FC Porto 81-78 Sporting CP: Vitória portista para igualar liderança

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A CRÓNICA: SEGUNDA METADE DEIXOU A DESEJAR, MAS FC PORTO RESOLVEU

O primeiro período demonstrou, ao longo do tempo, aquilo que é o clássico – um jogo equilibrado entre ambas as equipas. Sempre taco a taco, eram os erros do FC Porto a potenciar, em certo ponto, o jogo dos leões. Com os cincos mais fortes disponíveis para estar na quadra, o resultado foi-se construindo até os dez minutos iniciais terminarem com os dragões em vantagem por apenas um ponto (18-17).

À entrada para o segundo quarto, James Ellisor, que esteve algo apagado no início, deu o mote para o alavancar do Sporting CP no resultado. Os leões arrecadaram um parcial de 6-0 nos primeiros três minutos, sendo que quatro desses pontos partiram de Ellisor. O jogo do FC Porto acabou por se focar bastante em Jalen Riley, o que facilitou a vida defensiva do Sporting CP. Com o pedido de timeout por parte de Moncho López, os dragões melhoraram na partida, principalmente a nível defensivo e começaram a aproximar-se no marcador. Ao intervalo, lia-se um 35-41 favorável ao Sporting CP.

Depois do intervalo, quem estrou na sua melhor forma foi o FC Porto. Os dragões levantaram avante e aproveitaram um leão meio que adormecido no terceiro quarto. A formação de Moncho López conseguiu recuperar no resultado, passando mesmo para a frente do marcador, depois de efetuar um parcial de 10-2 em cinco minutos.

Foi certamente um período para esquecer para os comandados de Luís Magalhães onde nada correu bem aos leões. Os 22-9 de parcial dos terceiros dez minutos devem resumir aquilo que foi o desastre para a equipa verde e branca. Voltou o FC Porto à frente do marcador, por 57-50, à entrada para o último período.

E a sina do Sporting CP no terceiro período foi a mesma do FC Porto no último. Em seis minutos, os leões concretizaram um parcial de 15-2, dando por completo a volta ao marcador, mesmo com a ausência de Shakir Smith, após cometer cinco faltas. Com erros atrás de erros, a formação da Invicta começou a ficar para trás no marcador, mas lentamente conseguiu recuperar.

A 24 segundos do final, o marcador do Dragão Arena apresentava um empate. Os leões tinham esses segundos para atacar, mas Diogo Ventura acabou por efetuar falta ofensiva a seis segundos do final. Com todo o arsenal na quadra, o FC Porto apostou todas as fichas para esses seis segundos e Jalen Riley lançou com a bola que, ao saltitar três vezes no aro, não entrou. Seguiu-se para prolongamento.

O FC Porto esteve por cima ao longo dos cinco minutos de overtime, mas nunca com uma grande vantagem. A onze segundos, os dragões venciam por quatro pontos e assim permanecia, depois do Sporting CP não ter conseguido concretizar na última oportunidade de ataque. Soou a buzina e os dragões venceram por 81-78.

 

A FIGURA

Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol

Larry Gordon – Foi dono e senhor de todo o jogo do FC Porto. Quer a nível ofensivo, como a nível defensivo, Larry Gordon foi o verdeiro mastermind daquilo que os dragões demonstraram ao longo do encontro. Os 30 pontos não deixam ninguém indiferente.

O FORA DE JOGO

Terceiro período leonino – Completamente fora daquilo que o jogo estava a demonstrar e, também, muito longe daquilo que o Sporting CP tem demonstrado ao longo da época, o terceiro período do Clássico foi, possivelmente, dos piores dez minutos que os leões fizeram esta época. Ainda conseguiram levar o encontro a overtime, mas não foi o suficiente. O terceiro período pecou totalmente por escasso.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Com Jalen Riley a assumir na construção e o tirar partido da estatura de Eric Anderson Jr, principalmente debaixo do cesto. Durante o jogo, o FC Porto privilegiou sempre as jogadas rápidas individuais.

A nível defensivo, os dragões recorreram, na maior parte do tempo, à marcação individual bastante cerrada aos jogadores do Sporting CP.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (7)

Brad Tinsley (5)

Miguel Queiroz (5)

Tanner McGrew (6)

Larry Gordon (9) 

SUBS UTILIZADOS 

Vladyslav Voytso (5)

João Torrie (-)

Pedro Pinto (5)

Francisco Amarante (5)

João Soares (6)

Ricardo Neves (-)

Eric Anderson Jr. (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Num Sporting que acabou por valorizar as jogadas individuais, era James Ellisor um dos jogadores fundamentais nesta construção, principalmente quando apostava no um contra um.

A nível defensivo, os leões aproveitavam a vantagem de estatura nos momentos de ressalto, tanto defensivos como ofensivos e, mesmo aquando da marcação dos jogadores do FC Porto, apostando num dois contra um recorrentemente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (6)

John Fields (6)

Shakir Smith (5)

João Fernandes (7)

James Ellisor (7)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Ventura (6)

Cláudio Fonseca (5)

Pedro Catarino (6)

Micah Downs (6)

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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