A CRÓNICA: REGRESSO EM PESO DA EQUIPA DO FC PORTO DITA MAIS UMA VITÓRIA

Quase um mês exato depois do último jogo oficial, a equipa do FC Porto recebeu, no Dragão Arena, a UD Oliveirense num jogo que se previa renhido. Dado o tempo que os dragões levavam sem competir, dado um surto de COVID-19, e a qualidade já reconhecida da equipa de Oliveira de Azeméis, era esperado um encontro bastante equilibrado que podia pender para qualquer um dos lados.

No entanto, a turma de Moncho López quis contrariar as probabilidades e mostrou que ter estado sem jogar não foi impedimento para vencer pela sétima vez consecutiva para o campeonato. A equipa do FC Porto entrou muito forte, também a contar com o regresso de Tanner McGrew mais de um ano depois, e também bastante certeira no encontro.

Apesar da diferença pontual entre ambas as equipas não ter ultrapassado os dez pontos no primeiro período da partida, era notório que os dragões estavam bem alinhados no encontro face a alguma desorganização defensiva da UD Oliveirense. Os primeiros dez minutos do encontro ditaram um 23-18, a favor da equipa da casa.

O segundo quarto transpareceu o mesmo que o primeiro, poucas diferenças se sentiram. A equipa de Norberto Alves começou a apostar em jogadas a nível do contra-ataque e, quando este não era possível, a preferência pelo jogo interior fazia a diferença. Os visitantes conseguiram aproximar-se dos azuis e brancos, estando apenas em desvantagem por três pontos, mas o intervalo chegou e o marcador anunciava um 48-36 favorável ao FC Porto.

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Após o descanso, a formação portista tomou pleno controlo do jogo até ao final. Apesar de um terceiro período mais tremido em termos de parcial das equipas (20-18) e a saída forçada de Max Landis por lesão, o FC Porto quase não deu hipótese à UD Oliveirense, dada a exibição dos restantes jogadores de Moncho López.

Os dragões permaneceram sempre em vantagem no encontro e, à medida que os minutos passavam, o resultado estava cada vez mais fechado. O FC Porto venceu a UD Oliveirense, com uma vantagem de 25 pontos, terminando a partida num 97-72 e permanecendo invencível na Liga.

 

A FIGURA

FC Porto Toda a equipa dos dragões, desde o cinco inicial a todos aqueles que entraram para render na quadra, foram imprescindíveis para a exibição e o resultado obtido pelo FC Porto. Depois de não competir oficialmente há um mês, a equipa mostrou que esse fator não foi impedimento para a grande exibição coletiva que demonstraram.

O FORA DE JOGO

Lesão de Max LandisApós um lançamento na passada, já a dois minutos do final do terceiro período, Max Landis encontrou Feliciano Perez no caminho e, ao finalizar a jogada, acabou por apoiar mal o pé direito no solo. Max Landis é, indiscutivelmente, um dos jogadores mais influentes da equipa do FC Porto e a sua lesão podia ter tido outro tipo de repercussões na maneira de jogar da formação de Moncho López.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Moncho López entrou no jogo com o melhor cinco que tinha à sua disponibilidade, dados os constrangimentos que o último mês impôs à equipa. A sorte foi aliada da pontaria dos jogadores, essa que não faltou.

O FC Porto, quando em transições defensivas, marcava em todo o campo e com marcação cerrada homem a homem, trocando bastantes vezes de jogador quando eram necessários bloqueios defensivos. A nível de transições ofensivas, os dragões aproveitavam algumas distrações na defesa da equipa de Oliveira de Azeméis, e optavam bastante pelas jogadores interiores, quer “eurosteps” quer lançamentos mais curtos e à tabela. Quanto estes não eram possíveis, Brad Tinsley era o homem de serviço da linha de três pontos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Larry Gordon (8)

Max Landis (7)

Miguel Queiroz (6)

Brad Tinsley (7)

Vlad Voytso (5)

SUBS UTILIZADOS

Eric Anderson Jr. (7)

Pedro Pinto (6)

Tanner McGrew (6)

Francisco Amarante (5)

João Torrie (6)

João Soares (7)

Ricardo Neves (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Norberto Alves escolheu o mesmo cinco inicial do último encontro que disputaram frente ao Barreirense e o seu estilo de jogo também permaneceu o mesmo.

Apesar de algumas distrações, a UD Oliveirense recorreu à marcação individual quando necessitava de defender. Poucas trocas eram efetuadas, o que tornou a defesa algo “estática”, mas a igualdade de alturas entre os jogadores de ambas as equipas acabou por ser um fator determinante para essas trocas defensivas não acontecerem.

Nas transições ofensivas, a equipa de Oliveira de Azeméis optava, sempre que possível pelo contra-ataque. Alguns dos jogadores da equipa conseguiam aproveitar a velocidade e a confusão na defesa portista para tirar partido no marcador. Quando o contra-ataque não era possível, Norberto Alves escolhia utilizar o jogo interior da equipa. A utilização de passes rápidos ou de jogadas estudadas foram, muitas vezes, aliadas da UD Oliveirense. Foram consistentes nesses estilos de jogo e também na pontuação (a equipa conseguiu concretizar 18 pontos certos nos quatro períodos do encontro).

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Justin Alston (7)

José Barbosa (5)

Thomas de Thaye (7)

João Grosso (7)

Travis Munnings (6)

SUBS UTILIZADOS

Ec Matthews (8)

João Guerreiro (5)

Renato Azevedo (5)

Rui França (5)

Feliciano Perez (6)

Francisco Albergaria (5)

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