadores vêm-se queixando da não remuneração pela prática desportiva, não obstante lhes forneça algumas regalias.

Afinal, o sistema universitário dos EUA está em decadência, ou irá transfigurar-se com os recentes movimentos?

O SISTEMA DÚBIO DA NCAA

Neemias Queta vê na NCAA o meio mais eficaz para atingir o «sonho» da NBA
Fonte: NBA Draft

Nos EUA, um jogador que represente uma faculdade, fica com o status de praticante amador e está impedido receber qualquer remuneração da prática que exerce enquanto jogador-estudante. Todavia este status de amador, o jovem atleta se pretender continuar a prática da modalidade numa vertente profissional, num futuro próximo, está obrigado a levar o basquetebol universitário como a sua principal pioridade, de modo a cativar os olheiros da NBA ou de outras equipas pelo mundo fora, seja para ter o seu nome chamado no «draft» da NBA ou para arrecadar um contrato profissional numa equipa fora dos Estados Unidos da América. Entre os exemplos portugueses que saíram da NCAA ou ainda se encontram presentes temos Neemias Queta e Hugo Ferreira, que olham para a NBA como algo verossímil e um sonho próximo de se realizar através da NCAA, mas também Francisco Amiel e Diogo Brito, sendo que estes dois já percorreram a liga universitária norte americana e agora apresentam contratos assinados em equipas profissionais.

De resto, apesar dos constrangimentos, são várias as regalias fornecidas pela NCAA. Alguns deles são a oferta de uma bolsa de estudos paga na íntegra (isto é se o estudante ficar os anos necessários para se graduar), estadia paga, algum suporte financeiro com alimentação incluída (para cerca 59% dos atletas) e ainda facilidade de acesso às instalações da faculdade para a prática desportiva. Aspetos que em Portugal não é de todo viável, dado ao sistema «basquetebolístico» paradoxo e grácil aquando comparado com os norte americanos.

Todavia as benesses às quais os atletas têm o fortúnio de ter acesso, tem sido vários os problemas suscitados nos últimos anos a este sistema universitário nos E.U.A, sendo que o principal problema assenta-se na não remuneração dos atletas, ao passo que a NCAA ganha bilhões anualmente, à custa dos direitos desportivos dos atletas.

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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